terça-feira, maio 31, 2011


Diálogo De Cinema



Danny: What's this?
Paul Sarone: Anaconda skin.
Danny: There's snakes out there this big?
Paul Sarone: This skin is three or four years old, whatever shed it has grown since then.

Postado por Nery Nader Jr às 10:22

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segunda-feira, maio 30, 2011


Maiores



Sigo assim assim, mascando clichês, enfileirando chiclés, ou algo assim.
Sigo assim assim, filosofando sobre os tais momentos cruciais da vida.
Momentos que todos já viveram, ou hão de viver, um dia qualquer dia desses.
Momentos que parem pensamentos.
Pensamentos que nos fazem parar por um momento.
E eis que seguimos em frente, diferentes de nós mesmos.
Melhores, eu diria.
Maiores, ousaria.

Postado por Nery Nader Jr às 17:49

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segunda-feira, maio 23, 2011


“Um Homem Sério” (Ethan Coen e Joel Coen)



Um filme repleto de cenas belíssimas, antológicas até, capazes de enlevar a alma. E mesmo assim, um filme sem alma nenhuma.

Este paradoxo faz de “Um Homem Sério” um sério candidato ao filme mais equivocado da face da Terra. Porque errar feio num filme feio é fácil, mas errar feio fazendo tão bonito é deveras esquisito. Já explico. Mas antes, digo que não implico. Gosto muito dos irmãos Coen e tenho em alta monta diversos de seus filmes. Não os vejo tão desprovidos de emoção por conta do preciosismo técnico, como querem tantos. Pelo menos não em tantos outros filmes. Mas aqui o papo é outro...

O esquemático labirinto das cobaias humanas, concebido pelos Coen, deixa pouco espaço para a naturalidade dos atos e omissões dos pobres ratos. São todos vítimas dos deuses-irmãos, que nada têm de benevolentes ou coerentes. São irônicos, é verdade. Mas essa ironia é pouca e por vezes tosca.

E assim, caem por terra o prólogo belíssimo e nervoso, os créditos inspirados e a introdução genial em que duas realidades se alternam sem definir exatamente se são paralelas ou sucessões de uma mesma vida. Ainda mais porque consultório médico é coisa tão datada que nada nos permite datá-lo com precisão. Precisou o médico fumar para me avisar que o tempo era ido e era o mesmo para ambas as cenas.

Por fim, no rol de belas sequências, temos a mais bela e contumaz de todas: a subida ao telhado. Só quem já subiu num telhado para entender a mudança de perspectiva que tal ação nos proporciona. Pena que coisa alguma proporcionou ao herói da história, que voltou às amarras de seus titereiros inflexíveis.

E assim, as desventuras em série seguiram em frente sem conseguir nunca gerar simpatia ou mesmo antipatia. Só uma apatia mórbida, incômoda e lamentável.

De resto, tivemos ainda uma bela parábola sem moral aparente em nenhum dente e mais nada. Apenas um amargor sem bouquet pra tanto...

Postado por Nery Nader Jr às 17:31

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Fim Do Mundo



Hoje de manhã eu entrei no carro, liguei o rádio e o rádio não ligou. Tentei o motor e nada. Idem com as luzes, que simplesmente se recusavam a acender. Foi quando, por um breve instante, cheguei a pensar que a pane poderia estar sendo causada por um pulso eletromagnético. Você sabe, aquela falha geral que acomete tudo que é tipo de equipamento eletro-eletrônico por conta da detonação de várias ogivas nucleares.

Não era nada disso. Só a bateria do meu carro que tinha descarregado porque a luz fora esquecida acesa durante o fim de semana.

É, às vezes a vida consegue ser bem sem graça.

Postado por Nery Nader Jr às 10:11

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sexta-feira, maio 20, 2011


“Demônio” (John Erick Dowdle)



A história é de M. Night Shyamalan. A produção também. Mas o resultado é aquém. Como aquém, aliás, vem sendo tudo que o Shyamalan anda fazendo ultimamente.

A trama, simples, até agrada. Mas as resoluções nem tanto. Talvez porque as explicações se percam em estapafurdices.

E depois, falta medo. E sustos. E clima.

