quinta-feira, junho 28, 2012


“Os 5.000 Dedos Do Dr. T” (Roy Rowland)



Este é, sem dúvida, um dos filmes que há mais tempo mantém fragmentos em minha memória. Coisa de quando eu tinha, quiçá, sete, seis ou até mesmo cinco anos.

Obviamente, o que se mantinha em minha lembrança de criança era pouca coisa. Principalmente aquelas imagens mais surreais. Curiosamente, achava que o filme era em PB, e não neste technicolor berrante (talvez pelo simples fato de nunca tê-lo visto numa TV em cores!).

Lembrava bem do menino de camiseta listrada e boné de mãozinha. Lembrava dele fugindo dos algozes para enfim saltar de uma absurda escada que terminava no nada. Lembrava da camiseta inflando e virando paraquedas. Lembrava do encanador enjaulado. Lembrava do piano gigantesco. E de pouca coisa mais.

Por séculos, tentei revê-lo. Mas nem o nome do filme eu sabia. Nunca o encontrei em locadoras de VHS. Talvez nem tenha sido lançado. Mas com o pouco de informação que tinha, seria mesmo difícil localizá-lo. Então, há algum tempo, o futuro chegou via rede social da década passada. Isso porque foi numa comunidade do Orkut chamada “Filmes Que Ninguém Lembra” que alguém lembrou das cenas que eu citei no segundo parágrafo. E descobri finalmente o nome do filme.

Algum tempo depois, o mesmo saiu em DVD. Sem dublagem em português, o que me parece um contrassenso, já que o filme é infantil. Talvez com a dublagem original (coisa rara também) eu fosse capaz de resgatar ainda mais fragmentos da minha já debilitada memória. Mesmo sem esta opção, fui assistir ao filme, alegre e pimpão. Mas antes do início, ainda diante da logo da Columbia, um medão tomou conta do meu ser: e se o filme não fosse o que minhas doces lembranças guardavam lá no fundão do meu cérebro?

A resposta para tão dolorosa questão veio-me logo em seguida, de forma suave e lânguida: nunca, mas nunca, as imagens seriam o que foram para um piá de seus, vá lá, sete anos. Para aquele menino-eu, os cenários eram gigantes, os vilões eram terríveis, e a chance do heroi se dar mal era real. Mas qual não foi a minha surpresa ao gostar do filme. Em termos, obviamente, mas mesmo assim pude esboçar um bom sorriso. O surrealismo continuava lá, como eu imaginava. As dimensões dos cenários, ainda que com uns bons matte paintings, eram colossais. E o clima de sonho mantinha o filme numa dimensão paralela, onde até as cantorias encontravam o seu lugar. Eu bem sabia que o filme deveria ser musical – qual filme infantil da época não era? Mas até que os números, em sua maioria, não se mostraram tão longos e chatos quanto em outros filmes. E com alguns bons atores obscuros, a coisa fluiu bem pra caramba. Ainda mais pela ausência total de lição de moral, ou de desfechos perfeitinhos.

Claro, "Os 5.000 Dedos Do Dr. T" não é nenhuma obra-prima da sétima arte. Mas fez jus às minhas lembranças – e isso já é coisa pra caramba!

Postado por Nery Nader Jr às 15:12

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segunda-feira, junho 25, 2012


“A Profecia” (John Moore)



Remake totalmente desnecessário, pífio e deveras equivocado. O roteiro é praticamente o mesmo do filme original, mantendo os mesmo personagens e acontecimentos, além de repetir inclusive as mortes.

Tudo parece ter sido esquematizado apenas para evidenciar que a versão original é sensacional e esta é de uma tosquice e de um oportunismo extremos. A direção segura e precisa de Richard Donner, auxiliada pela trilha inspiradíssima de Jerry Goldsmith, aqui são (mal) replicadas pelo esquematismo do diretor John Moore e pela obviedade da trilha de Marco Beltrami. Tudo é pior, cheio de excessos e cacoetes do terror mais rasteiro. Sem falar no novo Damien, interpretado por Seamus Davey-Fitzpatrick - um guri careteiro e que não passa a mínima aura maligna. Incrível mesmo é pensar que chegaram a fazer uma seleção de elenco para este papel. Imagino que o responsável pelo processo tenha sido o mesmo que escolheu o jovem Anakin de “Star Wars: Episódio I - A Ameaça Fantasma”.

Lamentável.

Postado por Nery Nader Jr às 18:02

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quarta-feira, junho 20, 2012


“A Profecia” (Richard Donner)



Do final da década de 70 até o começo dos anos 80 o demônio mandava e desmandava nos filmes de terror. “O Bebê de Rosemary”, “O Exorcista” e “A Profecia” são só os exemplos mais famosos. Este último, inclusive, mostrou todo o seu potencial demoníaco justamente quando muitos já pensavam que a fórmula já estava esgotada. Porém, com um roteiro bem amarradinho, um bom diretor, uma trilha marcante, um grande ator e algumas mortes criativas e bem realizadas, o mal conseguiu emplacar mais um sucesso de bilheteria.

Em “A Profecia”, é possível acompanhar o nascimento (ou quase) e a infância do anticristo. E as mortes de quem tenta alertar para o perigo que a família Thorn está correndo. Com grande elenco, encabeçado por Gregory Peck, direção inspiradíssima de Richard Donner, clima soturno muito oportuno e trilha sonora demoníaca de Jerry Goldsmith, o filme nos entrega uma história redondinha, repleta de cenas antológicas que não envelheceram nadinha, além de um ator mirim endemoniado que chega a dar medo. E não é isso que queremos sentir ao vermos um filme de terror?

Postado por Nery Nader Jr às 17:55

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