terça-feira, novembro 30, 2004


"Os Incríveis" (Brad Bird)



Ok, "Shrek 2" é divertidíssimo, mas não consegue se livrar de um certo gostinho de quitute requentado nas piadas, situações e referências.

Já "O Espanta-Tubarões" eu não vi, mas ouvi dizer por aí que é meio xarope.

Da mesma forma, "O Expresso Polar", que eu também não vi, me parece computação demais pra história de menos.

Portanto, "Os Incríveis" já está eleito (por mim) como o melhor filme de animação computadorizada do ano.

Diferente de "Shrek 2", o filme da Pixar não escancara unicamente através de piadas as suas múltiplas referências. É claro que elas estão todas lá, e vão desde os óbvios quadrinhos de super-heróis (alguém aí falou em Quarteto Fantástico?), passando pelas séries de TV sessentistas, como Thunderbirds e Jonny Quest, esbarrando ainda nas sitcoms e até mesmo nos melhores filmes de 007 - aquelas da fase Sean Connery. Só que as citações de "Os Incríveis" surgem não apenas nas ótimas piadas, mas através da fantástica trilha sonora - calcada nos sons das velhas big bands, no design de carros, casas, QGs e espaçonaves e no improvável clima de nostalgia.

O roteiro é focado na ação (do meio pro fim quase falta fôlego para acompanhar todas as reviravoltas, perseguições e lutas), mas com doses certeiras de suspense e humor, misturando ironia e respeito ao brincar/sacanear os super-heróis. Além disso, qualquer marido/esposa/pai/mãe/filho/filha se identifica nas diversas situações cômico-familiares, que só diferem das que acontecem na sua casa porque você não tem super-poderes.

Incrível ainda como este filme consegue ser o mais autoral de todos os que a Pixar já fez. O diretor e roteirista Brad Bird, do magnífico e quase desconhecido "O Gigante De Ferro", consegue impor o seu estilo e personalidade, optando por um visual meio retrô e uma caracterização cartunesca dos personagens, bem mais condizente com uma animação infanto-juvenil do que o hiper-realismo-tosco de um "O Expresso Polar". Para quem gosta de HQs é legal perceber que Bird se inspirou ainda naquela onda de exílios de super-heróis, popularizada por clássicos do fim do século passado como "O Cavaleiro Das Trevas", "Watchmen" e "O Reino Do Amanhã". Só que aqui o exílio é abordado com muito bom-humor, revelando as dificuldades enfrentadas por uma família de super-heróis que não pode exibir seus poderes em público.

Ao término do filme, além de sair com um sorriso de orelha a orelha, periga até você querer encolher a sua barriga dentro de um uniforme colante. Até aí tudo bem. Mas nada de capa, por favor.

Postado por Nery Nader Jr às 16:57

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segunda-feira, novembro 29, 2004


Nada Como Um Bom Show De Rock And Roll Para Renovar A Nossa Fé Na Humanidade



Suspeito ser suspeito demais para conseguir resenhar decentemente um show do Pato Fu. Afinal, onde sobra intenção, falta (e muito) a tão necessária isenção.

Então, só me resta dizer que o show de sábado passado, passado no tal Curitiba Center Art, foi bom demais da conta. Após uma ausência de um longo par de anos, o retorno da banda que o MegaZona adora adorar se fez através de uma apresentação irretocável, a despeito do cansaço dos integrantes por conta de vôos-escalas-transtornos/tudo-sem-o-devido-sono; e a despeito do som ruim de uma casa que pelo menos tem o mérito de estar trazendo shows legais; e a despeito de uma galera nem sempre dançante e nada pogante.

O último (e ao vivo) CD foi a base do show, mas pipocaram mais coisas legais como "Deus" e "O Filho Predileto De Rajneesh", além da musiquinha da secretária eletrônica - devidamente adaptada ao novos tempos - como bônus track do bis. Sem falar na bela nova canção que eu obviamente não vou lembrar do nome, mas que pela melodia vocal me lembrou Roberto Carlos (!).

