sexta-feira, agosto 27, 2004


Alive In Amazonas



Novas e velhas de mim, enviadão especial do MZ aqui em Manaus, a terra das Ykamiabas. Ykamiabas, capisci?

- Se tem algo marcante pros lados do Norte é a simpatia e a simplicidade dos manauaras. Sei lá se é por causa do clima quente pra caraca, que favorece a exteriorização - ó, como eu sou cabeça - ou devido a indolente (?) origem indígena, mas os nativos da cidade, mesmo os das maiores classes sociais, oferecem uma convivência bem agradável. Tudo muito longe, mas muito mesmo, da metidez (existe isso?) que predomina aí na gente do Sul.

- Falando em temperatura, neste primeiro mês aqui eu estou parecendo uma velhinha no elevador. Explico: eu só falo do tempo. "Tá calor, né?", "Caralho, como a cidade de vocês é quente! Hoje está 35º; quando eu embarquei lá estava 05º..." e por aí vai. Mas eu não tenho culpa, pô!!! O lugar é mesmo uma sauna - seca, normalmente; úmida, quando chove. É como diz o kowalski: "neste calor até marinheiro em terra firme na bunda sua".

- O corpitcho está dando sinais de (falta de) vida. Além do saco cheio, a anarquia reina de cima a baixo por toda a anatomia. De um lado, a garganta já reclama dos choques térmicos causados pelo entra-e-sai de ambientes com ar-condicionado e sem. Ui, creuza. Do outro lado, o estombro começa a dar origem ao freak e (cada vez mais) freqüente fenômeno da pororoca na privada - provavelmente enjoadão do tempero local. Coentro: tô fora.

- Futebol é uma coisa engraçada por cá. Só não é mais engraçado que meu Paraná Clube, que é ao mesmo tempo hilário e triste. Mas no caso do esporte bretão em Manaus, rola um único grande estádio - o Vivaldão - e três equipes se batendo nas segundonas da vida pra ver quem é o menos pior: São Raimundo, Rio Negro e Nacional. O que não adianta muito, já que praticamente toda a city torce pro Flamengo e caga pros times daqui.

- Today eu não vou escrever sobre foods, só drinks. Soft drinks, pra ser mais exato. Assim como o Maranhão tem seu indefectível Jesus, o Amazonas conta com uma gama variada de marcas de refrigerantes locais. Tuchaua, Regente e Magistral são os três mais famosos guaranás daqui, todos feitos com o fruto da terra, todos horríveis pra/como chuchu. Nada à altura da paranaense gasosa Cini de gengibirra, por exemplo. Ê, bairrismo burro.

- Saudades. Já falei delas hoje?

Axé. Até.

Postado por Nego Lee às 18:58

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quinta-feira, agosto 26, 2004


Diálogo De Cinema



Harry: There are two kinds of women - high maintenance and low maintenance.

Sally: Which one am I?

Harry: You're the worst kind. You're high maintenance but you think you're low maintenance.

Postado por Nery Nader Jr às 16:51

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quarta-feira, agosto 25, 2004


Dicionários (Em Inglês)



- De palavras de uma letra só.
- De palavras feitas só de consoantes.
- De palavras feitas só de vogais.

Postado por Nery Nader Jr às 16:25

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terça-feira, agosto 24, 2004


Desenhos



Dica legal para quem é pai de plantão aos sábados pela manhã: ligar a TV no SBT.

Além dos melhores desenhos animados curtinhos, de Tom & Jerry e Loney Tunes às Meninas Superpoderosas e Coragem: O Cão Covarde, o SBT tem apresentado também animações em longa-metragem sem intervalos comerciais.

Dois sábados atrás, "Batman Do Futuro: O Retorno Do Coringa" me surpreendeu. Nunca tinha visto nenhum episódio desse morcegão futurista e achava que tudo que não passava de uma jogada oportunista e um tanto quanto forçada da Warner para se aproveitar do sucesso de suas outras (boas) animações de super-heróis. Mas que nada, a equipe técnica é a mesma do bom e velho "Batman Animated Series", com Bruce Timm e Paul Dini à frente, criando um futuro bastante coerente com o universo batmanlógico que conhecemos. Com roteiro legal e animação idem, o desenho realmente vale a pena.