Ainda assim, por se pretender “B”, o filme vale uma olhadela. Principalmente pela bela abertura, com a câmera invertida visitando a Filadélfia. E pela trilha de Fernando Velázquez que, mesmo exagerada às vezes, ainda assim funciona bem. Sem falar na experiente fotografia de Tak Fujimoto, que também é competente. E é só, minha gente.

Postado por Nery Nader Jr às 09:56

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quinta-feira, maio 19, 2011


Minicoletânea De Ministórias



I

Era um católico fervoroso. Tanto que, quando a conheceu, agradeceu a Deus pela existência do pecado.

*

II

Tinha tudo. Menos o amor da sua vida. Pensando bem, tinha nada não.

*

III

Decidiu ignorar o passado. E assim, quando menos esperava, o futuro o esperava.

*

IV

Jogou fora tudo que não prestava mais. E se viu no lixo.

*

V

Desolado, pensou em cortar os pulsos. Mas não tinha pulso pra tanto.

Postado por Nery Nader Jr às 17:35

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quarta-feira, maio 18, 2011


“Skyline – A Invasão” (Colin e Greg Strause)



Sim, eu tinha lido por aí que este filme era ruim. Bem ruim. Mas como gosto de bons filmes ruins, resolvi dar uma chance. Sem chance. O filme é realmente muito ruim. Ou pior: é um insulto. Uma agressão. Um desatino.

O problema é que o filme nem de longe consegue ser um bom filme trash, justamente por querer ser mais do que é. E por se levar a sério. Ainda que os bons trashs também se levem a sério, eles ainda assim têm ciência de suas limitações. Não é o caso deste “Skyline”. Ele fica tentado reafirmar as suas inexistentes qualidades. E fracassa sempre, claro.

Os atores são horríveis, ajudados por um texto risível, com linhas desconexas e forçadas ao extremo. Ainda bem que a história ajuda. Ajuda a afundar tudo. Toda graça de uma invasão alienígena se perde numa sucessão de... nada. Um nada onde os personagens não tem iniciativa e nunca agem, nem reagem. Só parecem zanzar a esmo pelo mesmo cenário, olhando para os ETs multifacetados, sem captar ou tentar captar nada.

A luta pela sobrevivência é canhestra e os conflitos são forçados e inúteis. Tudo ajudado pelo carisma zero de todo o elenco. Logo você começa a torcer pelos aliens, que também são bem tontinhos, os coitados. E então, sem razão nem explicação, um dos personagens se revela, do nada, um Neo do mundo do baixo orçamento e, ao se ver transmutado em sabe-se-lá-o-quê-alienígena, resolve partir pra porrada e pro salvamento de sua bem mal-resolvida namorada grávida e... fim. Ainda bem. Eu não aguentaria mais cinco minutos de tal tortura.

Nem mesmo em defesa dos efeitos especiais eu sairei, ainda mais numa época em que efeitos geralmente são bem feitos, até em fundos de quintais. Ainda mais se pensarmos que os pseudo-diretores são justamente donos de uma empresa de efeitos especiais.

O fato é que o filme se pretende bem-feito. Mas é menos que um trash, porque trash que se preze é divertido, exagerado, charmoso e exige uma cumplicidade que “Skyline” simplesmente não consegue gerar.

E por que gastei tantas linhas de um post meu pra detonar um filme assim? Expiar minha culpa por ter locado o filme? Válvula de escape para todo o meu ódio? Tudo ao mesmo tempo agora? Acho que sim. E fim.

Postado por Nery Nader Jr às 17:23

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“Incontrolável” (Tony Scott)



Com “Incontrolável”, Tony Scott prova que sabe faz o feijão-com-arroz. Ou até mais, pois na verdade este filme é um prato-feito perfeito. E com sabor decente e tudo. Mesmo sendo somente um filme de ação desenfreada, a película é competente em sua premissa, sem forçar exageradamente a barra em nenhum momento, além de manter a tensão durante toda exibição, contando para isso com bons efeitos, uma dupla de atores bem afinada (Denzel Washington e Chris Pine) e sequências de tirar o fôlego. E vejam só: até a edição “dinâmica” e pipocante de Tony Scott funciona muito bem aqui.

