quinta-feira, setembro 30, 2004


Catálogo Internacional De Super-Heróis



Vale conhecer este catalogão. Tem até página de super-heróis brasileiros.

Postado por Nery Nader Jr às 18:13

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Este post fpoi escrito aa quatro mâos e também pode ser lido aqui. Eu tomei três/quatro/sei lá canecas de chopp com o João. Credo, que post gay. NãO, CARA. O foda é que a conversaçâo parecia a de dois astronautas alcoólatras q2uinze minutos antes do lanmçcamento do foguwete,. falando sobre tudo que havia sobre a Terra. O foda é que a conversação parecia a de doiis astronautas. C redo. Que post gay. Se op João não fosse militar, era um Village |Peop´le total. N ojo.

Postado por Nego Lee às 01:56

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quarta-feira, setembro 29, 2004


Poemimbecil



Dromedários nos armários
Druvalinas nas esquinas
Droopy não é Snoopy
Nem Snarf
Nem snorkel
Só mergulho de escafandro
Escapando
Até quando?

Postado por Nery Nader Jr às 16:09

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Perguntar (Não) Ofende



Pára-quedismo não tinha que ser um dos esportes das Paraolimpíadas? E carrinho de rolimã? E queda de braço? Ok, ok, não está mais aqui quem falou.

Postado por Nego Lee às 13:34

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terça-feira, setembro 28, 2004


Questã



Com esta eleição, será que sobrou algum pastor falando de Deus dentro dos templos evangélicos?

Postado por Nery Nader Jr às 11:50

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Uca (Horácio Budum) é meu amigo.

Postado por Nego Lee às 11:45

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segunda-feira, setembro 27, 2004


What A Wonderful Word



Eu queria ser o autor da palavra perfeita, do termo exato, da oração divina, da frase definitiva, do texto genial. Mas me contento em comer a mulher do cara enquanto ele viaja.

Postado por Nego Lee às 03:12

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sexta-feira, setembro 24, 2004


Saudade



Segundo isso, é isso:

"Pegue nostalgia, desejo intenso, tristeza e afeto, misture tudo, adicione açúcar, sal e uma dose de cachaça, tudo isso enquanto ouve um samba."

É isso mesmo.

(Tradução by Today Translations, extraída - também - da revista Superinteressante de agosto, mês do desgosto.)

Postado por Nego Lee às 11:24

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Não sei se você(s) sabe(m), mas escrevo este post direto de Manaus, dindonde passo um tempo a trampo. Esta é 7ª página do meu semanarinho de viagem, enolme sucesso de público, crítica, bilheteria e pistas. But hey: talvez, este seja o meu último relato nos lados de cá. E pra fechar com tudo, está uma bosta. Ó.

*****

Perdido Na Selva



- Boi, Boi, Boi = Parintins não fica (tão) perto, mas festival de lá é bem presente na vida do povo de cá. A turma torce mesmo pelo Caprichoso ou pelo Garantido. E mesmo sendo um tricolor, até eu já escolhi o meu preferido. Sabe qual? Não digo.

- Vend(end)o O Peixe = Jaraquí no Tucupi, Tucunaré Grelhado, Costela de Tambaquí, Sardinha (de água doce) na Brasa: o sabor dos peixes daqui serão eternos pra mim. O que me libera de não precisar comer nenhum deles nunca mais. Enjoei, pô.

- Hot, Hot, Hot = Será que chove? Viu, o meu assunto predominante já não é mais o calor. Se bem que, falando nisso, aqui é quente pra caralho. Os pessoal falam que, mesmo com os eventuais pancadões de chuva, setembro é o mês-caldante do ano.

- Em Forma = Esmagreci. 3 ou 4 kg, sem certeza, por causa de 1 ou 2 balanças diferentes. Em compensação, se o sólido do corpo diminuiu, o líquido do porco deve ter crescido em muitos litros. É cerveja de-mais, moçada. A mió? (A paraense) Cerpa.

- Cinema = O que é cinema? Tirando uma ou outra noite espor(r)ádica de folga, não consegui assistir quase nada do que estreiou. Nem "A Vila" do indiano ou "O Terminal" do velho e bom SS. Saco. O preto aqui está sentindo falta do escurinho. Epa!