Já no sábado passado a surpresa foi ainda melhor: "O Gigante De Ferro" - sem sombra de dúvida um dos melhores longas animados dos últimos anos, mas que surpreendentemente não emplacou nas bilheterias. Com roteiro criativo, homenageando as paranóicas produções "B" da década de 50, animação primorosa e referências legais, o filme é nada menos do que obrigatório. Seu diretor, Brad Bird, estará de volta no fim do ano com o altamente esperado "Os Incríveis" da Pixar.

Enquanto isso, mal posso esperar pelo próximo sábado.

Postado por Nery Nader Jr às 15:34

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sexta-feira, agosto 20, 2004


No Canto Da Página



Mesmo abrindo páginas em branco bem semelhantes ao clássico papel de carne e osso (?), meu editor de textos tem um defeito grave: suas tais páginas em branco não tem cantinhos. Você sabe, aqueles cantinhos onde a gente pode desenhar besteirinhas. E isso faz falta.

Claro que o editor de textos delimita a página e, assim, os cantos dela. Mas mesmo com recursos de desenho (toscos), não há a mesma liberdade, fluidez e sei lá mais o quê que tornam tão legal deslizar o lápis ou a caneta e gerar cubos, círculos, triângulos, arabescos, palavrinhas e moldurinhas.

Eu, na verdade, tenho uma queda por olhos. Gosto de desenhá-los assim, caolhoticamente, de forma individual, sem par, sem rosto, sem boca ou nariz. No máximo uma sobrancelhazinha para garantir equilíbrio e expressão.

E é por essas e outras que ainda não consegui (e acho que nem irei um dia) abandonar por completo o tal papel de carne e osso.

Postado por Nery Nader Jr às 18:20

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Óinóisaquíotraveiz



Enquanto isso, (aqui) em Manaus...

- Turista acidental = Teatro Amazonas, floresta, Encontro das Águas e o cacete a quatro: é difícil saber o que é mais bonito. Aliás, é difícil mesmo, já que eu não consegui fugir da via sacra hotel-trampo-hotel e, graças a tal, não conheci nenhum lugar e lugar nenhum. Espero reverter isso nos próximos dias/meses. Aliás (de novo), exclua o cacete a quatro da primeira frase que pegou mal, faz favor.

- Novocabulário = Eis três (das muitas) palavras recém-aprendidas cá e, tomara, nunca mais usadas/vivenciadas acolá: 1) "Mucíca": seca, pendura (cortesia dos chapas nordestinos); 2) "Furgunço": fervo, muvuca (cortesia da campanha eleitoral); 3) "De Comborra": de repente (cortesia do meu ouvido ligadão). Bem, as pronúncias são estas, mas se as escritas também, sabe Deus, Virgem Maria e Jesus.

- Luz, câmera, ação! = Ou melhor, luz, câmera, ação e roteiro! Estou falando de Charlie Kaufman e (o enfim assistido) seu filme "Brilho Eterno De Uma Mente Sem Lembranças". Moito bão. Do cacete mesmo. Foi a virada no (meu) placar a favor do roteirista gringo, já que seus "Quero Ser John Malkovich" e "Adaptação" empatavam em 1x1 na disputa entre os bons e os ruins, respectivamente.

- Olim Piadas = Mens sana in corpore sano o caraleum. Nesta minha participação televisiva nos jogos de Atenas, tenho confirmado prova a prova o quão imbecil é/está o jornalismo brazuca. Além dos nocautes freqüentes na cobertura geral, os caras ainda nos presenteiam com pautas como, por exemplo, o quanto o iatismo e o golfe (!) estão deixando de ser esportes de elite no Brasil. Ah, sim, claro.