Postado por Nery Nader Jr às 09:59

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terça-feira, maio 17, 2011


Não Gosto De Filme De Pirata



Quando me perguntam se eu gostei de algum "Piratas Do Caribe" eu digo logo que não. E quando insistem com um "mas por quê não?" eu sou obrigado a responder com um "porque eu não vi nenhum deles e mesmo assim não gosto e pronto".

Tudo porque, na verdade, eu não gosto de "filme de pirata".

Tá certo que "filme de pirata" não é nem mesmo um gênero decente cinematograficamente falando. Quase nem subgênero é. Eu o colocaria talvez junto com os "filmes de capa-e-espada" (que também não sou muito fã).

É claro que, quando falo isso, alguém logo argumenta: "Mas quantos filmes de pirata você conhece? Cinco? Dez? Como é que você não gosta de um gênero tão obscuro?"

Sei lá. É óbvio que eu não poderia desgostar de um gênero grandalhão, tipo suspense ou romance, pois aí eu teria que ignorar trocentos clássicos e coisa e tal. Mas filmes de pirata, por serem poucos, eu desgosto feliz, até mesmo para ter um gênero desgostável e poder dizer de boca cheia: - Não vi nenhum "Piratas Do Caribe" porque não gosto de "filme de pirata".

Postado por Nery Nader Jr às 17:32

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Pérolas Porcas - “O Combate: Lágrimas Do Guerreiro” (Christophe Gans)



Como falar bem de um filme assim ruim? Talvez descobrindo que ele não é assim tão ruim.

O fato é que “O Combate: Lágrimas Do Guerreiro”, mesmo com trama simplista  e diálogos precários declamados por atores equivocados, esbanja um certo charme. E um certo estilo, meio kitsch, mas muito divertido.

Todos os clichês dos filmes de ação entram em ação, obviamente, mas acabam funcionando muito bem aqui. A câmera-lenta, os tiroteios, o herói solitário que é absurdamente bom naquilo que faz - tudo isso surge a serviço da história. E mesmo ela, ainda que fraquinha, desenrola-se bem, viajando do Canadá pra China e de lá pro Japão. Obviamente, o mangá que deu origem ao filme deve ser bem mais complexo, ainda que não menos clichezento, já que os mangakas também são chegados num bom lugar-comum.

O certo é que “O Combate: Lágrimas Do Guerreiro” não renega as suas influências, e assim flui como uma boa história em quadrinhos, onde a mocinha se apaixona pelo (anti)herói só com um olhar, e decide ficar ao seu lado mesmo contra todas as Yakusas e máfias chinesas com seus 108 dragões. E onde o herói abandona tudo para ficar com ela, derrotando tudo sem nem sangrar ou suar uma gotinha.

Viu só? É mais divertido do que você pensava. 

Postado por Nery Nader Jr às 17:26

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segunda-feira, maio 16, 2011


Esferas No Formol



Separei um lugar para colocar os olhos. Imaginei que eles teriam algum valor para ela. Afinal, era sempre dos olhos que ela falava. Eram os olhos que recebiam os elogios. Mas um dia, foram esses mesmos olhos que a viram partir. E as lágrimas que deles saiam eu não conseguia mais suportar. Então me desfiz das pequenas esferas, que deixei repousando num formol qualquer e parti, sem ver um palmo à frente do nariz, mas ainda assim, menos cego do que antes.

Postado por Nery Nader Jr às 11:19

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“A Lenda Dos Guardiões” (Zach Snyder)



Esta animação computadorizada não é lá muito recomendada para crianças pequenas. As corujinhas do filme são mais realistas do que fofinhas. Devoram ratos e insetos e não ficam cantando a toda hora, com exceção de um pseudo-menestrel bem divertido. Na verdade, a produção busca como público-alvo a galera pré-pré-adolescente e, para ela, entrega um filme na medida, com ação, batalhas e um clima épico típico do Zach Snyder.

Existem alguns probleminhas, como a vilanização do irmão do herói, cuja inveja não surge tão forte assim no início da história, parecendo até meio injustificada. Também incomoda o trecho filler, com clipe e tudo, que se passa logo após a trupe de heróis encontrar a árvore dos guardiões.