Só faltou mesmo "O Mundo Ainda Não Está Pronto", mas essa falta sempre. Só não pode faltar o pedido.

E fechando a animada festinha de aniversário promovida pelo Alexandre, nada melhor que um X-Picanha do Waldo para repor as energias e garantir algum fiapo de disposição pro cinemão de domingo (falo do filme daquiapoco ou mais tardar amanhã).

Que mais? Sei lá.

Postado por Nery Nader Jr às 16:38

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sexta-feira, novembro 26, 2004


Outra Vida



Tinha olhos tristes. Como os meus. Mas era uma princesa. E eu, um plebeu. Jogou cartas comigo. Perdeu. Quis revanche. Não dei. Dei-lhe um beijo. E foi bom. E foi o nosso adeus.

E até hoje contam histórias de uma princesa tristonha. Que ainda sonha com o beijo de um viajante atrevido. Que ousou visitá-la em seu quarto proibido. Que ousou beijá-la em sua boca proibida. Que foi posto a ferros por tal ousadia descabida. Que morreu sem soltar um único gemido. E que vive ainda nos sonhos da princesa que por um segundo sonhou outra vida.

Postado por Nery Nader Jr às 17:59

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Amanhã é o meu aniversário. 31 anos. Não precisa me dar presente ou parabéns. Como diz a (velha) canção, "Gimme 30 and that will be OK/ Gimme 30 and that will be allright". ; )

Postado por Nego Lee às 10:41

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"Menina Dos Olhos" (Kevin Smith)



Sobre o filme, falo depois. Antes, vamos aos envolvidos.

Sobre Ben Afleck: Esqueça que ele fodeu com o "Demolidor" (Mark Steven Johnson). Lembre que ele - ainda - é o grande garoto que, ao lado de Matt Damon, ganhou o Oscar de Melhor Roteiro por "Gênio Indomável" (Gus Van Sant). E isso, somado ao fato dele ser um pinguça dos profissa e ter comido a J-Lo, coloca o cara na turma dos mais com prós do que com contras. Aqui neste filme, o ator está comedido como deve ser (leia-se sem as caretas habituais), e até bastante sensível, de acordo com a necessidade exigida na película - não muita, mas vá lá.

Sobre Liv Tyler: Não é Liv Tyler que se escreve: é Love Tyler. Quem é essa mulher? Não sei. Só sei que, mesmo com o grande deslize na paternidade, a mina é irrepreensível. Cá na obra, mesmo com curvas a mais no corpinho e a menos no rostinho (estas muitas vezes fundamentais para melhor atuação da moça), a tal da Tyler consegue roubar cenas e corações alheios. Um amor.

Sobre Kevin Smith: O cara virou o jogo e abriu vantagem. Agora, está 4 x 2 no placar de filmes bons x filmes ruins do nosso estimado diretor americano. Do lado dos acertos, os velhos e bons "O Balconista", "Barrados No Shopping" e "Procura-Se Amy". Do lado dos deslizes, os mais novos (!) "Dogma" e "O Império (Do Besteirol) Contra-Ataca". And now, com esta delícia da "Menina Dos Olhos", o barbudo saca novamente que, às vezes, vale a pena deixar de lado o abuso do mundo pop e botar a dupla Jay & Silent Bob na geladeira para fazer uma doce e bela película com a menor das intenções.

Sobre o filme (enfim): É uma doce e bela película com a menor das intenções, eu já disse, ué. Lindo, leve e solto, exagerando, mas foda-se: a opinião é de eu. Supraindicado para quem é pai (principalmente de mulher), para quem já perdeu alguém próximo para Deus, para quem está num momento de decisões pessoais/profissionais e para quem não se encontra em seus better days. Ou seja, supraindicado para gentes que se flagram chorando no cinema em plena quarta-feira útil, com um típico filme sessão da tarde e água com açúcar. Pois é.