- Hic! = Por sugestão de um piá daqui - "amigo" de blog - desisti do tal show d'O Rappa semana passada pra conferir um lugar. E lá fomos eu e meu dupla ao Porão do Alemão. Mesmo sendo uma sexta-feira 13 de agosto, demos sorte. Era dia de festa de Halloween (?), com entrada a R$ 20,00, only rock & roll na orelha e bebida liberada até 4 da madrugada. Já dá pra imaginar o porretão do pretão.

- Cama, mesa e banho = Obviamente, eu não poderia deixar de citar meus grandes prazeres da viagem. Na cama, destaco o gozo de dormir numa king size com quatro travesseiros - e sim, eu sei que existe coisa melhor pra se fazer nela. Na mesa, evitei comer o peixe Jaraquí, só por causa do acompanhamento: o ditado "Quem come Jaraquí, nunca mais sai daqui.". No banho, eu tomei banho, ué.

That's all (por hoje), folks! Tchau.

Postado por Nego Lee às 11:08

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quinta-feira, agosto 19, 2004


Trecho



Emily tinha uma coisa de estimação. Seu nome era Peepers. Era uma pedra do tamanho de um limão pequeno, alisada por décadas de água corrente do córrego Sierra, de onde ela a tirou nas férias de verão um ano atrás. Em pintou dois olhos comovedores na pedra e insistia: "Peepers é o melhor animal de estimação de todos. Não preciso alimentar nem ficar limpando ele. Como sempre esteve andando por aí, ele é esperto e sábio de verdade, e quando estou triste ou talvez só furiosa, é contar pra ele por que estou magoada e ele pega tudo e fica preocupado, e assim não preciso pensar na coisa e posso ser feliz."

(Trecho do livro "Sr. Assassino", de Dean Koontz)

Postado por Nery Nader Jr às 18:10

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quarta-feira, agosto 18, 2004


Scratch Simulator.

Postado por Nery Nader Jr às 15:01

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terça-feira, agosto 17, 2004


"Eu, Robô" (Alex Proyas)



Não foi por culpa do Isaac Asimov que eu fui ver "Eu, Robô", já que nunca li um livro dele e nem tenho vontade, por motivos particulares. Obviamente também não foi por culpa do Will Smith, já que quem gosta dele lá em casa é a minha esposa e não eu. Na verdade é tudo culpa do Alex Proyas. Desde "O Corvo" - o filme de super-herói que para mim é tudo que o Batman nunca foi em todas as suas versões cinematográficas até agora - eu acompanho o trabalho do egípcio de perto. Tanto que devo ser um dos únicos brasileiros que viu "Cidade Das Sombras" no cinema - aqui em Curitiba o filme entrou numa única sala e ficou uma semaninha em cartaz, mesmo sendo a inspiração para quase tudo que "Matrix" mostrou no ano seguinte.

É óbvio que Proyas é um diretor visual. É claro que seus filmes têm muito da literatura pulp de ficção científica, com filosofices tolinhas, morais da história, clima noir, anti-heróis e coisas assim. Mas quem é que não gosta disso tudo?

Metade da crítica e do público, já que o filme dividiu opiniões. Teve quem lamentasse o uso do nome Asimov, já que a idéia do filme era anterior à aquisição dos direitos do livro "Eu, Robô" e até por isso apenas alguns elementos da obra aparecem no filme, como as clássicas 3 leis da robótica. Teve quem chamasse o personagem de Will Smith de racista, o que seria mais ou menos a mesma coisa que eu, por xingar o meu computador, ser acusado de ofender a raça dos PCs, porque vale lembrar que os robôs, no início do filme, são o que o PCzão é para nós: uma máquina. Outros ainda reclamaram das seqüências de ação e até dos efeitos especiais. O André Lux, do e-pipoca, chegou a dizer que "em momento algum (os robôs) parecem ser algo além de um bonequinho digital feito em computação gráfica." Será que ele viu o mesmo filme que o resto do mundo? Porque o robô Sonny é uma das melhores coisas de "Eu, Robô", com expressões incríveis e uma humanidade subliminar realmente incômoda.

O fato é que todas essas críticas mais me parecem ranhetice. Até porque não é pra tanto. Claro que o filme não é um tratado filosófico-científico ou coisa que o valha. Claro que é cinema-pipoca. Mas como escreveu o Rodrigo Salem sobre "Eu, Robô" na Set: "É um filme descerebrado com cérebro."

