quarta-feira, fevereiro 22, 2006


U2 - 21/02/06 - Estádio Do Morumbi - São Paulo



05h00 - Toca o despertador. Cocô, Yakult, Gilette, Corona (a Ducha Corona, não o Lauro), TIM, Rádio Táxi Faixa Vermelha e lá vou eu para mais uma viagem a serviço do capitalismo selvagem, ô-ô-ô.

07h00 - HSBC, TAM e lá vou eu rumo à cidade que não pode parar. 1/2 jogo de futebol depois das 08h00 e lá estou eu em São Paulo.

09h00 - Horário comercial. Man at work.

11h00 - Xixi.

13h00 - Hotel. Invento de tentar descansar antes da maratona continuar. Não deu. Enquanto eu comia um linguado de cueca no quarto (eu de cueca, não o peixe), minha colega de trabalho Larissa almoçava na tal da Figueira (?) na mesa ao lado de uma celebridade. Silvio Santos? Não: Larry Mullen Jr. Creda, que gay essa parágrafa ficou.

15h00 - De volta ao horário comercial. Man at work again.

17h00 - Boa nova: motoboy chega com um envelope contendo um presente de um fornecedor: um ingresso cortesia para o grande show da noite. Morumbi, lá vou eu.

19h00 - Morumbi, lá estou eu. Antes, fora do campo tricolor, uma boa Skol. (Adendo: Isso de não vender cerveja em estádio de SP é um porre.) Depois, com os dois pés lá dentro, um cachorro-quente ruim do Bob's e um péssimo lugar na arquibancada. Zente, digo: nunca, mas nunca escolham/prefiram ver um show na arquibancada. É mais longe, mais frio, mais tudo de ruim. Meu primeiro Rolling Stones no Brasil foi assim e serviu para descobrir isso. Pista é 1.000.000 x melhor. Gaste e paste o que for possível e impossível, mas quando o pápulo é espetáculo, por favor pise na grama.

21h00 - FFim de um grande show. Franz Ferdinand é de FFoder! Os escoceses tocaram apenas uma horinha, mas foi o suficiente para provar que são dos bão. Tudo bem que banda de abertura de show grande não tem som nem luz que prestem, e também que estádio é cousa demais para o tamanho do grupo, mas FFoda-se: Franz Ferdinand é FFera! O set list foi rachado meio a meio entre sucessos dos dois primeiros discos, com destaque para alguns hits que fizeram o público aplaudir de coração, como "Take Me Out" (que fez eu me lembrar da minha filha, que adora a música do "sha-la-la-la" do meu disco preto) e "Do You Want To?" (que fez eu me lembrar da minha namorada, que ama a cançã em questã e queria estar comigo lá). I'm lucky, lucky, I'm so lucky. FFico imaginando como seria em um lugar FFechado em vez de um palco aberto. Entre quatro paredes, o que o Franz Ferdinand deve FFazer é FFoda! (Adendo again: conheça também outra opinião do show do FF aqui.) E creda again, que gay essa parágrafa ficou também.

21h01 - Toca o celular. Trampo chama. Novamente de volta ao horário comercial. Man at work again one more time e madrugada adentro. Bye, bye, rock & roll all night. Morumbi, lá vou eu pela saída, cumprir o meu dever de cidadão trabalhador de papel passado e carteira assinada, sem nem ver ou ouvir os irlandeses do U2 no palco. Mas ok: eu nunca fui muito fã mesmo.

Fim.

: )

P.S.: última: 11h00 de hoje e mais de 24 horas depois do início da saga de ontem, entra em cena mais uma celebridade (?): Leão, atual técnico porco, junto com um segurança do Palmeiras, esperando um táxi ao meu lado na porta do hotel. Cruzes, o cara parece uma vovozinha com esteróides. Eu, hein.

Fim again.

: )

P.S. again: agora leia o post anterior e faça como eu: fique com inveja dos amigos mafrenses no Rio. Show!

Postado por Nego Lee às 16:44

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terça-feira, fevereiro 21, 2006


Rolling Stones - 18/02/06 - Praia De Copacabana - Rio De Janeiro



Sonolento demais para concatenar as palavras. Cansado demais para digitá-las. Extasiado demais para encontrar as mais condizentes. Mas it's only Rolling Stones, gente. Só que com eles nada nunca it's only.

O fato é que as véia-caqueca do rock são foda. E tudo vale a pena quando a praia não é pequena.

Valem a pena as quase doze horas de viagem noturna, com direito a túneis repetidos de um RodoAnel onde a gente errou feio a saída.