Sobretudo, assista aí, vai. Eu nunca te peço nada. ; )

Postado por Nego Lee às 10:37

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quarta-feira, novembro 24, 2004


Letras De Música Que Eu Também Posto No Meu Blog (Mesmo Não Lembrando O Resto Do Título Do Post)



“GIMME 30” (Pato Fu)

La vita è molto lunga per essere vissuta del tutto
È troppo grande, eccessivamente larga per me
La vita è molto lunga per essere vissuta del tutto
È troppo grande, eccessivamente larga per me

E eu que vivo só pra ela
Só pra soprar ela,
O que pra mim está OK
E eu que vivo só pra ela
Só pra soprar ela,
O que pra mim está legal

E se meu samba morrer
Ainda sobra sem querer
Um ano e meio de Carnaval

Gimme 30 and that will be OK
Gimme 30 and that will be allright

La veritá è che io sono povero
Poverino io sono
E quello che ho non basterà affato
Per vivere tutta la vita senza morire

Postado por Nery Nader Jr às 11:52

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terça-feira, novembro 23, 2004


Questã



Propaganda de chocolate não deveria vir com um "Aprecie Com Moderação"?

Postado por Nery Nader Jr às 18:11

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sexta-feira, novembro 19, 2004


Bandas Bacanas II



Na verdade bem menos banda e bem mais projeto solo do ex-Astromato Armando Sato Turtelli, o Ártico Blue é pop do bom, com guitarras do bem, melodias assobiáveis e letras legais. Baixações aqui e/ou aqui.

Postado por Nery Nader Jr às 17:41

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"Sob O Domínio Do Mal" (Jonathan Demme)



"Aliás, cadê você, Demme? Qualquer um que goste mesmo de cinema anda sentindo a sua falta."

Com a frase aí de cima eu terminava a minha resenha do péssimo "Hannibal", salientando que as inúmeras qualidades do seu predecessor ("O Silêncio Dos Inocentes"), dirigido por Jonathan Demme, iam todas por água abaixo na continuação desnecessária de Ridley Scott. Ao mesmo tempo, aproveitava para ressaltar a falta que Demme e seus bons filmes faziam ao cinemão americano. É fato que o cara nunca parou de filmar. Só ficou um pouco afastado das grandes produções.

Mas ei-lo de volta, provocativo como sempre num filme de suspense sem nenhuma grande cena de ação, sem nenhuma perseguição, sem reviravoltas tolas que põem tudo a perder.

"Sob O Domínio Do Mal" é na verdade uma refilmagem do filme homônimo de outros tempos, quando a guerra fria estava na moda e o terrorismo ainda engatinhava. É claro que adaptações foram feitas, deixando a trama muito mais atual e integrada à era Bush.

No fundo, a idéia de soldados sofrendo lavagem cerebral e agindo de acordo com os desígnios de grandes corporações não deixa de ser também uma alegoria para a lavagem cerebral consciente a que tantos amerdicanos se submetem sorrindo e babando.

Mas mesmo que tal analogia seja muito mais minha do que do filme, ele não deixa de ser uma excelente diversão com cérebro, trazendo altas doses de tensão sem que para isso precise se apoiar nos recursos fáceis de botar todo mundo pra correr. O fato é que Demme sabe ir fundo nas tramóias e emoções, extraindo uma excelente atuação do quase sempre coerente Denzel Washington. Já a Meryl Streep me pareceu melhor na primeira parte do filme, conseguindo ainda assim surpreender no final. Não dá pra deixar de citar também o ótimo elenco de apoio e a fotografia opressiva, capaz de criar a sensação de onipresença do(s) Grande(s) Irmão(s).

Mas é claro que, se você prefere outro tipo de lavagem cerebral, o novo filmeco da Xuxa deve estrear em dezembro.