De qualquer maneira, vamos começar pelo pior. Ou melhor, pelos piores momentos:

- Clichês - São vários. Desde o policial que enxerga o que o resto do departamento não consegue e que por isso bate de frente contra a instituição e tem de entregar o distintivo até o clássico antagonismo homem-máquina e o que afinal define a vida como vida. Mas como disse Neil Gaiman na mini-série "Morte - O Grande Momento Da Vida", colocando palavras suas na boca da Foxglove: "Acho que cada vez gosto mais de clichês. Hoje é o primeiro dia do resto da sua vida. É uma frase boba, mas nem por isso menos verdadeira.

- Diálogos tolos - São vários também. Alguns de doer nos ouvidos. Difícil de engolir/perdoar.

- Bridgite Moyanahan - Não dá pra chamar a coitada de péssima atriz porque isso mancha a reputação das péssimas atrizes de verdade. No começo do filme eu até pensei que tinha matado a charada: "Já sei, ela é um robô!". Mas que nada, ela é somente um ser sem nenhuma expressão.

- Pieguismo - Proyas gosta disso. Eu também.

De positivo, temos quase todo o resto:

- O robô Sonny - Ei, eu já falei bem dele. Não quero me tornar repetitivo.

- A simpática trama policialesca-conspiratória - Mesmo com obviedades pululando aqui e ali, ela flui da maneira certa, recheada com toques de toda aquela salada pulp que eu já citei lá em cima.

- O visual caprichado - A direção de arte é extremamente feliz no desenvolvimento da cidade, da sede da U.S. Robotics e no restante dos cenários. Aliás, direção de arte feliz é fato recorrente nas obras de Proyas, ainda que desta vez o lado sombrio do diretor abra espaço para a luz.

- Seqüências de ação bem engendradas - Sem muitos exageros e sem onipresença, tais cenas deixam a trama se desenvolver naturalmente.

- Os tais 11% - Está certo que essa coisa de "fato-traumático-no-passado-do-herói" é a coisa mais batida do mundo. Mas a forma como esse fato vem a tona (trocadilho exclusivo para quem já viu o filme) é muito interessante, avançando até o âmago do que nos faz realmente humanos.

Por fim, resta dizer que, se existem dois filmes com o mesmo nome, eu pelo jeito escolhi o melhor deles.

Postado por Nery Nader Jr às 15:48

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sexta-feira, agosto 13, 2004


Mais Naus*



Mais curiosidades da minha vida de cachorro - que caiu da mudança - na capital do Ama Zonas. Are you ready?

Eis:

- Eu tenho o mouse-pad mais feio do mundo. Imagine uma cena (mal) feita em computação gráfica com quatro cabeças gigantes sobre um skyline urbano que mistura monumentos de Londres, Nova York e Paris, sendo que a metade de cima destas cucas é um globo terrestre que recebe feixes de luz vindos de um satélite na órbita de um céu estrelado. É essa a belezura de R$ 1,99 que sobrou pra mim. Dá meda do rato no tapete.

- Fechou o tempo pros caciques da cidade com a tal da "Operação Albatroz" da Polícia Federal. Os meganhas descobriram que a turma garfeou mais de R$ 500 mi! Cousa pouca.

- Experimentei, experimentei, experimentei comes e bebes novos. A saber: "X-Caboclinho" (pãozinho francês, queijo coalho e fatias de tucumã, uma fruta amarela fibrosa dos lados de cá) e suco de taperebá - acho que era esse o nome da misturebá. Avaliação do gourmet/glutão que vos fala: reprovado e aprovado, respectivamente.

- Fiz um novo e grande amigo aqui. O nome dele é Multishow. Vemo-nus sempre lá pelas 23 horas, meia-noite, por(r) aí. Ele tem sido muito prestativo até a ocasião.