- Sex And The City = Assisti pela primeira vez na vida um episódio deste famoso seriado. E, finalmente, posso opinar por mim: que coisa mais chata. Meu, é insuportável... Mulherzinha no pior sentido do termo, termo este de raros sentidos ruins.

Ah, encheu. Farô.

Postado por Nego Lee às 11:17

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quinta-feira, setembro 23, 2004


Sim, Amo!



Do Blue Bus de ontem: Gisele Bündchen fala de sua capacidade camaleônica para a revista Esquire: "Posso ser o que você quiser que eu seja. Se você quer que eu seja uma garota sexy, posso ser. Se você quer uma garota esquisita, posso fazer isso. E se você quer que eu seja uma clássica garota bonita, posso fazer isso também". (...)

Do Alexandre de hoje: Gisele: "Posso ser o que você quiser que eu seja.". Caralha. Não li mais nada depois daí.

Postado por Nego Lee às 11:42

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quarta-feira, setembro 22, 2004


Letras De Música Que Eu Posto No Meu Blog (Mesmo Sabendo Que Ninguém Lê Letra De Música Em Blog)



"Please, Please, Please, Let Me Get What I Want" (Morrissey/Marr)

Good times for a change
See, the luck I've had
Can make a good man turn bad

So please, please, please
Let me, let me, let me
Let me get what I want
This time

Haven't had a dream in a long time
See, the life I've had
Can make a good man bad

So for once in my life
Let me get what I want
Lord knows, it would be the first time

Postado por Nego Lee às 11:38

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Hungry Hippos.

Postado por Nery Nader Jr às 11:31

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terça-feira, setembro 21, 2004




Laerte é Deus. Já disse?

Postado por Nego Lee às 13:13

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segunda-feira, setembro 20, 2004


"A Vila" (M. Night Shyamalan)



Não me esperava falando mal de um trabalho do Shyamalan. Gosto muito do jeito com que o cara filma, mas desta vez ele pisou no tomate (a cor proibida! a cor proibida!).

Na verdade, não são os finais reviravoltantes que tanto me apetecem nos filmes do indiano. Até por isso "Sexto Sentido" não é o meu favorito dele. Gosto mesmo é do estilo, do ritmo, da arquitetura do suspense, do clima, do "quê" de autor ainda que em blockbusters.

Prova disso está nas resenhas de outros dois filmes dele, que nunca foram publicadas neste blog e que por isso eu posto logo abaixo.

O fato é que "A Vila" deixa a desejar justamente por não conseguir impor um suspense decente, guardando no máximo um dois bons sustos. O ritmo lento, que nos outros filmes funciona bem porque estamos interessados na trama, desta vez se revela apenas lento, incapaz de empolgar porque a história é chulé demais. Se a isso somarmos um bando de atores apáticos e um desenrolar mequetréfico dos acontecimentos, só nos resta especular sobre o tal final-surpresa. Final que eu matei, meio que sem querer, durante os primeiros minutos de projeção, e que depois descartei porque achei tudo improvável demais, inverosímel demais, forçado demais. Mas Shyamalan lança mão deste artifício canhestro e desmonta de vez o que já penava para ficar de pé.

Além de tudo, li em algum lugar que até mesmo a edição do filme foi equivocada, já que a primeira revelação vem antes da seqüência que deveria ser a mais assustadora e emocionante da história. Concordo plenamente, porque com o segredo revelado, matou-se todo o suspense da seqüência, nos fazendo implorar pra que o fim chegue de uma vez porque não estamos mais com medo daquilo que estamos vendo.

De positivo, restam alguns débeis bons momentos, insuficientes para mudar o meu humor. E a minha frustração para com este bom diretor.

Postado por Nery Nader Jr às 17:33

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"Sinais" (M. Night Shyamalan)



M. Night Shyamalan é um desconstrutor. Ele pega fórmulas manjadas do tipo "filme de aparições sobrenaturais", "filme de super-heróis" ou "filme de ETs invasores" e as desconstrói para então conceber suas pequenas obras-primas, sempre intimistas e sempre repletas de demônios a serem exorcizados pelos protagonistas.