Postado por Nery Nader Jr às 17:16

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Rebimboca Da Parafuseta



Dia desses fui levar o meu possante - o meu carro, no caso - até a concessionária para uma revisão etc e tal. Vale lembrar que odeio o mundo automobilístico e não entendo nada deste clássico, inseguro e imbecil fetiche masculino. Nunca comprei uma Quatro Rodas na vida (sempre preferi Playboy). Se eu abrir um capô para um conserto e um corpo humano para um transplante o entendimento é o mesmo. Acho F1 um porre e quero que o Senna morra. Ah, já morreu? Então tá. Pois é.

Como estava dizendo antes de eu me interromper, dia desses fui levar o meu possante - o meu carro, no caso - até a concessionária para uma revisão etc e tal e, lá, sentadinho à espera de uma burocracia qualquer, observei na parede do lugar um banner com um grande questionário para os clientes, tipo uma primeira avaliação do veículo segundo o proprietário, quase um guia para ajudar no diagnóstico do que rola com a caranga. Pois é de novo.

A primeira das questãs era a seguinte: "Menu de Sintomas - Barulhos e Ruídos". E o que a gente tinha que preencher sobre o automóvel era algo mais ou menos assim:

1. Definir o tipo de barulho ou ruído:

( ) Batida
( ) Estalo
( ) Chiado
( ) Rangido
( ) Assobio
( ) Rajada
( ) Grilo
( ) Zumbido
( ) Clank

Caralha! Cuma que alguém normal vai saber a diferença? Alguém me explica? E mais: se eu tivesse que responder, iria de "Sploct-Crac-Tump-Uh-Te-Re-Rê!". Iria mesmo. E você?

Postado por Nego Lee às 14:09

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quinta-feira, novembro 18, 2004


Nome De CD



A minha banda de rock ainda não tem nome (talvez por eu nem ter uma banda de rock ainda), mas já escolhi o nome do nosso primeiro CD: Homônimo.

Postado por Nery Nader Jr às 18:19

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quarta-feira, novembro 17, 2004


Desenhando & Andando

Adendo: Nos idos de lá vai pedrada, o pai deste blog (sim, este blog já teve pai, ainda que bastardo, drogado e prostituído) ainda era vivo e de tal forma vivia na forma de um fanzine de papel (o que é papel?) recortado, colado e xerocado (xerocado?). E naqueles tempos, em verdade eu vos digo que me aventurava na quadrinização tosca de idéias ainda mais toscas. E eis que chafurdando na lama do passado, embrumado num saudosismo repulsivo, me deparei com alguns mal-traçados traços inéditos (como se os que já foram publicados no tal fanzine não o fossem para o resto do mundo) e decido, num rompante de insanidade, publicá-los. Aqui vai o primeiro de uma leva catreva. Fato é que nunca vi tamanha introdução edificante para uma tirinha tão insignificante.



Postado por Nery Nader Jr às 11:14

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sexta-feira, novembro 12, 2004


Ministória VIII



Olhou para ela. Ponderou. E chegou a conclusão de que valeria a pena ter mais um adeus em sua vida.

Postado por Nery Nader Jr às 15:17

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Mais Da Mesma



Faz quase um ano e exatamente um mês que eu postei sobre isso. Mas é um assunto que não me cansa: minha filha. Mais precisamente, os escritos da baixinha. Desta vez (e novamente), um texto dela foi escolhido para constar no livro que é publicado todo ano pela escola. Assim, a Srta. Carolina, 8 anos, da 2ª série D do Colégio Medianeira, está de novo nas páginas dos mais dizeres bam-bam-bans de 2004. Não preciso dizer como estou eu. É só imaginar que o cabo do teclado de onde digito essa humilde missiva é a única coisa que me prende ao chão. É isso.

Agora, Alexandre orgulhosamente apresenta… My daughter!

*****

Uma Viagem Para A Lua

Eu e minha amiga Márcia estávamos no quarto dela, num tédio. Já estava enjoada de comer bolachas! (Ela só come bolachas.)

Falei para Márcia:

- Quero brincar de alguma coisa… Não quero ficar só comendo bolachas!!!

Ela então, teve uma idéia:

- Humm, que tal irmos até a Lua?