Mas mesmo assim, o cuidado na produção, as belas sequências de voo e de batalha, a influência de “Star Wars” e o tom sombrio valem a olhadela. Inclusive para adultos nerdões.

Postado por Nery Nader Jr às 10:52

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sexta-feira, maio 13, 2011


Armadilhas Sociais: É Fácil Se Enroscar Nas Redes



As redes sociais não vêm com manual de instruções, muito menos com código de conduta. E assim, é fácil se enroscar feio nelas. Porque uma coisa é falar mal do que quer que seja para os seus cinco ou seis amigos “reais”. Eles até podem discordar das suas opiniões retrógradas e preconceituosas, mas a coisa toda não vai repercutir além da mesa de bar em que vocês estão. Isso se você não for de falar alto, claro.

Mas a partir do momento em que você gralha pelas redes virtuais, o eco é real e reverbera impiedosamente com imensa velocidade e intensidade. Que o diga a tal Amanda Régis. Assim como a Mayara Petruso, que após a sua ressaca eleitoral ao final do pleito presidencial de 2010, pôs-se a atacar os nordestinos, a Amanda, e mais alguns torcedores do Flamengo, misturaram as bolas pra pisar feio nas mesmas.

Assim é também nos gritantes casos de preconceito racial, nos ataques homofóbicos, nas discordâncias religiosas e por aí vamos. Mal.

E como nas mídias sociais tudo vai além dos mundinhos das pessoinhas de cabeça pequena, muitas se ferram bonito. E claro, outros tantas pessoas vomitam impropérios para estas pessoinhas, demonstrando serem tão pequenas quanto elas.

No fundo, nem todo mundo está pronto para o mundo. Ainda mais agora que ele é bem maior. Adolescentes desnudam-se pelas twitcams sem pensar nos amanhãs. E o Grande Irmão, quietinho, guarda tudinho. Só pra jogar na tua cara no futuro. Dados pessoais viram dados impessoais. Sabe-se tudo de todos mas nem todos sabem o preço disso tudo.

Os bons pais deveriam educar mais e melhor os seus filhos para essa selva de bytes, mas quantos pais conhecem tal selva o suficiente? Não é mais como dizer “não aceite balinhas de estranhos”. O comportamento social virtual não parece ser real para quase ninguém.

Ou então, tudo não passa de uma catarse de um certo primeiro estágio da virtualidade total. Depois tudo se acomoda. E se duvidar, até a memória elefântica da internet não se manterá assim pra sempre, considerando a quantidade de links antigos que não existem mais...

Mas a dica que não complica é a de sempre: fica na sua que você fica de boa.

Postado por Nery Nader Jr às 14:34

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quarta-feira, maio 11, 2011


Excerto



- Ancião... o que está fazendo?

- Retirei uma noite emplumada do céu e a requisitei.

- Poesia?
 
- Bobagem. Mas bobagem é algo precioso para um idiota como eu.

(Excerto de "Blood: Uma História De Sangue", HQ de J.M. DeMatteis e Kent Williams) 

Postado por Nery Nader Jr às 15:28

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“Um Parto De Viagem” (Todd Phillips)



Esperava mais. Ainda mais depois do ótimo “Se Beber, Não Case”. O problema é que falta a esse “Um Parto De Viagem” a fagulha criativa do filme anterior de Todd Phillips. O humor segue na mesma batida, mas falta o inusitado. Afinal, road movies de pessoas que não se aturam não é nenhuma novidade e, mesmo com bons momentos, como a chapação pinkfloydiana, o filme peca por criar diversas situações pouco inspiradas, como a travessia da fronteira ou a visita ao fornecedor(a) de drogas, ou forçadas mesmo, como a expulsão do avião, que é o estopim de toda trama. Mesmo com piadinhas internas legais, falta verve, sabe. Ainda que Robert Downey Jr. e Zach Galifianakis segurem bem a peteca na maior parte do tempo, o tempo é maior do que deveria ser. E assim, mesmo divertindo, e agredindo, e exagerando, o filme não convence nem se sustenta por inteiro. Não é uma total perda de tempo. Apenas um passo atrás. Até parece que o Todd ficou com medinho de ousar mais depois do grande sucesso do grande “Se Beber, Não Case”.