- Bagagem extra no pedaço. Mesmo ciente que o período na solitária seria longo, eu não trouxe nenhum cedê e apenas um livro: "On The Road", de Jack Kerouac. Deixei pra, em caso de desejo, comprar coisas assim aqui. E já o fiz-o-ô: adquiri na semana passada a última bolacha recheada dos bons e velhos Rolling Stones, a primeira das "Forty Licks". Discoteca básica de puta acabamento gráfico e sonoro. Coletânea dupla nota 10.

- Hoje tem show d'O Rappa cá. Se rolar vontade, talvez eu vá lá ver qual é, pra dar uma desopilada. Pretendo ir de boné, só pra virar o Marcelo Yuka e zoar. Ê, piada particular.

Até.

* Rapaz, eu adoro trocadilho ruim.

Postado por Nego Lee às 11:15

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Tô Cansado



As Olimpíadas nem bem começaram e eu já estou cansado só de ver toda essa gente correndo, pulando, nadando e se contorcendo em todos esses comerciais de TV. Ufa!

Postado por Nery Nader Jr às 11:03

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Reaproveitando piada sem graça.

Postado por Nery Nader Jr às 10:42

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Azar O Nosso



Até hoje eu não entendo o porquê da sexta-feira 13 ser o dia do azar. Ainda se fosse uma segunda-feira 13, vá lá. Mas sexta?

Postado por Nery Nader Jr às 10:39

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quinta-feira, agosto 12, 2004


Oração Do Dia

"Está bem, eu admito. Os pores-do-sol são maravilhosos, seu velho bastardo." (Lúcifer Morningstar)

Postado por Nery Nader Jr às 10:36

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quarta-feira, agosto 11, 2004


& Cia



Não gosto de coisas, lugares e marcas com "& Cia" no fim do nome, tipo "Sabor & Cia", "Malhação & Cia", "Arte & Cia", "Carros & Cia" ou "Cuecas & Cia".

Afinal, o que quer dizer essa companhia? Quem ou o quê vai acompanhar as cuecas, por exemplo?

E depois, este "Cia" é muito feio. Só perde para "Companhia" por extenso, com aquele "nhi" inútil quase no final da palavra, já que todo mundo fala mesmo é "compania".

(Tá, tô mal-humorado. Duvido que alguém agüente a minha companhia hoje.)

Postado por Nery Nader Jr às 15:11

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terça-feira, agosto 10, 2004


Sonhando Alto



Você já sonhou que estava voando? Eu já. Diversas vezes. Mas na noite passada foi diferente. Sonhei que me balançava entre edifícios, pendurado numa teia. É, eu era o Homem-Aranha (não ria, por favor). E era tudo muito louco. Dava realmente um puta frio na barriga. Havia uma transição esquisita entre equilíbrio-desequilíbrio-equilíbrio capaz de me dar aquela certeza burra de que eu me esborracharia na fachada do próximo prédio. Mas até que me saí bem. Para um sonho, claro.

Postado por Nery Nader Jr às 11:19

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segunda-feira, agosto 09, 2004


Pratique arco e flecha.

Postado por Nery Nader Jr às 17:36

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sexta-feira, agosto 06, 2004


Diário De Bordo



Bem, como eu já disse, estou em Manaus a trabalho, provavelmente até o fim de outubro. Pretendo postar aqui pelo menos uma vez por semana, só pra não perder minhas ações no blog pro digníssimo W.W. por usucapião. (Brincadeira, compadre.)

Bora lá (como é dito cá):

- Ida = Números: 8 horas de viagem, com saída a 5 graus de temperatura e chegada em 35 graus. Pra completar, menu formado apenas por aquelas indefectíveis barrinhas de cereal e, de brinde, Pepsi-Colo no fim da viagem. Você leu certo: é Pepsi-Colo, já que eu - também integrante da trupe Didi, Dedé, Mussum e Zacarias - consegui derrubar um copo de inteiro de refrigerante na calça e vim molhadinho, molhadinho da última escala (na capital do país) até o inferno verde.

