quinta-feira, abril 30, 2009


Puta



Alheia às próprias pernas abertas, onde o cara com a cara repleta de espinhas se lambia enquanto ia e vinha num ritmo deveras inapropriado e nada excitante, ela se desencontrava divagando sobre prazeres, sabores e lugares que não eram deste mundo.

Prazeres que nada tinham a ver com a língua inábil do mancebo salivante. Nem com as notas que receberia ao fim do ato, ou dos outros tantos atos do dia feito noite.

Sabores que lhe invadiam a boca e que não tinham gosto de porra nem de uísque barato nem de caralho mal-lavado.

Lugares que não eram lugares. Que não oprimiam como quartos de hotel e nem deprimiam como pistas de dança de boates decadentes.

E foi com prazeres, sabores e lugares que só existiam em si mesma, e que ainda instavam vívidos em sua mente, que ela se viu fechando as pernas. Já estava em outro quarto. O moleque já tinha se transmutado em gordo seboso que, diante da recusa inesperada, desatou palavrões e tentou forçá-la a receber o seu pau minguado. Mas ela, precavida, já havia alcançado a bolsa e, dentro dela, o pequeno .22.

Ao apontar a arma para as banhas salientes do pobre homem nu, ficou tentada a conhecer os tortuosos caminhos que as balas fariam ao avançar pelas incontáveis camadas de tecido adiposo. Mas conteve-se e limitou-se a expulsar o homem do quarto.

Era hora da fuga. Vestiu seus trajes sumários, dos quais nunca desgostou de verdade, pois achava-se realmente sensual, e sumiu dessa vida. Não era afeita a clichês. Não buscava nenhum homem para tirá-la daquele lugar. Nem nenhuma mulher. Não repudiava o sexo. Gostava tanto que tinha chegado aonde chegara. Mas suas divagações eram melhores do que todos os paus que já adentraram a sua buceta ou o seu cu ainda pouco explorado – se permanecesse parada na mesma esquina, contudo, não tardaria a expandir as entradas por conta da idade avançada. Uma puta tem o seu auge logo cedo, tal qual um grande atleta. Depois é só ladeira abaixo.

Enquanto corria, ria de suas analogias. Tinha um senso de humor pouco valorizado na profissão. Tinha outros algos mais também. E tinha devaneios estranhos sobre prazeres estranhos que não envolviam nem sexo nem grana e que, por conta disso, a faziam bem menos rameira do que pensava ser. Tanto que, justamente por isso, deixou de ser.

Daqui pra onde? Só ela sabia. Só ela conhecia os seus sonhos, os seus prazeres, os seus sabores e os seus lugares. Só ela sorria naquela rua, naquele dia feito noite já quase dia.

Postado por Nery Nader Jr às 21:35

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segunda-feira, abril 27, 2009


Dos Outros (Ediçã Especial!!!)

*****

Hagakure

Para mim relacionamentos são tragédias anunciadas em que as mulheres entram só para poder confirmar suas teorias sobre a imprestabilidade dos homens. Imagino que repitam a experiência tantas vezes por conta da necessidade de contraprovas, mas um dia, quando as conclusões forem definitivas, elas vão parar com isso.

Ou não. Pelo volume de reclamações, parece que mulheres querem mesmo se relacionar com homens, apesar das contraindicações. Lendo as queixas no twitter e outras ferramentas de lamentação em tempo real, decidi desenvolver um método - ainda lanço em livro - para que elas possam botar os carinhas em seu lugar, baseado no Hagakure, o Livro do Samurai.

Não, não envolve decapitação ou seppuku. O Hagakure prega que o guerreiro deve considerar que já está morto em combate, e combater com essa convicção. Até porque a morte é considerada uma honra para o Samurai e o fita sai ganhando de qualquer jeito. É tipo psicologia reversa, mas com assassinatos pela espada e tal.

Misturando essa filosofia com a premissa daquele livro/filme “Ele não está tão a fim de você” dá pra pegar a idéia geral. Acho que toda mulher devia agir com os homens como se nunca fosse dar certo, o que aliás é uma aposta razoável, e não esperar nada além de sexo casual, se isso não ferir princípios morais - porque se for o caso, o ideal é o celibato mesmo.