E pensei comigo: - Ela inventa cada coisa! Pegamos alguns pacotes de bolachas para comermos no caminho…

- Só um problema, não temos um foguete! - ela falou.

- Não tem problema, a gente constrói um; vem, meu pai tem algumas tábuas de madeira guardadas.

Então começamos a construir um foguete, pegamos cola de madeira, porque o pai dela não deixa a gente mexer no martelo e nem no prego.

Depois que terminamos, pegamos tinta para pintar (rosa de preferência) e ficou lindo! Entramos no foguete e partimos para Lua.

Quando chegamos na Lua encontramos o robô mandado por cientistas, depois de muito tempo partimos para Saturno. Lá encontramos Saturninos, mas não falavam a nossa língua… ouvimos um barulho… me assustei e Márcia falou:

- Calma, calma, é só o meu estômago. (Ela queria mais bolachas!!!)

Voltamos para o foguete pegar bolachas… e decidimos partir para a Terra. Contamos tudo para nossos pais e eles falaram para nós:

- Essa imaginação! Crianças…!

Depois fomos até o meu quarto e começamos a brincar, esquecemos essa brincadeira e partimos para outra.

Postado por Nego Lee às 11:59

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Adendo: Desempregado é uma merda. Anteontem, eu estava com preguiça de tudo (inclusive de postar). Ontem, idem (idem). Hoje, ibidem (ibidem). Mas resolvi desenferrujar as falanges e dar as caras neste mundo aqui, só pra contar um causo pra vocês. E o causo é: fui ao cinema de tarde! Em pleno dia útil! É, é só isso sim. Mas prum neguinho que não sabia o que era férias faz uns dois ou três séculos e meio, mais ou menos, é quase o nirvana. E não é vagabundagem não: é ócio criativo (sempre quis usar este termo pra mim). Só que, ao contrário dos meus amigos de blog, que vêem filme bacana, o retardado aqui escolheu uma bomba, que eu resenho aqui. Com vocês...

"Táxi" (Tim Story)



Sei lá porquê/porque/por quê/por que vi este filme. Sei sim: Gisele Bundchen. Ah, eu não estava a fim de pensar... Releva, vai... Pois é. E a tal da Gisele Bundchen é a única coisa boa do filme. E olha que ela é uma atriz de quinta, prova viva de que top models não deveriam abrir a boca pra mais nada além de. Uia, deu até arrepau no pio. Fica imagem na cabeça. Fica imagem na cabeça.

Pois é de novo. A história da película é a seguinte: uma mulher que era motoboy de bicicleta, ou bikegirl, sabedeus, compra um táxi e, num dia qualquer, conduz um policial loser (desculpe a redundância) numa caçada a uma quadrilha de ladrões de banco. Só que os ladrões não são ladrões: são ladroas, ladras boas lideradas por... Gisele Bundchen! E é isso. E dá-lhe uma hora e meia de humor horroroso, edição tenebrosa, trilha chatosa e atuação geral escabrosa, entrecortada por modelos gostosas em close vestindo microroupas - eba! - e falando com um delicioso/duvidoso sotaque português (?), além de perseguições de carros e outras manisfestações hormonais de heterossexuais inseguros, essas coisas.

Pra não ser injusto com toda a obra, destaco aquela cena em Gisele Bundchen revista a tenente loira. É uma grande contribuição para a sétima arte. E pra não dizer que não rolou um prazerzinho na cabeça de cima, teve uma cena em que a dona do táxi e o meganha dãrde, por engano, abrem um cilindro de gás hélio (ou gás do riso, não lembro) numa sala fechada e começam a falar esquisito e rir feito dois bobões. Foi hilariante. Hilariante para eles, no caso, pois para mim, rendeu só uma cosquinha, um sorrisinho amarelo, enfim, quase uma tentativa vã e desesperada de obter algum tipo prazer e salvar pelo menos alguns centavos do ingresso.

E foi isso. Minhas conclusões...

Ponto alto: Gisele Bundchen.