- Intervalo = Morei aqui em 89/90 e, 15 anos depois disso e com apenas 15 minutos no táxi, notei que a capital do Amazonas está muito, mas muito maior. Mas também deu pra sacar que a propaganda da nova-velha terra não mudou nada: continua fraca. Um exemplo: nas ruas, uma eca de um cartaz de um tal Refrigerante Bizz, com nome e logo idênticos à da falecida bela revista. Outro: propaganda eleitoral de sobra, poluindo e pululando toda a city. Argh, publicitário me dá nojo.

- Hotel = Chego e me junto à (parte da) minha nova equipe: um baiano, um gaúcho e um pernambucano, todos boas/excelentes praças que recebem muito bem o paranaense aqui. No hall do novo lar, revela-se uma das desigualdades da cidade (e do país, eu sei): do lado de dentro, dezenas de cadeiras Bertoia; do lado de fora, meia-dúzia de piás de rua pedindo esmola. Tento ligar para o João marcar um chopp, mas o celular dele não deixa. O negócio é (só) dormir e trabalhar, então.

- ZFM = Pode esquecer as muambas, moçada: a zona já era. Depois do Collor liberar as tais importações lá nos idos de mil e novecentos e bolinha, os preços dos produtos ficaram iguais, ou, se bobear, até maiores do que Submarinos e Americanas.com da vida. A maioria das lojas do centro da cidade hoje lembram um Paraguai dentro do forno. Triste, mas acho que ainda assim vai dar pra voltar com minha câmera digital.

- Comida = Merece um capítulo à parte. Para quem gosta de fruta, é um paraíso. Nada de pecar com maçã: dá-lhe suco de cupuaçu, creme de cupuaçu e sorvete de cupuaçu, só pra ficar na minha fruta preferida dos lados de cá. (N.R.: Como disse o recém-companheiro Paulo "Magrão" Garfunkel, o que fascina na tal fruta, quase patenteada por picaretas japoneses, é a lembrança de um éter no sabor. Assino embaixo.)

- Mais Comida = Se você é dos que apreciam peixe, a riqueza também é sem fim. No início da semana nos levaram ao boteco do Jokka Loureiro, no (pobre) bairro de São Raimundo, onde sorvi, no alto de um barranco à beira do Rio Negro, um de-li-cio-so pirarucu frito com farinha e baião-de-dois. Tudo regado à geladas Skóis (Skol no plural) e à curiosa conversa de Lula Sampaio, fotógrafo local de fala mole e ótimo papo.

- Volta = Falta tempo ainda, mas já preciso dela. Tenho saudades gigantescas de minha mulher e minha filha. Amo vocês, meninas.

E até a próxima, pessoal. ; )

P.S.: Ontem eu cinemei aqui com "Hellboy". Tirando o final, é bem legal. Rapaz, que frase de diarinho essa, sô.

Postado por Nego Lee às 12:18

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"Os Doze Macacos" (Terry Gilliam)



Cá estou eu de novo falando de filme velho. Velho e bom, pelo menos. Do tempo em que, quando eu gostava de um diretor, saía assistindo tudo que ele já tinha feito na vida. Hoje não faço mais isso não. Ando bem mais lento. Até comentei, lá no Rafael Batata, que mesmo tendo adorado "Waking Life", a ponto de gravar quase indelevelmente o nome do diretor em minha memória, ainda não vi nenhum outro filme dele, nem mesmo "Escola De Rock". Culpa da minha lentidão. E da necessidade de parir horários alternativos para ver os filmes, tipo fim de semana bem de noitão, quando o meu rebento finalmente dormiu, ou melhor, se entregou ao sono, porque filho nunca dorme, apenas se entrega, relutantemente, às incessantes investidas notúrnicas do bom Morpheus.

Mas afinal, do que era mesmo que eu estava falando? Deixa ver: diretores, Linklater, Terry Gilliam... É, Terry Gilliam. É dele que eu quero falar. Dele e dos seus 12 macacos.

O fato é que, retropensando, são poucos os diretores que eu posso me gabar de conhecer a filmografia completa. Terry Gilliam é um deles. Tá, eu não vi os primeiros curta-metragens animados do cara. Mas os filmes-filme dele eu vi todos. E gosto de todos. Muito. Mesmo.