Postado por Nery Nader Jr às 14:30

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segunda-feira, maio 09, 2011


Jota É De Matar



Alguém aí um dia falou que a morte no rock começava com jota. E acho que tudo começou mesmo por conta da mortandade de Jim, Jimi e Janis, todos com 27 anos e tudo no intervalo de um ano. Depois vieram os Johns (Bonham e Lennon – ambos em 1980), e mais tarde Joey e Johnny Ramone, com provavelmente outros jotas no meio, junto com outras tantas letras do alfabeto. Na real a fama toda vem daquela trindade inicial ali de cima.

De qualquer maneira, aproveitando o tema, eu gostaria de lembrar que não apenas a morte começa com jota, mas os responsáveis por ela também. Pelo menos no cinema. Senão vejamos: Jason Voorhees ("Sexta-Feira 13"), Johnny Charles Bartlett (“Os Espíritos”), John Doe ("Se7en"), Jerry Black (“O Padastro”), Jame Gumb (“O Silêncio Dos Inocentes”), Joseph (“Satã”), John Ryder (“A Morte Pede Carona”), Jack Frost (“Jack Frost”), Jocker ("Batman"), John Pressman ("Os Olhos Da Cidade São Meus"), Jacek Lazar ("Não Matarás"), Judd (“Eaten Alive”), Jonathan Lansdale ("A Mão" - ok, talvez o Jonathan não fosse o assassino, mas a mão dele com certeza era), Jigsaw ("Jogos Mortais") e, é claro, Jack Torrance ("O Iluminado").

E é isso: pra variar eu sempre forço um pouco a barra para provar uma teoria furada...

Postado por Nery Nader Jr às 10:50

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sexta-feira, maio 06, 2011


O Que Eu Espero Do Cinemão De Verão Amerdicano



A temporada dos blockbusters americanos já começou. “Thor” deu a largada com uma martelada bem dada, mas tem muita coisa ainda pra rolar.

De “Velozes E Furiosos 5” eu não espero muito, até porque nem ver eu vou. Parei no primeiro. E nem lembro a última vez em que vi uma quinta parte de um filme qualquer. Talvez “Sexta-Feira 13”, que é outro nível de cinema, onde todo lixo é clássico. Mesmo que a quinta parte seja uma das mais fraquinhas. Então vamos em frente...

Temos também o “Capitão América” que, mesmo com o Tocha Humana encabeçando o elenco, parece que vai ser feito da maneira certa, na 2ª Guerra, com todos os nazis-não-nazis prontos para serem detonados. O problema estrutural do Capitão é justamente ele ser tão América. Se bem que, em algumas fases quadrinísticas, o bandeiroso lutou justamente contra estes clichês apodrecidos do tal sonho americano. Então, a se ver...

Já com “Lanterna Verde” a expectativa cresceu com o novo trailer, que tem bem mais graça que o teaser, até por não querer fazer graça. A estrutura épica tem tudo a ver com um personagem tão poderoso e, como posso dizer, galáctico como o verdejante herói da DC.

Ainda na seara super-heroística, temos o “X-Men: First Class”, que eu não consigo deixar de desconfiar bastante. Não parece ter muita força, seja por conta dos heróis escolhidos ou sei lá o que mais. Mas Matthew Vaughn fez bonito em “Kick-Ass”, então vou dar um crédito pra ele.

Aí temos a terceira parte de “Transformers”, que eu não sei ainda se verei. Mesmo sendo o único ser na Terra que gostou do segundo filme, este terceiro não me agrada pelo simples fato de que não teremos Megan Fox no filme. E sem a Megan, toda pirotecnia de Michael Bay soa vazia...

Vai rolar ainda um novo “Conan”, todo ágil e explosivo e... passo.

Outro que passo fácil é o novo “Piratas Do Caribe”. Mas é que eu não gosto de filme de pirata.

Um filme que parece legal, até porque ninguém sabe muito bem o que esperar dele, é “Cowboys & Aliens”. Penso que vai ser, no mínimo, algo diferente no meio dessa repetição que vemos aí no cinemão.

“Super 8” segue a mesma linha “o-que-esperar-disso?”. Espero que muito mais do que espero.