Com "Sinais" não é diferente. Shyamalan bebe na fonte daqueles filmes "B" da década de 50 que expunham a histeria dos americanos diante de uma invasão alienígena (ou vermelha). Ele, entretanto, usa esta suposta invasão de ETs para falar de desilusão, fé e redenção.

A história traz Mel Gibson como um ex-padre, que mora numa fazenda com seus dois filhos e com seu irmão (Joaquin Phoenix) e que, de repente, se depara com estranhos e gigantescos sinais no meio de suas plantações de milho. Seriam códigos extraterrestres? Estariam os ETs vigiando seus passos? Estaria a Terra à beira de uma invasão?

As respostas vão surgindo gradativamente, junto com o suspense crescente, capaz de nos fazer grudar na poltrona, usando para isso coisas simples como lanternas, babás eletrônicas e reflexos em facas de cozinha.

A direção de Shyamalan, mais uma vez, é irretocável, criando um suspense matador sem mostrar praticamente nada. Aliás, a idéia de centrar o foco em apenas uma família é perfeita, deixando os espectadores tão isolados quanto Mel Gibson e companhia, recebendo apenas algumas parcas informações pela TV ou pelo rádio. Aliás, é destas informações pela TV que vem a grande pisada de bola do filme, pelo menos para nós, brasileiros. É que a primeira aparição de um ET, teria sido feita por um cinegrafista amador do Brasil, mais
precisamente de Passo Fundo, tchê! Só que ele o cinegrafista tem nome de mexicano (Romero Valadares), as crianças falam um português esquisito e o carro na garagem parece roubado de um ferro-velho argentino. Estapafúrdio é pouco.

Tirando esse vacilo, o filme segue legal. O roteiro pode até ser meio furado, mas se justifica na pretensa homenagem aos antigos filmes "B", com suas soluções simplórias e moralizantes. Até mesmo o criticado final tem muito de "A Guerra dos Mundos", só que sem expandir o foco para o planeta inteiro. Aliás, as dicas já haviam sido dadas durante o desenrolar da história, uma quase rotina nos filmes de Shyamalan.

Em "Sinais", ele filma do seu jeitão de sempre, mostrando pouco, centrando o foco nas pessoas e em suas relações. A fotografia é sóbria e granulada, como sempre, os ângulos são inventivos, o ritmo é lento. Não faltam cenas-chave ambientadas na cozinha da casa - um dos ambientes preferidos do diretor. Curiosamente, o filme exibe muito humor nas entrelinhas, quebrando, por alguns momentos, o onipresente suspense que paira no ar. Destaque também para a trilha, responsável por grande parte da tensão, que começa já nos créditos iniciais.

Os atores estão todos ok. Mel Gibson atua sem aqueles maneirismos de ator de filmes de ação, enquanto Phoenix cria o contraponto correto como seu irmão mais novo, de miolo mole e bom coração. Outro ponto alto é a sensibilidade de Shyamalan na direção de crianças, e na importância que elas ganham na trama.

Mesmo contando sua história mais fraquinha, Shyamalan compensa com doses extras de suspense e emoção, além de apelar para o fascínio (e o medo) diante do inexplicável.

Postado por Nery Nader Jr às 17:29

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"Corpo Fechado" (M. Night Shyamalan)



Antes de começar a ler esta resenha, um aviso: se você ainda não viu o filme e não quer saber o que acontece, pode ir parando por aqui. Porque eu não apenas vou contar detalhes importantes da trama, como vou revelar o final do filme.

No fundo, "Corpo Fechado" é o tipo de filme que é melhor assistir sem saber nada. Só que assim, eu não teria como fazer esta resenha, então vou quebrar as regras e contar o filme inteirinho.

Tempos atrás, nos idos de 96, 97, algumas das melhores informações sobre o mundo dos quadrinhos chegavam às nossas mãos através da versão brasileira da revista americana Wizard, publicada pela Editora Globo. A revista teve uma vidinha efêmera, mas deixou algumas boas contribuições para os fãs da arte seqüencial*. Uma das colunas mais interessantes e polêmicas era a do Jotapê - um tradutor, editor e sei-lá-mais-tudo-o-quê de quadrinhos. Numa de suas crônicas, ele detonou com o Alan Moore, chamando o cara de chato e, mais ainda, de desmancha-prazeres. Isso porque o autor inglês nos brindou com a série "Watchmen", que provou, através de uma história de super-heróis, que os super-heróis eram impossíveis de existir no mundo real. Mais ainda, Moore trouxe o mundo real para os quadrinhos, acabando com aquele inocência que eles ainda mantinham.