Como só as psicopatas se apaixonam antes de algum convívio mínimo - pelo menos até saber a opinião do sujeito a respeito das touradas e se respeita princípios básicos de higiene - o ideal é nunca dar uma segunda chance a ninguém que não se disponha a uma maratona de telefonemas angustiantes e espera interminável até conseguir uma nova audiência com você, Senhora da Situação.

Lembre-se, para você o relacionamento já deu errado e essa figura suplicante é como se fosse um ex-namorado que desceu um nível de status abaixo de Amigo Gay, e qualquer concessão que faça a ele deve ser pensada em termos de caridade, do tipo que nem espera qualquer gratidão. Se o sujeito sumir depois, isso estará nos planos, e é possível que ainda por cima te faça sentir aliviada.

Claro que depois dessa etapa a manutenção é mais complicada, mas rolam aquelas dicas óbvias sobre como o que os homens falam deve ser tomado ao pé da letra - tipo, se você perguntar se ele te ama e o cara responder que prefere ovos mexidos, o máximo de interpretação positiva que pode tirar disso é que talvez você tenha alguma chance contra ovos estrelados.

Mas ainda estou elaborando aqui.

+

Tragam-me a cabeça de Diogo Mainardi

Falei na penúltima coluna sobre o clima de Fla X Flu que permeia o debate político no Brasil, onde as pessoas preferem torcer para colegas de ideologia do que refletir sobre as bobagens que os caras eventualmente defendem. Uma atitude derivada desse modo de pensar é a forma como os leitores lidam com os colunistas da nossa terra.

Uma prática muito comum aqui é pedir a demissão dos (assim chamados) formadores de opinião que nos desagradam. Mesmo com todas as opções disponíveis para ignorar uma determinada seção do jornal/portal de notícias, tais como não assinar, não comprar, não olhar ou ficar gritando bilu-bilu-bilu durante a leitura do artigo para não se contaminar com a (assim considerada) burrice alheia, as pessoas preferem se aborrecer lendo o que não gostam.

Essa alma de censor do brasileiro mostra a quantas anda nosso nível de preparo para desfrutar as benesses da democracia. Gostamos de apregoar nossa aversão ao radicalismo por conta do convívio pacífico de diversas etnias, mas as seções de cartas dos leitores apontam a baixa tolerância à opinião divergente do alfabetizado médio nacional.

E não só isso. Muitos usam o grau de compatibilidade doutrinária para julgar mérito estético. Já li caras de direita dizendo que o Verissimo não sabe escrever, uma inverdade facilmente constatável pela leitura de qualquer parágrafo que o cara já tenha produzido. Mesma coisa com o Paulo Francis, que podia ser contestado em vários níveis, menos no do talento.

Sei que é difícil reconhecer beleza plástica em gol adversário, mas em nome da justiça é de bom tom se permitir essa grandeza eventualmente. Até porque tem aquela história, mesmo um relógio quebrado dá a hora certa de vez em quando; com o Jabor não é diferente.

E juro que não estou escrevendo em causa própria. Na única vez que alguém mandou email para o Zé José pedindo minha cabeça, ele resolveu me dar um aumento.

*****

Dose dupla do Arnaldo Branco*.

* Desculpaí um post tão grande, com letras pequenas e sem figurinhas para colorir nestes tempos de leitura tão curta, mas é que se foda, né? Eu curto o trampo do cara e alguém neste mundo tem que perder tempo se dedicando a um texto maior, pôrra. Aliás, não sei como eu consigo gostar do penso de um flamenguista com pinta de arrogantxi, pinta essa comprovada quando cruzei com o tal em um caixa automático do RJ no Carnaval do ano retrasado (no dia de um tal bloco d’Os Pirata ou álcool assim, acho, sei lá; eu estava bêbado e ele, provavelmente, também) e cumprimentei o dito cujo pelo nome com o meu jeito curitibano de ser, só para ser (in)solen(t)emente ignorado pelo mesmo. Carioca(s), bah…

Postado por Nego Lee às 12:07

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Sem Resposta



Mesmo sem saber das coisas eu espero que você compreenda que preciso falar do que aconteceu comigo ontem à noite. Aquelas coisas pegajosas eram seres interplanetários. Só podiam ser. Senão o velho ainda estaria vivo. Ou a culpa teria de ser toda imputada ao Joca, que é homossexual, mas não tem bolas para assumir isso. Caralho! As coisas andam insuportáveis aqui em cima. Eu queria um chapéu. O sol não é legal à noite. Ele não brilha e tudo que podemos fazer é esperar o amanhecer. Mas aí já é outro dia e ninguém mais sabe o que foi feito de ontem. Afinal, o ontem vai pra onde quando o hoje chega? Eu queria apenas uma magiquinha qualquer capaz de me enfeitiçar por mais alguns segundos. Você não acha que seria legal?