Entre as animações, temos duas continuações de dois exemplares bem medianos do gênero. Do “Kung-Fu Panda 2” eu ainda não vi nada de empolgante. Já “Carros 2” parece, pelos trailers, que vai ser bem mais divertido que o primeiro. Espero.

Finalmente, temos o encerramento da saga “Harry Potter”. E como adorei a primeira parte de “Relíquias Da Morte”, boto fé no fim.

E acabou.

Postado por Nery Nader Jr às 14:23

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quarta-feira, maio 04, 2011


Ministória Pirata



Barba Acaju – o mais terrível bucaneiro destas plagas - invadiu a história sem avisar. Pilhou-a. Arrasou-a. E colocou-a na internet pra quem quisesse downloadear. Mas a qualidade não era lá essas coisas. Parecia gravada de dentro do cinema. E assim, a história morreu na praia da memória.

Postado por Nery Nader Jr às 10:41

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terça-feira, maio 03, 2011


Correio Deselegante Do MegaZona

Caro Arraigado. Não entendi porra nenhuma do que você falou. E nem quero, acho. Mas percebi que você citou um nome conhecido de um conhecido meu que me abandonou aqui sozinho, nesse blog às moscas, que agora eu tento tocar como posso e quando posso. Por isso, sugiro que o senhor mude o seu linguajar tosco e trate de mandar perguntas sobre assuntos bem mais interessantes do que o paradeiro do tratante que co-assinava este blog. Passar bem. Ou nem.

Postado por Nery Nader Jr às 16:32

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segunda-feira, maio 02, 2011


“Thor” (Kenneth Branagh)



Confissão nerd: o primeiro gibi de super-herói que eu tive tinha uma história do Thor. E ele enfrentava o Surfista Prateado! Por isso mesmo, mesmo não sendo um mega-fã do asgardiano, sempre nutri uma grande simpatia pelo cara.

Sem falar que as suas aventuras tinham aquele tom de fantasia + mitologia + empolação que sempre foram capazes de cativar, de forma natural, qualquer piá pançudo. E eu era, como já disse, um piá pançudo quando comecei a ler gibis de super-heróis. E depois, falando em empolação, me diga qual leitor do Thor nunca negou alguma coisa para alguém soltando um feroz: “Digo-te não!”. Aliás, essa linguagem rebuscada volta e meia me influencia nos meus textos repletos de arabescos e pretensões furadas.

Por conta disso, eu realmente esperava encontrar no cinema um Thor assim, digno, tratado com toda a pompa e circunstância que um deus merece. E a Marvel mais uma vez respeitou o mito. Chamou Kenneth Branagh, que entende um pouquinho de mito e empolação e pompa e afins. E no fim, fez bonito.

Ele soube contrastar os mundos e amarrar o roteiro de forma que a salada natural de mitologia + ficção + Asgard + gigantes de gelo + Midgard não se parecesse com uma salada. E não parece. Funciona e bem. E diverte bastante.

É claro que entender o conceito marvelístico da mitologia nórdica é meio caminho andado para se gostar do filme. E para aceitar de bom grado o fato de que Kenneth não teve medo de esbarrar de leve no kitsch. Afinal, se o filme não é assim tão empolado verbalmente, permanece empolado no seu visual, mas de um jeito legal. Tanto que a concepção visual de Asgard, com direção de arte e figurinos relativamente fiéis aos conceitos originais kirbynianos, é um deleite para quem esperava conhecer a morada dos deuses também fora dos quadrinhos.

Outro destaque é o roteiro bem redondinho – ainda mais diante do desafio de apresentar e conceituar Asgard, os “deuses” e sua conexão com a Terra. Além disso, o elenco todo manda bem. Hemsworth convence legal como Thor, assim como Hopkins dá peso e consistência a Odin. Mas é Tom Hiddleston que recebe o melhor personagem – um Loki que nada tem de loki, bicho. Um Loki melhor do que nos quadrinhos, com mais profundidade, coerência e, quem diria, humanidade. Ou será que não?

Assim, com boa história, boa direção e bons atores, fica fácil atravessar a Bifrost e se convencer de que aquele mundo existe e, melhor ainda, existe dentro do universo Marvel criado até agora para o cinema.

Postado por Nery Nader Jr às 16:28

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