Bem, mas o que isso tem a ver com "Corpo Fechado"? Tudo. Afinal "Corpo Fechado" é uma história de super-heróis, ainda que com a completa ausência de roupas colantes, quebra-paus emocionantes e grand-finales. Ou seja, M. Night Shyamalan também é um desmancha-prazeres, trazendo os super-heróis do cinema (aqueles dos efeitos especiais e bordões legais) para o mundo real de carne e ossos quebrados.

Mas isso não quer dizer que estamos diante de uma obra ruim. Estava mais do que na hora dos super-heróis do cinema crescerem e se tornarem gente, exatamente como aconteceu nos quadrinhos. E o tal de Shyamalan fez isso muito bem, pegando um cara duro de matar (ok, o trocadilho foi infame) e expondo suas amarguras, suas perplexidades, seus dilemas. O roteiro é envolvente e bem amarrado, fluindo com precisão, mesmo se considerarmos que o filme é propositadamente lento e contemplativo.

Shyalaman dirige com um jeitão meio europeu (ou seria asiático?). Todas as cenas e planos são bem construídos, os movimentos de câmera são sutis, os planos-seqüência (vários) são quase imperceptíveis.

A fotografia tens uns tons opressivos de verde e azul, remetendo diretamente ao filme anterior do diretor ("O Sexto Sentido", pra quem voltou hoje de marte).

A história apresenta diversos elementos dos quadrinhos, mas de uma forma totalmente diferente. Temos o super-herói (Bruce Willis), temos o vilão megalomaníaco e maluco (Samuel L. Jackson), temos o ponto fraco do herói (água), e temos a iniciação na luta contra o crime, numa das cenas mais anti-climáticas que eu já vi e que, mesmo assim, funciona magnificamente bem. Aquela única cena de luta não é emocionante ou milimetricamente coreografada - é só patética. E temos os uniformes (ainda que não sejam uniformes). O Samuel está perfeito com aquela capa esvoaçante de couro, aquela bengala de vidro e aquele cabelo roubado de algum gibi do Luke Cage. E o relutante Bruce Willis ficou muito bem com sua capa de chuva com um quê de Espectro. Note que quando ele percorre a casa que o maníaco invadiu, a iluminação faz com que ele se pareça apenas umas sombra sem rosto, remetendo a vários heróis das HQs.

Mas a história não é tão rasteira assim pra ficar só nas referências aos quadrinhos. Os personagens foram muito bem construídos. A família de David Dunn (Bruce Willis) está desmorronando, e a culpa é toda dele. Perdido, desorientado, perplexo e com super-poderes - esse é o perfil do nosso herói. Antes de salvar o mundo, ele precisa encontrar sua própria salvação e redenção.

Por fim, alguém pode dizer que o final é abrupto, sem graça, sem clímax. Mas essa é a grande intenção do nosso desmancha-prazeres M. Night Shyalaman. Ele não precisa mostrar o herói dando um pau no vilão (principalmente porque, se ele fizesse isso, o vilão viraria literalmente pó). A história realmente acaba ali. David Dunn descobriu tudo que precisava descobrir. O bem vence o mal.

Pelo menos, até o próximo episódio.

*Só pra lembrar que a revista Wizard voltou a ser publicada, desta vez pela Panini, mas sem a mesma força.

Postado por Nery Nader Jr às 17:20

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Leia já e cá, No Mínimo.

Postado por Nego Lee às 13:09

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sexta-feira, setembro 17, 2004


Parla!


Hoje acordei faltando um pedaço de mim. Olhei no espelho e os olhos não eram, já que por eles enfim me vi. Tateei a mão com a mão pra saber, primeiro a destra, depois a cocha, e entre uma patinha e outra, ambos os membros estavam ali. Mordi com força parte do lábio, e em meio ao gosto perfeito e amaro da saudade do seu idem, senti que a carne que assim mais sente este seu item, um pouco dela, vivia aqui. Com dedos gordos como meu corpo, entrei nos cachos dos meus cabelos só pra ver se acho, e não, não achei, apenas divaguei, somente mais me perdi. Nas dobras fartas que tanto abundam, nos vãos mais limpos, na tez mais suja, poro por poro, linha por linha, pêlo por pêlo, cadê? Cadê? Onde é que foi esta ausência minha? Dormi sem saber e não sei mesmo como fazer. Ei, que tal você me dizer?