...não sei por que fico conversando com você, Dona Parede! Você nunca responde...

Postado por Nery Nader Jr às 10:47

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sexta-feira, abril 24, 2009


Você já viu isso aqui?

Postado por Nego Lee às 09:06

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quinta-feira, abril 23, 2009


David Lynch & Moby.

Postado por Nego Lee às 20:07

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quarta-feira, abril 22, 2009


NYC: 1961 vs. 2009.

Postado por Nego Lee às 09:04

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sexta-feira, abril 17, 2009


Comentando




De um post do Blue Bus de ontinti: segundo uma matéria do jornalistão Michael Malone (publicada semana passada no site “ABC-ABC-Toda-Criança-Tem-Que-Ler-E-Escrever News”), a maneira como você colabora escrevinhando pela Internet define a vossa pessoinha como um determinado tipo de comentarista. Ou “seje”: se você participa de fóruns ou publica comentários em blogs, pode se encaixar em algum dos quatro tipos descritos pelo carinha lá.

Como perguntou a moça feia que caneteou o treco no ônibus azul, será que você se identifica com algum deles?

*****

Troll - Esse é o tipo que intencionalmente visita os sites para acirrar as discussoes, provocar reaçoes furiosas de outros usuarios. E entao ele desaparece.

Skimmer - Esse é aquele que lê apenas o titulo ou uma frase, tira conclusoes erradas e entra numa discussao que acaba fazendo com que ele passe vergonha.

Kumbaya - Esse aparece quando o debate já avançou muito e pergunta - 'Será que nao podemos chegar a um consenso?'. Em geral, é ignorado ou descartado.

Parser - Esse está preocupado com a gramática, corrige comentários de outros, esquecendo que a comunicaçao na internet é rápida e casual.


*****

P. S. 1: Propositadamente, eu mantive o texto como foi escrito por ela, sem acentos e outras cousas indispensáveis para mim como redator. E comento: comunicação “rápida e casual” de cu é rola. De anal-fabeto.

P. S. 2: Algo a comentar?

Postado por Nego Lee às 00:05

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quarta-feira, abril 15, 2009


Old You



A fita K-7 é tão passado quanto você. Tanto que carece até de explicação didático-infantil. Via @inagaki.

Postado por Nery Nader Jr às 09:41

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segunda-feira, abril 13, 2009






Uma segunda-feira como todas as outras. Ou não. O que pode fazer um dia ser diferente, especial e supimpa? Nada, ninguém, coisa alguma além de você mesmo. Por isso hoje eu, enquanto eu, quis uma segunda longe de ser de segunda. Pode ser? Então manda duas.

Postado por Nery Nader Jr às 14:29

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quarta-feira, abril 08, 2009


Nerd dream.

Postado por Nery Nader Jr às 16:24

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segunda-feira, abril 06, 2009


“Elektra Assassina – O Filme”