Ponto baixo: Gisele Bundchen.

Moral da história: Eu sou uma besta. Joguei fora R$ 4,00, quase um Milkshake de Ovomaltine do Bob's. Quando você quiser umas aulas sobre a arte de perder tempo e dinheiro, é só me e-meiar.

Postado por Nego Lee às 11:56

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Bandas Bacanas I



Biônica é uma banda de mulheres (e um cara) detonando um punk rock garageiro, guitarreado e gritado (às vezes) em francês (?). Yeah! Compre o disco dele/as aqui ou ouça (e baixe) algumas canções aqui. O MZ sugere: "As Aventuras Da Berne Biônica No País Tropical De Atabaques", "Para Maria" e "Bioníssima".

Postado por Nery Nader Jr às 10:03

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quinta-feira, novembro 11, 2004


Subcultura Inútil



Você sabia que os nomes das imagens dos meus dois últimos posts (além deste) começam com "esq"? Tá, e daí?

Postado por Nery Nader Jr às 10:33

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quarta-feira, novembro 10, 2004


"Os Esquecidos" (Joseph Ruben)



Não é pra tanto. Nem pra tão pouco.

"Os Esquecidos", definitivamente, não é o melhor e mais original suspense desde "O Sexto Sentido", como o equivocado comercial de TV insiste em alardear. Até porque o tema e o estilo fílmico são diametralmente opostos.

Por outro lado, também não é a bomba descerebrada e esquecível que a crítica viu por aí.

Na realidade, "Os Esquecidos" tem muito mais de "Arquivo X" do que de qualquer outra coisa. E para um fã do seriado como eu, que adora ver nas telas (inhas e onas) conspirações, sobrenaturalidades, extraterrismos, misteriologia e outras estapafurdices, o filme é um prato cheio.

Esqueça a plausabilidade e o pretenso tom intimista e quase sério. Estamos diante de um filme B feito para divertir, ainda que o diretor Joseph Ruben consiga imprimir, com certa elegância, um climão de suspense psicológico. Pelo menos até a metade da projeção. Ou menos, já que desde o início certos enquadramentos e alguns relances desnecessários minam a intenção do filme em ser levado a sério.

Longe de mim isso tudo ser defeito. Distante de finais surpresa e grandes reviravoltas tolas o filme segue com seu suspense do bom, fotografia soturna, alguns sustões legais (por conta de efeitos especiais idem) e um ritmo bacana. Dos atores não tenho muito o que falar, já que o filme é todo da Juliane Moore, que manda muito bem e não é de hoje. Só lamento o subaproveitamento do Gary Sinise, mas passa.

Em suma, se você sempre achou que o seriado "Arquivo X" não passava de um apanhado de besteiras sem sentido, não perca o seu tempo vendo o filme em questão. Agora, se você até hoje sente saudades do Mulder e da Scully correndo atrás da verdade, não se esqueça de ver "Os Esquecidos" (gostou do trocadilho infame, hein, hein?).

Postado por Nery Nader Jr às 11:37

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terça-feira, novembro 09, 2004


Questã



Afinal, por quê cargas d'água a Esquadrilha Abutre queria tanto pegar o Pombo Doodle?

Postado por Nery Nader Jr às 18:13

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Uma Música Para Cada Dia Da Semana



"Sunday Morning" = Velvet Underground
+
"Monday, Monday" = Mammas And Pappas?
+
"Ruby Tuesday" = Rolling Stones
+
"Wednesday Like A River" = Prince
+
(Obs.: Não sei/lembrei de nenhuma com "Thursday".)
+
"Friday I'm In Love" = The Cure
+
"Saturday Night Live" = Bee Gees?

Outras? Vale músicas mais novinhas que as do desatualizadão aqui. Vale mais de uma sugestão por data. Vale, óbvio, canções em português - ou outras línguas. Schlépt! Só não vale fazer que nem que eu e fuçar no Google atrás de títulos quaisquer só pra não deixar o post inteiro em branco. Enfim, vale tudo. Só não vale dançar homem com homem, nem mulher com mulher. Pensando bem, mulher com mulher vale. Schlépt!