Resp.: _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _

Postado por Nego Lee às 11:54

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"Ô, Ô, Sempre Mais Do Mesmo / Não Era Isso Que Você Queria Ouvir?"*



Hoje completo 50 dias de trabalho aqui em Manaus. Esta é a 6ª edição do meu diário de bordo. Mas tá, e daí?

- Independência Ou Morte = Atrasado como me é peculiar, enfim eu posso falar: consegui turismar. Na Semana da Pátria, aproveitei a visita da família à cidade e dei uma escapada do trampo rumo à liberdade, ainda que a tardinha. E no city tour "clichê-de-turista-ou-clássicos-pra-inglês-ver", vimos um espetáculo de dança no Teatro Amazonas (show!), conferimos o Encontro das Águas (chuá!) e compramos tralhas na Zona Franca (China!).

- Da Mata = Se tem uma coisa que merece um capítulo à parte, é a tal da natureza. Seja na água abundante e desbundante dos rios, seja na terra de pouco chão e muito teto da floresta, o brócolis gigante chamado Amazônia é de foder. Em um passeio de barco de um dia, por exemplo, você avista a vista do belo Rio Negro ao sol, os ribeirinhos nas canoas minúsculas, big árvores e vitórias-régias de formas mil, além de um ou outro bicho surgindo no caminho. Do camaleão in loco a sucuri pronta pra fotos, do bicho-preguiça de estimação (!) ao jacaré gigante engaioladão, teve até espaço prum sagüi mordiscar a mão da minha filha. Deu dó.

- Pausa = Nada a ver com as aventuras eco-antropológicas: estou ouvindo direto o CD (do) "Probot", projeto caveira do one-man-band Dave Grohl, onde ele toca tudo e todos junto de grandes gogós do metal. E vou dizer again: esse cara é bom. É ouvir pra crer. E tenho dito.

- Descendo AA Borracha = Mais uma de minhas férias forçadas: fumo conhecer o tal Museu do Seringal Vila Paraíso. Um puta de um lugar localizado na boca de um igarapé à margem esquerda do Rio Negro, onde foi rodado "A Selva" (Leonel Vieira), filme luso-espanhol de época com Maitê Proença (!), alguém e a rapa. Entre causos de nordestinos que foram pra lá enriquecer (e daí, desenganados, viraram escravos) e romances proibidos da sinhazinha com o sobrinho portuga do manda-chuva, a coisa que mais me impressionou na fala do guia foi a parte dos abundantes mosquitos de malária lá na região do beira-rio. Uia, meda.

- Hungry? Cup Noodle! = Piazada, vou contar: mesmo com a (boa) variedade/qualidade que o rango de hotel proporciona e toda diversidade/curiosidade da culinária local, começou a dar saudadona do meu menu normal. A saber: uma junkie food aqui, uma massa ali e muuuuita carne acolá (epa!). Acho que assim que eu desembarcar no (Aeroporto) Afonso Pena, caio direto da Avenida das Torres numa churrascaria. Quem tá nessa?

E é isso. Mais, só depois.

* Trecho de "Mais Do Mesmo" (Renato Russo). Sim, eu gosto/já gostei de Legião Urbana. Por quê, vai encarar?

Postado por Nego Lee às 11:33

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quinta-feira, setembro 16, 2004


Oração Do Dia, Da Semana, Do Mês (E Do Ano Que Vem, Talvez)

"Hey! Ho! Let's go!" (Ramones)

Postado por Nego Lee às 13:28

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terça-feira, setembro 14, 2004


Deixado



Acabou, disse ela num tom ríspido pouco característico.

Acuma?, questionou ele numa regressão infantilóide-didi-mocó.

Ela não respondeu, como se fosse obrigação dele entender de primeira, o que certamente aconteceu, já que o "acuma?" era menos um atestado de incompreensão e mais uma tentativa de compreender o que lhe soava incompreensível.