Vale a pena a caminhada de Botafogo até Copacabana, com direito à travessia claustrofóbica e escaldante do Túnel Novo (é esse o nome?).

Vale (e muito) a pena chegar na praia às 14 horas, já achando que o melhor lugar que encontraríamos seria um mocó qualquer a uns duzentos quilômetros do palco, e se posicionar no primeiro grupo de gentes.

Vale a pena enfrentar o sol na venta, o cansaço nas pernas, o sono nos olhos, a areia no corpo, a chatice do AfroReggae e todo o resto.



E foi mesmo assim: uma longa viagem de carro, ultrapassando ônibus e mais ônibus de excursão pelo caminho, em meio a muito papo, risadas, cds pulando, cochilos ocasionais e paradas estratégicas para xixi, água, refri, café e misto morno. Ao entrar na cidade, mais ônibus e ônibus de excursão, a polícia-mais-bem-preparada do Brasil (uma das muitas piadas particulares que não cabem explicar aqui e agora porque demóóóóra) em cada esquina, e uma fila de ônibus que atravessava o Rio de Janeiro inteiro - ou assim me pareceu. Fudeu, pensei. Vamos ficar mais longe do quê o mais longe que eu já pensava que ficaríamos, repensei. Então o jeito era relaxar, tomar um banho, sair do banho já suando de novo, vestir a camiseta exclusiva, a mochila com o kitão de sobrevivência e camelar. Ao chegarmos em Copa, marcamos um ponto de encontro bem longe da muvuca pro caso de nos perdermos - o que aconteceu - e vislumbramos a praia. E o palco. Tinha gente pra tudo que é lado, mas nenhum aglomerado. A galera circulava, comia, bebia e se escondia do sol nas sombras das parcas árvores. Vamos em frente, falei. E fomos. E chegamos lá no começo, quase diante de uma grade de proteção. Foi quando percebemos que, se seguíssemos pelo lado, poderíamos contornar esta tal grade. Compramos uns sandubas numa barraquinha com os simpáticos dizeres "Vem Sem Medo" e passamos para a segunda "galeria". E não é que havia ainda mais uma galeria à frente, logo antes de área VIP? O Jorge foi lá fuçar e acabamos descobrindo que era possível entrar lá também. E foi assim que nos acomodamos do ladinho do palco pequeno. Na seqüência rolou besuntação geral com Sundown 30 e cerveja a dois pilas - o mesmo preço das praias paranaenses (!). Ainda conseguimos emprestar um pouco de sombra de um guarda-sol mineiro. Muito Gatorede, Nutry, água de coco e cerveja depois, o DJ não-sei-quem conseguiu levantar um pouco a galera com uma seleção coerente de musiquetas. Depois veio o AfroMalaReggae, que não conseguiu fazer a gente levantar-se da areia. De lá pude ouvir os caras assassinando "Mosca Na Sopa", "Que País É Este" e "Imagine". Em seguida vieram os Titãs, com um show surpreendentemente vigoroso, compacto e animado (surpreendente porque ultimamente os caras viraram uns chatonildos burocráticos). Mas a performance nada sonífera dos representantes do velho brock conseguiu levantar legal a galera e abrir terreno para os britânicos incendiarem o milhãozinho de pessoas. E não demorou muito.



Após uma viagenzinha semi-lisérgica em um vídeo no telão, os acordes de "Jumpin" Jack Flash" fizeram a galera explodir. A festa de aniversário do Jorge estava começando. Eu e meu irmão o abraçamos e pulamos ao som daqueles velhacos. E digam o que quiserem dos Stones: que já passaram do tempo, que seus shows são caça-níqueis, que não inovam mais em nada. Tudo cai por terra, ou por areia, quando eles entram estraçalhando no palco. Mick parece ligado no 220. Todos os gestos podem e devem ser calculados, mas funcionam bem demais. Não consigo imaginar outro frontman como ele, vivo e esgoelante . Keith é uma múmia viva, conservada em álcool, drogas e rock'n'roll. E toca pra carái. Sem falar que mantém uma baita sinergia com a guitarra do outro maracujá-de-gaveta, Ron Wood. Lá do fundo, Charlie conserva a tal fleuma britânica de tocar (muito bem) bateria (se é que existe fleuma pra tal instrumento). O som estava límpido, puro, cristalino. A voz de Jagger nunca pareceu tão boa. Coisa doida. Ao contrário das outras duas passagens pelo Brasil, desta vez a grande pirotecnia visual foi deixada de lado, o que aguçou a qualidade musical e as músicas em si. O set incluiu três boas músicas do disco novo, uma do Voodoo Lounge, além de um esperto bloco bluseiro, com uma "Midnight Rambler" pesadona e vermelha e uma maravilhosa versão de "The Night Time Is The Right Time", que eu conhecia com os The Animals e não sabia que era do Ray Charles. Tivemos ainda a linda, maravilhosa, irretocável "Wild Horses" e até mesmo a divertida "Get Out Off Of My Cloud". E mais quase todos os clássicos, quatro deles incluídos no bis poderoso.