Por conta das fotos, do trailer, das matérias e das críticas, eu passei longe de “The Spirit – O Filme” (voltou essa mania de tascar “O Filme” em tudo que é filme, né? Saco!). Talvez mais tarde, num DVD, e ainda assim só quando ele deixar de ser lançamento na prateleira. No lugar dele, reli “Elektra Assassina” – um dos melhores filmes do Frank Miller jamais filmados. Se Hollywood (ou a Fox) fosse mais ousada, esta minissérie seria a base daquele filme ruim (pelo que dizem, já que eu também não o vi) com a Jennifer Gardner. Só que sem a Jennifer Gardner. No lugar eu colocaria a Mary Elizabeth Winstead. Acho que ela tem aquele jeito candy-malvado essencial pra Elektra. O fato dela não saber atuar direito não conta, pois poderia ser amenizado com a escolha de um diretor decente daqueles que extraem grandes atuações da sua boiada. Se bem que ele deveria ser meio surrealista e psicodélico e... hmmm... Terry Gilliam tá ótimo. E pro papel do Garrett, ninguém melhor do que o Danny Trejo. Cara, sou bão de casting, hein? Já quanto ao ritmo, ele seria bem picado mesmo, quase episódico, respeitando os capítulos da HQ. E nada de amaciar nada. Tem que ter violência extrema, ironia extrema, exagero extremo, uma heroína psicótica, um herói corrupto e desleixado e um vilão boa-pinta, ainda que cheirando a maionese podre. Imagina no cinemão aquele primeiro capítulo totalmente surreal, misturando desenho animado, fotomontagem, pintura, filme PB e o que mais a psicodelia permitisse para que a gente entrasse de cabeça na cabeça de alguém muito maluco das idéias. Cool. Já as sequências de ação seriam ipsis litteris os quadros da HQ, que parecem mesmo pensados pra cinema, com suas perseguições de helicópteros e batalhas ninja debaixo d’água. Eu deixaria ainda os pensamentos desconexos e intercalados da Elektra, do Garrett e do Perry, pra que a história não tivesse um narrador onisciente, mas gente doente contando uma história doente. E o visual, claro, seria surreal de tudo, incluindo aquela máquina de costura que remenda o Garrett e aqueles helicópteros em forma de, sei lá, torres de jogo de xadrez, talvez. Imagina ver na telona esquisitices como os anões da divisão de clones e o próprio Ken Wind (que ainda não sei como seria retratado – talvez uma foto animada, estilo South Park). Acho que chamaria o próprio Bill Sienkiewickz como diretor de arte do filme. E o final... cacete... um final daqueles seria o final ideal pro filme. Não dá pra entender como os produtores ainda não fizeram este filme. Eles teriam um puta insucesso nas mãos. Mas um insucesso que viraria cult eterno. Ou pelo menos um cult divertido pra caramba.

Postado por Nery Nader Jr às 16:16

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sexta-feira, abril 03, 2009


Não Brinca Com A Comida, Piá De Merda!



O mundo anda ficando cada vez chato. Isso é um fato. O estilo de vida politicamente correto parece mais um espectro sinistro a nos envolver cada vez mais, nos algemando, calando bocas, enclausurando vidas e matando a graça de tudo. E tudo pra quê? Sabe que eu não sei.

Ok. Até acho que as baleias devem ser salvas, mesmo sem nunca ter visto uma. Os pandas também, pois são fofos. Até mesmo os jacarés de papo amarelo merecem uma chance – eu inclusive acho que o Barigui é o lugar deles. O meio ambiente, claro, se mostra tão fudido que a gente deve mesmo tentar agir diferente, ainda que eu pense que talvez já seja tarde demais. E tratar de informar, agir e bla-bla-blar é normal, compreensivo e legal. Mas tem ONG que exagera. E extrapola. E torra o saco.

Agora querem acabar com os brindes nos lanches das cadeias de fast-food. Ou acabaram. Ou estão acabando. É que essas pendengas jurídicas são meio cafusas mesmo. Culpa, ao que parece, desta ONG aqui. E lá vai o Ministério Público fazer o que não sabe fazer direito. E lá se vão as lembrancinhas legais, sob a égide de que são elas que fazem as crianças se empanturrarem de comidas mortais. Sei. Então tá. Então agora não veremos mais crianças no McDonald’s ou no Burger King. Afinal, os pais não gostam mesmo de ir lá, não é?

Não é. A diferença é que agora as crianças vão entupir suas veias com outros lanches, talvez maiores, já que “o lanchinho pequeno não tem mais brinquedo mesmo”. Penso que o próximo passo seja retirar os parquinhos destas lanchonetes. É isso que atrai as crianças, em última instância. E você sabe como esses brinquedos são perigosos. Além do que subir e descer de escorregadores coloridos não é lá um exercício muito legal. Melhor mesmo é que as crianças permaneçam sedentariamente sentadas até a chegada da gordurajeira.