Postado por Nego Lee às 14:31

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segunda-feira, novembro 08, 2004


Momento Nerd



O teaser de Star Wars: Episódio III.

Postado por Nery Nader Jr às 15:06

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Será que finalmente teremos um Natal com neve?

Postado por Nery Nader Jr às 09:58

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Three Story



Três tigres tristes encontraram uma lâmpada mágica e pediram ao gênio três desejos: três coisas que eles levariam para uma ilha deserta. A primeira foi um som três em um; a segunda, um três tabelas; e a terceira, um Escort XR3. Tudo em mãos, tresloucados, comemoraram com um ménage a trois.

Fim.

Postado por Nego Lee às 09:25

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sexta-feira, novembro 05, 2004


Estou sem Internet. Não posso postar. Saco.

Postado por Nego Lee às 18:19

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Extremamente Blergh!



Você já experimentou esse corneto metido a besta da ex-Yopa? O tal do Extrême Gold com circunflexo e tudo? Pois eis que tal sorvete é uma bela de uma porcaria, ainda mais custando exorbitantes três reais e cinqüenta centavos. O sorvete de baunilha é insosso. O recheio de frutas vermelhas é enjoativo e a casquinha de chocolate ao leite só serviu para se derreter inteira na minha mão, e isso em plena e friorenta primavera curitibana. Imagine só no verão do nosso país tropical. Será a que a ex-Yopa não fez testes de degustação antes de lançar essa nhaca extremamente sem-graça?

Postado por Nery Nader Jr às 15:37

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quinta-feira, novembro 04, 2004


Eu Já Falei Do "Kill Bill - Volume II"?



Não, né? Só do volume um, se bem me lembro, se bem que não me lembro muito bem. Mas desta feita não vou de resenha nem de crítica, apenas de opinião resumida em nada menos que duas e nada mais que duzentas palavras.

Em duas: do caralho.

Em duzentas: tudo que explode no primeiro filme (sangue, kung-fu, katanas, cabeças, troncos e membros) se recolhe no segundo (mas sem chegar ao puritanismo porque afinal esta continuação/desfecho também é um Tarantino, óbvio), abrindo espaço para diálogos, claustrofobia, introspecção e um final magistral de tão anticlimático, emblemático e emocionante. As referências se embolam ainda mais, mas sem nunca perder o rumo, e o rumo é obviamente matar o sacana do Bill. Aliás, que puta vilão o Tarantino concebeu, ainda mais numa época em que o cinema anda tão carente de vilões decentes (e de heróis decentes também - tanto que daqui pra frente qualquer pretendente ao cargo vai precisar tomar lições de carisma com a Noiva da Uma). De resto, uma trilha rancheira a cargo do também diretor Robert Rodriguez, um ritmo propositadamente mais lento e introspectivo, delineando melhor a história e os personagens, além do alardeado "quê" de faroeste. Se não é o melhor Tarantino, chega perto. E vai encostar ainda mais nos outros clássicos dele quando lançarem o filme do jeito em que ele foi concebido - como um só. E você tem dúvidas de que a Miramax vai fazer isso pra lucrar ainda mais com a genialidade do nerdão-mor?

Postado por Nery Nader Jr às 15:55

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quarta-feira, novembro 03, 2004


I'm Back



Oi. Tô de volta. Em definitivo. Acho. E aproveito o post-feriadum para introduzir (ops!) este post-insignificantum.

Tá, só mais um pouquinho e eu engreno.

Adendão: ainda que o título e a fota deste post façam referência direta ao "Exterminador Do Futuro" - o filme, não há nenhuma referência explícita ao Exterminador Do Futuro da vida real - aquele apoiado pelo governador Schwarza e que, por incrível que pareça, está na frente pra ser de novo presidente daquele povo que não é gente.

Postado por Nery Nader Jr às 11:05

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