Dispensável dizer que passei um pouco mal no meio do show e tive que me afastar para respirar direito. Dispensável dizer que esperei pelos meus companheiros de show por mais de uma hora no ponto de encontro. Dispensável dizer que a volta foi cansativa e que nos arrastávamos pelas ruas. Dispensável dizer que no dia seguinte nos assumimos turistas e conhecemos o Cristo Redentor, além de Ipanema, Leblon e Arpoador. E que ainda vimos um jogo no Maracanã, onde o atual campeão da Taça Guanabara bem que poderia ter levado uma goleada do Nova Iguaçu, mas segurou um empate. Dispensável dizer que a viagem de volta foi longa e sonolenta. Tudo que tinha pra ser dito foi cantado em coro durante duas horas. E pronto.

Adendo 1: muitos fatos, situações e frases não são de minha autoria, mas dos meus companheiros de show.

Adendo 2: conheça também outras opiniões de antes e depois e depois do show.

Adendo 3: se você tiver saco e visão-de-falcão-além-do-alcance, pode tentar me achar aqui.

Postado por Nery Nader Jr às 15:03

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segunda-feira, fevereiro 20, 2006


Amanhã, TALVEZ, você me encontre aqui para ver estes frenéticos aqui e, QUIÇÁ, estes proféticos aqui.

Postado por Nego Lee às 22:02

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sexta-feira, fevereiro 17, 2006


Amanhã você me encontra aqui pra ver estes caquéticos aqui.

Postado por Nery Nader Jr às 10:13

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Rolling Stones ou U2?

Postado por Nego Lee às 09:05

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quinta-feira, fevereiro 16, 2006


"Um Filme Falado" (Manoel De Oliveira)



Filmes sem significado aparente me agradam. Filmes com metáforas e analogias óbvias e/ou obrigatórias demais para a sua compreensão, não. Filmes herméticos me agradam. Filmes didáticos, não. E tenho dito. Ou não? Não sei. Na verdade não posso fazer disso que disse uma regra, pois adoro subverter (ou assistir a um filme capaz de subverter) o que estabeleço como verdade.

Infelizmente, "Um Filme Falado" não foge à regra. É didático, pragmático, sorumbático, simbológico, modorrento e fraco em seus argumentos. Há quem leia outras entrelinhas, mas as minhas não vão muito além disso.

O elenco é bom, pra não dizer ótimo, mas por demais solene. Ou reverente. A grande exceção, não pela reverência, mas pela interpretação ruim, fica por conta da mini-atriz Felipa de Almeida, que interpreta (ou é) uma menina pentelha e apática. Aliás, há uma bela incongruência na saraivada de perguntas da menina. Criança não fica perguntando "o quê é" tanto assim, mas sim e muito mais "por quê". Parece a mesma coisa, mas não é. Criança (ainda mais de sete anos) não pergunta "o que é uma sereia?". Ela sabe o que é uma sereia, nem que seja uma sereia particular, feita da sua imaginação. "Por que as sereias têm rabo de peixe e corpo de mulher e não o contrário?" seria uma pergunta mais coerente. Mas neste filme só os "o quê é isso" saem a torto e a direito da boca da menina, talvez por serem bem mais convenientes para o Sr. Manoel lecionar.

Porque é isso (e só isso) que rola na primeira metade do filme: o Sr. Manoel nos contando a história do mundo de acordo com o seu plano de aulas, enfocando o que é mais conveniente para reforçar sua tese docente. Em seguida, ele vale-se de expoentes atrizes (e ator) de países distintos blá-blá-blálejando em suas línguas mater, para metaforear a união européia, a relação língua-poder e o escambau. E acaba por congelar o filme na feição estupefata de um estupefato John Malkovich (cujo personagem passou um tempo no Brasil, mas só aprendeu por aqui o português de Portugal). Verdade seja dita: o tal final é impactante. Mas um impactante que soa gratuito. E então você me dirá que o acontecido é gratuito. Mas mais do que chocar, o final parece querer endossar as discussões sem sal do filme e conclamar a todos para uma metáfora final. Metáfora essa que eu não quero descascar porque a fruta se mostrou apodrecida já por fora (também seu metaforear, viu?).