Enquanto ele fazia a retrospectiva das últimas cagadas, ela fazia as malas.

Monopalavreando, como antes, ela disse apenas um "adeus". E a porta fechou-se em estrondo.

Mal sabia ele que a razão de tudo não estava no que ele tinha feito, mas em tudo que tinha deixado de fazer.

Postado por Nery Nader Jr às 14:50

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sexta-feira, setembro 10, 2004


(Adendo: hoje não tem caixa preta. Preguicei de escrever o registro de viagem e resolvi deixar pra outra. Mas pro dia não passar em branco, uma rapidinha com vocês.)

*****

Dou-Lhe Uma, Dou-Lhe Duas, Dou-Lhe Três



1.

"Procuro um sentido para minha vida...", pensou alto o soldado, raso.
"Sentido!", disse o sargento, encerrando na hora com aquela frescura.

2.

"O que é? O que é? Cai em pé e corre deitada?", mandou o tio ao sobrinho do meio.
"Chuva.", respondeu certo o garoto, acabando com quaisquer surpresas que você achou que eu tentaria causar.

3.

"Paiê, o que é amnésia?!", quis saber o caçula.
"(...)".

Postado por Nego Lee às 10:37

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quinta-feira, setembro 09, 2004


Só + 1 Postinho Nada A Ver



As células improváveis continuavam a crescer desordenadamente. Nem tudo era perfeito, mas mesmo assim, e diante dos acontecimentos, o céu era um lugar plausível.

Então, das trevas da noite, surgiu o anjo da morte, travestido de loira burra. Esquisito, no final de tudo, foi o resultado, um tanto quanto devastador, alterando a rota dos acontecimentos.

Na parede da sala, escrita a sangue, uma frase esclarecedora, que obviamente eu não irei revelar.

Postado por Nery Nader Jr às 18:23

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quarta-feira, setembro 08, 2004


Avisinho

Ei, zente: como hoje é feriado em Curitiba (onde está o WW) e dia muito útil em Manaus (onde estou eu, ué), não tem post novo no MZ. Comente aí nos de baixo, vai. Grato pela compreensão. Até amanhã. Até amanhã?

Postado por Nego Lee às 01:59

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segunda-feira, setembro 06, 2004


Dos Outros

Para ler no feriadão: "Balada Dos Vinte Anos", from Hotel Hell. Genial. (Dica do velho e bom Copy & Paste.)

Postado por Nego Lee às 13:59

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sexta-feira, setembro 03, 2004


O Terror



Começo este post com uma constatação banal, mas bastante pertinente: as coisas já foram bem mais simples.

Para comprovar isso, basta lembrar que, até bem pouco tempo atrás, "terror" era apenas um gênero a mais nas prateleiras das videolocadoras.

Hoje, "terror" é uma coisa real demais.

Antes, ficávamos apavorados por no máximo duas horas. E por culpa de fantasmas, monstros e outras entidades invisíveis e sobrenaturais.

Hoje, os monstros povoam os noticiários, explodem edifícios, derrubam aviões, invadem escolas, matam homens, mulheres e crianças de forma exponencial e não têm nada de sobrenatural. Entretanto, conseguem manter a mesma invisibilidade dos fantasmas dos filmes, e é isso que faz com que tudo seja ainda mais assustador.

Por isso mesmo, nos últimos tempos, comecei a sentir uma saudade recorrente dos Freddy Kruegers, dos Jasons, dos Exorcistas, dos Iluminados e dos Bebês de Rosemary.

Porque já li em algum lugar que o ser humano convive com o medo desde a aurora dos tempos. E o medo não é, necessariamente, um mal. Ele pode fazer emergir, de dentro de nós, pessoas mais fortes, mais decididas, mais verdadeiras. Mas este medo só tem um lado bom se for um medo sob controle, daqueles que podem ser desligados com a tecla "stop", ou contornados com uma simples escapadinha quando ainda estamos na fila da montanha-russa.

E no fundo, esse é o único tipo de medo que deveríamos sentir.

Mas as coisas não são bem assim, por motivos complexos e obscuros. Motivos que milhares de articulistas ao redor do mundo vivem tentando explicar sem sucesso.

