quinta-feira, março 22, 2012


“Drive” (Nicolas Winding Refn)



Desculpa aí, mas tenho que dizer que “Drive” é muito hype para pouco filme.

Fui ver cheio de expectativa e acabei vazio de tudo.

É óbvio que o filme começa bem. Tão bem que chegamos a pensar que uma bela obra-prima está se desenhando à nossa frente. A apresentação do personagem principal - um cavaleiro solitário moderno - é primorosa. E a fotografia, o ritmo e a ação propriamente dita não ficam atrás.

Depois, o filme pisa no freio, de forma correta. E estrutura a trama com maestria, auxiliado pela bela trilha, pelos bons atores e por uma Los Angeles belíssima filtrada pelos parabrisas de Impalas, Mustangs e Chevelles Malibus.

Só que, gradativamente, a ânsia cult do filme começa a se revelar mecânica demais. Tudo parece calculado para criar e manter esta aura: o estilo cool em excesso de Gosling (o que não impede a sua Rambolização um tanto quanto incoerente), os clichês vilanescos, a violência desproporcional e despropositada (inclusive de mafiosos que não têm pistolas e usam facas e navalhas quase que só para criar cenas de impacto) e a fragilidade do roteiro que propõe mais do que oferece.

Falta naturalidade ao filme, principalmente em sua metade final. A violência gráfica parece gratuita e deslocada, longe dos longas do Tarantino ou até mesmo de outros do próprio Refn. E não empolgam. Tanto que o acerto de contas final é nada menos do que banal e irracional demais para um cara aparentemente tão cool e outro teoricamente tão espertalhão. E não me venham falar do calor do momento e do sangue quente, que estas duas coisas o filme definitivamente não tem.

Postado por Nery Nader Jr às 14:16

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terça-feira, março 20, 2012


“O Artista” (Michel Hazanavicius)



Como eu disse no post anterior: “para quem ama cinema é muito difícil não amar filmes que amam cinema.”. Então, quase que obrigatoriamente, eu gosto de “O Artista”.

Sim, eu sei que a homenagem foi minuciosamente calculada, mas nem por isso o filme soa artificial demais. Até porque soar é difícil num filme (quase todo) mudo.

O artificialismo existe, claro, até pelos gessos impostos com a mudez e a PBzisse (que acabaram virando os “grandes” diferenciais do filme na “grande” mídia). De qualquer forma, a homenagem surge divertida, com as realmente boas atuações de Jean Dujardin e Bérénice Bejo, a direção segura de Hazanavicius e um bom trabalho de direção de arte, trilha e coadjuvâncias. O roteiro, porém, é simples e, por vezes, simplório mesmo. Mas funciona bem principalmente por conta de tudo que citei antes dele.

De qualquer forma, ainda acho que a homenagem referencial e metalinguística mais legal ao cinema mudo continua sendo “A Última Loucura De Mel Brooks”.

Postado por Nery Nader Jr às 17:44

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sexta-feira, março 16, 2012


“A Invenção De Hugo Cabret” (Martin Scorsese)



Para quem ama cinema é muito difícil não amar filmes que amam cinema. E há filmes que amam o cinema e são ruins, assim como há filmes que amam cinema mesmo fingindo que odeiam. E, de qualquer jeito, a gente gosta deles todos: os apaixonados, os metalinguísticos, os ácidos, os tolinhos, os líricos, os clássicos. Filmes como “A Noite Americana”, “O Jogador”, “Crepúsculo Dos Deuses”, “O Artista”, “Pânico 3”, “O Desprezo”, “Trovão Tropical”, “Saneamento Básico: O Filme”, “A Rosa Púrpura Do Cairo”, “Ladrões De Sabonete”, “O Dia Do Gafanhoto”, “Fellini 8 ½”, “O Último Magnata”, “Ed Wood”, “O Estado Das Coisas”, “Matinee: Uma Sessão Muito Louca”, “Bom Dia Babilônia”, “Fade To Black”, “Cantando Na Chuva” e muitos, muitos outros...

Por conta disso, seria difícil eu não gostar de “A Invenção De Hugo Cabret”. Mesmo não gostando eu acabaria gostando, fosse tão somente pela homenagem. E se o filme não é perfeito, nem por isso é menos do que isso, posto que as suas imperfeições são o reflexo do que o Scorsese de hoje representa para o cinema que ele busca representar na tela.

Assim, o filme surge como uma homenagem sincera ao que existe de verdadeiramente mágico no cinema: a sua capacidade de nos fazer sonhar... seja em 3D estereoscópico ou em frágeis fotogramas pintados à mão.

Postado por Nery Nader Jr às 16:24

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quarta-feira, março 14, 2012


“Colheita Maldita” (Fritz Kiersch)



Este filme, se não é clássico, é quase um cult maldito. Famoso, ainda que mais citado do que visto.

Eu mesmo nunca tinha assistido por inteiro. No máximo uns trechos quando passava na TV. E assim cresci achando que ele tinha algo de bom. Mas não tem.

E veja, as falhas parecem ter início no próprio material original de Stephen King. Ele, que costuma reclamar de suas adaptações, muitas vezes também força a barra ao criar ameaças e sobrenaturices.

Neste caso, nada se explica e tudo se complica. Sem sabermos bem por que. E a salada desanda com os “heróis” Peter Horton e Linda Hamilton correndo pra lá e pra cá sem acrescentarem muito à história canhestra, destruindo assim o primeiro ato que pelo menos consegue criar algum suspense com a cidade deserta e coisa e tal...

A ruindade continua nos risíveis erros de continuidade, com marcas de sangue na camisa do herói que teimam em mudar de posição e de proporção a cada take, sem falar nos reflexos de microfones e equipes técnicas em espelhos, para-brisas e coisas assim.

Em resumo: um trash de primeira! Eu só não consigo entender como um treco tão ruim conseguiu virar uma cinessérie com 7 ou 8 filmes!

Postado por Nery Nader Jr às 15:16

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