Postado por Nery Nader Jr às 16:06

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quarta-feira, fevereiro 15, 2006



Postado por Nego Lee às 21:08

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terça-feira, fevereiro 14, 2006


De Esguelha



“Olhar para um decote é como olhar para o sol. Você não olha diretamente. É muito arriscado. Você dá uma conferida e então disfarça e olha pro outro lado.” (Jerry Sienfeld)

Postado por Nery Nader Jr às 11:24

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segunda-feira, fevereiro 13, 2006


Rá!

Postado por Nego Lee às 21:09

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And The Alfred Goes To...



Clique aqui, a partir das 22h30 de hoje, e conheça os vencedores do Alfred 2005 - a melhor premiação dos melhores do cinema.

Postado por Nery Nader Jr às 17:26

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sexta-feira, fevereiro 10, 2006


O Futuro É Vortex



Lembra que no futuro...

...de "De Volta Para O Futuro 2" a chuva era prevista com uma absurda precisão matemática, mas em compensação quase todo mundo tinha a cara do Michael J. Fox?

...de "Blade Runner" havia superpopulação e chuva ácida, mas em compensação você podia encontrar uma andróide com a cara da Sean Young quando ela ainda era young, bonita e gostosa?

...de "2.001 - Uma Odisséia No Espaço" um supercomputador sacaneava os humanos enquanto um monólito negro dava um puta nó na cabeça da gente, mas em compensação tudo compensava quando o filme era do Kubrick?

...de "Laranja Mecânica" rolava ultra-violência, Tratamento Ludovico e outras sacanagens distópicas, mas em compensação tudo compensava de novo e sempre quando o filme era do Kubrick?

...de "Fuga De Nova York" a grande maçã virava uma grande prisão, mas em compensação você escapava dali fácil, fácil, desde que o seu nome fosse Snake Plissken?

... de "Brazil - O Filme" um estado totalitário e opressor impedia até mesmo de sonhar, mas em compensação tudo era embalado pela bela Aquarela Do Brasil?

...de "Akira" tudo era caos e devastação (como quase sempre nestes filmes futuristas), mas em compensação tudo era maravilhosamente bem desenhado e animado?

...de "O Dorminhoco" as mulheres eram frígidas, os homens impotentes e o estado era totalitário, mas em compensação o humor do Woody Allen estava afiadíssimo?

...de "O Demolidor" só existia sexo virtual, mas em compensação nada compensava num futuro que tinha Sylvester Stallone e Wesley Snipes se estapeando?

...de "Tron - Uma Odisséia Eletrônica" você podia entrar dentro do computador, mas em compensação o tal computador não passava de um 386 bem meia-boca?

...de "Mad Max" tudo era desolação e a gasolina valia mais do que a água, mas em compensação você... é... hmmm... podia comer bastante areia?

...de "Solaris" (o russo) tudo era devagar quase parado, mas em compensação o final arrepiava?

...de "O Vingador Do Futuro" sua vida era amontoado de mentiras, mas em compensação uma dessas mentiras era a Sharon Stone?

E aí, lembra de mais coisas daquele futuro que não é mais como era antigamente?

Postado por Nery Nader Jr às 16:50

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Brokeback To The Future.

Postado por Nery Nader Jr às 10:20

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Definitivamente, o Brasil só começa a funcionar mesmo depois do Carnaval. Por exemplo: nosso blog aqui. Ô, preguiça...

Postado por Nego Lee às 10:01

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quinta-feira, fevereiro 09, 2006


Porções



Muito era o que ela pensava.
Pouco era o que ela significava.
E nada era o que ela queria pra daqui até o fim de todos os seus dias.

Postado por Nery Nader Jr às 11:10

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Buscapé ou Bondfaro?

Postado por Nego Lee às 09:14

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quarta-feira, fevereiro 08, 2006


"A Vida Marinha Com Steve Zissou" (Wes Anderson)



Peguei este filme apenas para confirmar uma verdade que eu já suspeitava após "Os Excêntricos Tenenbauns": eu não gosto nadinha de nada do cinema do Wes Anderson.

Tá certo, a simetria calculada e bonita de algumas cenas é um mérito breve. O seu gosto por boa música, também. Mas a sua condução da história e dos atores deixa muito a desejar.

Quando se pretendem comédia, seus filmes até criam situações que sugerem graça. Mas o ritmo, o cálculo extremo e o ar blasé de protagonistas e/ou coadjuvantes matam a piada.

Quando se pretendem drama, ou introspecção (pelo menos), seus filmes pecam ainda mais. Surgem cenas artificiais, diálogos idem, e mais ar blasé.