De qualquer maneira, eu não entendo como alguém pode pedir a minha simpatia pra causa da Tchetchênia, ou de qualquer outro lugar, se para tanto é preciso matar 50 crianças para cada morto dos seus.

E como sou um simples "escrevinhador", e não um articulista bem articulado, prefiro nem arriscar respostas ou motivos. Prefiro apenas ficar indignado e triste e pasmado.

E sei que posso estar sendo exageradamente simplista ao afirmar isso, mas a verdade é que tenho saudades do tempo em que sentia medo com coisas banais como a cabeça da Linda Blair girando 360º enquanto ela babava alguma coisa verde e gosmenta.

Postado por Nery Nader Jr às 17:01

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Diálogo De Gibi



Delirium: Que palavra se usa pro momento exato em que você percebe que se esqueceu de como é se apaixonar por alguém de quem você gostava muito tempo atrás?

Sandman: Não existe.

Postado por Nery Nader Jr às 11:46

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De Norte A Sul



Mais de mim em Manaus:

- Eu estou cansado e saudoso, mas bem. Morar fora, mesmo que por pouco tempo, é uma grande experiência.

- "Antes tarde do que nunca / Água mole em pedra dura / Tanto fez, tanto faz / Hay que endurecer pero perder la ternura, jamas / O que a gente faz é por debaixo do pano / Mens sana in corpore sano / É a cara cuspida e escarrada do pai / No creio en las brujas, pero que las hay, las hay / Nóis é nóis, o resto é resto / To be or not to be? That is the question". (Não, isso não tem nada a ver com a viagem. Se bem que é uma viagem minha, mas não a minha. É que faz tempo que eu não me dava um tempo. Ops, cafundi tudinho. Eita, que papo frozô. Ah, sei lá: foi só um textinho, pô. Desculpaí. E como eu já ouvi por aqui: "Eu só te digo isso: não te digo nada. E eu te digo mais: só te digo isso.". E é isso. Próximo.)

- Valquimar, Rosalba, Delciney, Ariolino, Paudernei... Nomes diferentes não faltam por cá. E pra alguém como eu, que mal consegue decorar CPF e RG, escorregar nas pronúncias e cometer gafes com a graça das pessoas acaba virando uma (perigosa e desagradável) rotina. Preciso me policiar, pôrra.

- Profissionalmente falando, tenho conhecido feras por aqui. Além dos já citados Paulo "Magrão" Garfunkel (músico e jingleiro de mão cheia, além de roteirista da velha e boa HQ "O Vira-Lata") e Lula Sampaio (fotógrafo e dono do - provavelmente - melhor banco de imagens do Amazonas no Brasil), estou trampando com outras gentes do mais alto quilate profissional. Dois exemplos: o diretor Marcelo Luna (pernambucano fino da bossa, que dirigiu o longa "O Rap Do Pequeno Príncipe Contra As Almas Sebosas"; procure pelo tal lá no Google pra ver quem/qual é) e o produtor Robson Medina (colombiano já abrasileirado, que ajudou a produzir, entre outras películas brazucas e gringas, "Tainá" e "Anaconda"*).

- Pessoalmente escrevendo, tenho visitas amanhã por aqui. Mulher e filha na área pra matar saudades. Dez!

E até semana que vem. ; )

* Aliás, falando neste crássico do terrir dirigido por Luis Llosa, um dos motoristas da equipe conta que a produção do filme foi um belo trabalho, mas que ficaria muito melhor se não tivesse... A cobra! Um mero detalhe. Genial.

Postado por Nego Lee às 11:45

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quinta-feira, setembro 02, 2004


Banho E Tosa V



Nem queria mais falar sobre isso. Sério. Mas acontece que dessa vez a comparação não foi de minha autoria, o que é muito pior.

Ou melhor, pior mesmo é que, segundo outros, meu cabelo desta vez está parecendo o de um Playmobil.

Tesoura já!

Postado por Nery Nader Jr às 10:43

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quarta-feira, setembro 01, 2004


Extra!!! Extra!!! Extra!!!

Compre, grave ou roube. Mas, depois, me dê.

Postado por Nego Lee às 20:02

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O primeiro da fila (um teaser/clipe muito bem-humorado de/para "Os Incríveis").

Postado por Nery Nader Jr às 11:27

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