Assinar uma medida assim é como assinar um atestado do tipo “os pais são todos uns antas”. Como se fossemos todos retardados mentais sem controle alguns sobre nossos pequenos ditadores. Pô, deixa que eu exerço o meu direito de dizer “não” ao meu filho. E se for pra dizer “sim”, que seja eu a dizê-lo, e que isso venha através da meritocracia, do sentimento de valor das coisas e coisas assim. Tá, pode até ser que muitos pais sejam antas demais. Mas então que tal uma campanha de esclarecimento, com argumentos e etc e tal? Afinal, tirar o brinquedo das mãos das crianças é sacanagem. Até porque, pra muitas crianças, esse é o verdadeiro brinquedo a que elas têm acesso. Porque é barato e é bem feito. Experimente encontrar um boneco licenciado da Disney, Warner ou Cartoon Network numa loja de brinquedos. Você vai morrer com cinquentão, no mínimo. Mas lá na lanchonete, a coisa toda sai por menos de quinzão. E pra muita criança ir a um fast-food é um evento diferente e divertido. Ah vá, deixa eles comerem umas gordurinhas de vez em quando. Vai dizer que você não comia das suas besteiras quando infante? Agora, se a criança é daquelas que não sai das lanchonetes, e tem todas as coleções e tudo mais, pô, para de mimar esse pentelho. Porque o erro, com certeza, não está só no que ele come. Por fim, tem muito marmanjo (e marmanja) que gosta de um brinquedinho. Só dessa coleção recente, do “Star Wars”, eu queria todos os itens. Mas não comprei, nem pra mim, nem pro meu piá. Temos três, num regime quase comunista de “o que é teu é meu também”. E pronto. Tá bom demais.

Mas calma que tem mais. Não satisfeitos com isso, o pessoal desta tal ONG quer também detonar os brinquedos dos ovos de Páscoa. É isso aí. Chocolate pode. Chocolate + brinquedo não. Por quê? Porque seria esta combinação que levaria os pimpolhos a comer tais doces. Sei... Na nossa época (ah, bons tempos aqueles) não existiam brinquedos nem ovos temáticos com dupla cobertura e o caralho a quatro (ah, nem tão bons tempos aqueles). E mesmo assim a gente se entupia de chocolate parafinado e caixa de bombom com aqueles famigerados recheados de passas, ameixa e frutas afins. A diferença está em saber dizer não à comilança. Não era hora de uma ONG surgir pra ensinar mais rigidez aos pais? Pronto! Senão, o jeito é esquecer o kinder ovo, a figurinha do chiclete, o palitinho plástico de picolé que encaixa no outro, o brinquedinho no sucrilhos, a bexiguinha no sorvete de maria-mole e por aí vai. E já que é assim, se são os adultos que não sabem regular os filhos, talvez seja porque eles também não sabem se autorregular. Então chega de brindes adultos, como xícara de Nescafé, vidros decorados de massa de tomate e colher de plástico junto com, sei lá, aqueles iogurtes que fazem a gente cagar.

E se você continuar navegando no site da Alana, vai encontrar outros absurdos diversos, geralmente contra comerciais de TV divulgando produtos infantis (comidas e brinquedos) e até mesmo uma reclamação contra o Mauricio de Sousa que, vejam só, aceita anúncios destes mesmos produtos direcionados para crianças em suas revistinhas. Absurdo. Tá, argumentar que a publicidade nos seus gibis é uma de suas fontes de renda não vale. Afinal ele já deve estar rico, não é mesmo?

Tem mais alguma coisa que te incomoda? Monta uma ONG e vai pentelhar a vida alheia. Quem sabe você consegue deixar este planeta sem graça ainda mais sem graça.

Postado por Nery Nader Jr às 16:17

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quarta-feira, abril 01, 2009


História(s)



Pâncreas era o apelido de Sócrates, aquele do Calcanhar de Aquiles. Baço era o Deus do Vinho e morreu do fígado, como cantado na ópera “Fígado/ Fígado/ Fígado/ Fígadooooooo…”. As duas bichas se cruzaram em um churrasco grego e, depois de uma pelada, só tragédia: de amor platônico a trepada homérica em um ato sexual. Fim.

Postado por Nego Lee às 18:30

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Para Melhor Crescer



Post velho em blog novo: clicaqui e veja no sítio da Hermínia Albuquerque uma meia-dúzia de cinco dicas culinárias (?) minhas, pré-históricas e requentadas, como tudo que sai daqui.

Postado por Nego Lee às 18:07

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Fraseando

"MSN é Twitter de velho."

Postado por Nego Lee às 09:01

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