O pecado original no final das contas é a falta de alma, de identificação, de pulsação pura e simples, de vida, de sorriso ou lágrimas. E depois, se é pra ficar com o tédio, prefiro o do Antonioni.

Postado por Nery Nader Jr às 10:29

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Postado por Nego Lee às 10:06

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terça-feira, fevereiro 07, 2006


Dos Outros

*****

As Mulheres Que Perdi

Perdi Alice porque ela me achou baixo. Perdi Lisa porque minha língua mancava na infância. Perdi Rita porque era seu melhor amigo. Perdi Gisele para meu melhor amigo. Perdi Renata porque ela mudou de estado. Perdi Ivana porque escrevi cartas de amor e não tive coragem de mandar. Perdi Maria por um apelido. Perdi Fátima quando pichei o muro de sua residência. Perdi Caroline porque fumava. Perdi Sandra ao perder seu livro de Português. Perdi Débora ao pedir cola. Perdi Rosa pela asma. Perdi Cristina pela catapora. Perdi Rose porque troquei de escola. Perdi Josélia por não aprender inglês. Perdi Viviane porque não jogava vôlei. Perdi Marisa na parada de ônibus. Perdi Carla ao buscar cerveja. Perdi Cristina quando demorei a dançar. Perdi Cristiane por um surfista na praia. Perdi Estela no fim de uma festa. Perdi Bruna ao atravessar a rua. Perdi Luciana por não telefonar. Perdi Laura ao me casar. Perdi Ângela por ela estar casada. Perdi Márcia por não insistir. Perdi Mariana por insistir. Perdi Sonia na fila do banco. Perdi Marta por não puxar conversa. Perdi Cíntia ao ir ao banheiro. Perdi Lisiane por sono. Perdi Lisa por ressaca. Perdi Manuela pelo mau humor de manhã. Perdi Amanda por insegurança. Perdi Janete por excesso de confiança. Perdi Bárbara em um filme polonês. Perdi Bianca pela falta de cabelos. Perdi Fernanda porque ela não gostava de barba. Perdi Janete pelo jogo de futebol. Perdi Dulce por ciúme. Perdi Teresa por duvidar dela. Perdi Gabriela por criticar suas músicas. Perdi Fabrícia pelo nome parecido. Perdi Paula ao odiar seus pais. Perdi Deise para meu irmão mais velho. Perdi Cátia para meu irmão caçula. Perdi Denise ao não segurar sua mão. Perdi Ester pelo atraso. Perdi Flávia porque ela queria ter filhos. Perdi Tamisa porque eu queria ter filhos. Perdi Tânia quando ela trocou os graus de seus óculos. Perdi Joana para sair com os amigos. Perdi Milena por fazer pouco caso de sua dor. Perdi Geórgia ao comer de boca aberta. Perdi Regina pela solidão. Perdi Vitória por fofoca. Perdi Jordana por não suportar discutir o relacionamento. Perdi Lídia porque ficava em casa. Perdi Beatriz porque não voltava para casa. Perdi Elisa porque envelheci a fé.

Perdi mulheres pelas dúvidas que recebi de minha mãe e deixei para resolver depois. Perdi mulheres pela teimosia em antecipar as falas. Perdi mulheres por acreditar que eu amava o suficiente. Nunca é suficiente. Perdi mulheres ao mentir que não trairia. Perdi mulheres para me fazer de vítima. Perdi mulheres porque em algum momento não estava em mim e coloquei travesseiros debaixo da coberta e fingi dormir enquanto fugia.

Perdi mulheres por descuido. O homem é um descuido.

*****

Do Fabrício Carpinejar.

Postado por Nego Lee às 11:06

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segunda-feira, fevereiro 06, 2006


Alfred 2005



Conheça aqui os indicados para o Alfred 2005 - a melhor premiação dos melhores do cinema.

Postado por Nery Nader Jr às 22:03

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Postado por Nego Lee às 14:06

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sexta-feira, fevereiro 03, 2006


Concurso de logomarcas fálicas.

Postado por Nery Nader Jr às 16:14

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quarta-feira, fevereiro 01, 2006


Oscar 2006



Ontem saiu a lista do Troféu Imprensa da Sétima Arte de Hollywood e eu, para variar, não vi quase nada dos concorrentes. Assisti só um ou outro dos indicados nas diversas categorias (na maioria, os infantis) e apenas um da turma de melhor filme - a saber, "Crash". Lá vai o nego véio correr atrás do prejú...

Alguma recomendação de alguém que viu algo dos demais?

Postado por Nego Lee às 09:05

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