Gosto do estilo obsessivo e absolutamente particular com que ele planeja cada tomada. Gosto do humor negro - herdeiro legítimo do nonsense montyphytoniano. Gosto do tom onírico-opressor-delirante que surge, com maior ou menor intensidade, em todos os seus filmes.

Como não poderia deixar de ser, "Os Doze Macacos" exibe todas estas características. Poderíamos defini-lo como uma ficção científica amalucada que mistura viagens no tempo, loucura, apocalipse e a tal inevitabilidade do destino. E por incrível que pareça, tal aventura, mesmo sendo protagonizada pelo canastrão-do-bem Bruce Willis, não apresenta perseguições de carro, seqüências de ação ou efeitos especiais foderosos. E nem precisa.

Afinal, o filme tem história. E das boas. E tem direção. E tem ainda interpretações inspiradas, a começar pelo próprio Willis, altamente paranóico e convincente, passando por um Brad Pitt maluco, engraçado e histriônico e pela bela e assustada Madeleine Stowe que, ultimamente, anda bem sumidinha. O filme traz ainda várias referências a filmes do mestre Hitchcock, além de exibir um futuro visualmente parecido com o de outro filme de Gilliam: "Brazil".

Espero agora que este genial diretor consiga realizar seus outros projetos/sonhos: um filme baseado no livro "Belas Maldições", de Neil Gaiman, e o encantado "The Man Who Killed Don Quixote", que teve suas filmagens interrompidas e o seu roteiro confiscado pela companhia seguradora. Mas antes disso, Gilliam está finalizando seu "The Brothers Grimm" e vai dirigir "Tideland". Tudo bastante promissor, ao meu ver.

Mas enquanto nada disso acontece, pire ou re-pire com "Os Doze Macacos". Eu re-recomendo. E po-po-por hoje é só pe-pessoal.

Postado por Nery Nader Jr às 11:17

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quinta-feira, agosto 05, 2004


Das Cebolas



Molho de cachorro-quente, para mim, tem que ter cebola.

Molho de cachorro-quente, para mim, tem que ser o meu.

Por isso não hesito em pôr a mão na massa, ou melhor, no molho. Mas como as minhas habilidades cozinhísticas não envolvem macetes culinários, não sei se existe jeito de cortar a cebola sem ficar com aquele cheiro de cebola nas mãos, mesmo depois de lavá-las mais do que lavam as mãos àquelas crianças daquela vinheta com aquela música do Arnaldo Antunes naquele tal de Castelo Rá-Tim-Bum.

Aliás, ainda que de leve, o cheiro permanece até agora. E olha que eu tomei um banho caprichado ontem à noite.

Por isso eu pergunto: alguém aí sabe de alguma manha pra que isso não se repita?

(Das lágrimas eu não vou nem falar, porque é sabido que homem não chora, nem mesmo descascando cebola).

Postado por Nery Nader Jr às 14:42

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terça-feira, agosto 03, 2004


Beatles De Doer Nos Ouvidos



Antes de mais nada, é bom avisar que todas as informações deste post foram roubadas do Omelete. Além disso, tudo aqui é notícia velha, mas como eu só fiquei sabendo agora, me pareceu recente. E interessante.

O fato é que um canal internético chamado Music Choice promoveu uma divertida eleição para elaborar uma lista com as piores covers dos Beatles de todos os tempos.

Dentre as ecas, pipocam maluquices realmente bisonhas, que vão de Jim Carrey a Damon Hill (o piloto!). Mas o nada louvável primeiro lugar ficou mesmo com o Capitão Kirk, ou melhor, com o seu alter-ego William Shatner.

Para piorar tudo, e maltratar os seus ouvidos, basta clicar aqui e se deliciar com esta verdadeira pérola musical.

De nada.

Postado por Nery Nader Jr às 16:52

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segunda-feira, agosto 02, 2004


Oração Do Dia

"Evocêcomovaitudobemintãovemcomonãoeutambémtudobãotánãocêtambémintãovãovomitão!" (Pato Fu)

Postado por Nery Nader Jr às 16:31

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