quarta-feira, novembro 30, 2005


Claro Q É Rock - São Paulo - 26/11/05 (Por Nego Lee)



Como domingo foi o meu aniversário, um dia antes resolvi convidar um pessoal e contratar umas bandas para tocar na comemoração. E não é que foi uma festinha das boas? Veje só. : P

Busão saindo da Praça Oswaldo Cruz às 4 da madruga e começa a maratona. Maratona para mim, no caso, já que para todos os outros passageiros deve ter sido uma via crucis. Motivo? Este que vos fala agora começou a falar assim que subiu na parada e não parou mais. Rapaz, eu gostcho disso (e o povo do resto de todas as excursões que eu já fui na vida provavelmente não, mas azar). Chegamos em Sampa sei lá que horas e, depois de um macarrão forra-bucho no Shopping Butantã, partimos rumo ao local do festival. E, entre uma hora e outra, dá-lhe cerveza com certeza.

Devidamente paramentados para uma possível vingança dos céus capitaneada por São Pedro contra os humanos profanos aqui da Terra, nós - leia-se eu, meu compadre e nuestras adoráveis companhias morenas portando capas de chuvas nos bolsos e pochetes - entramos na Chácara do Jóquei umas sei lá que horas e o palco já presenteava os poucos presentes com uma das dezenas de bandas brazucas e desconhecidas convidadas para abrir os shows dos gringos. Caralha, esse parágrafo foi escrito quase com uma frase só. Estou escrevendo cada vez pior. Ou melhor, sei lá.

Até que, um ou dois cachorros-quentes depois, começa o róque. Cachorro Grande sobe no palco A ou B sei lá e só eu da turma pula/canta/berra/tromba/etc (com os outros malas me enchendo a paciência por isso). Saldo? Muita risada, só para variar. Os gaúchos foram muito bão e até a minha filha ouviu parte do show à distância, por celular, em uma ligação feita por ieu na mesma hora para ela. Em seguida, no outlo lado do lugal, Nação Zumbi entra em cena para um show pesado, pero lento, com escolha de repertório errada e aquela eterna sensação de falta do velho Chico.

Gringos em cena! O tal do Good Charlote é uma bobagem esquecível. Esqueça. Já o Fantomas, uma besteira insuportável. Experimentalismo cabeça em festival de cu é rola, Mrs. Mike Patton. Até que entrou a terceira banda internacional da noite... Pausa. Falando em internacional, o Internacional merecia ser o Campeão Brasileiro de 2005. Timão timinho! Fim da pausa. Continuando... E tudo mudou. Se os dois primeiros shows não-brasileiros foram uma droga, o próximo foi outra droga, mas uma droga daquelas boas, alucionógenas, prazerosas e surpreeendentes.

The Flaming Lips é o nome da melhor atração da noite. Tudo que você precisava saber sobre eles mas não tinha para quem perguntar não vai ser escrito aqui. Procure no Google que lá vai ter sobre a bolha inflável na platéia, os adultos vestidos de bichinhos e o telão engraçadão. O que eu tenho a dizer: é estúpida de tão boa a sensação que eles causam nas sensações. Dos olhos aos ouvidos, das canções originais às covers ("Bohemian Rapsody" e "War Pigs"), da evidente sinceridade à escancarada cara de pau, tudo no show dos caras é absolutamente empaudurecedor. Nota 10, mofada!

Iggy Pop na área! Não tocou "Search & Destroy", mas procurou destruir tudo que viu pela frente. Não tocou "Candy" ou "The Passenger" (nem nada da carreira solo), mas foda-se. O cara é o cara. A prova viva de que heroína só mata humano. E a velha iguana não é humana. É um ser de outro mundo, estriquinado e nascido para matar. Foi massa ver o cara xingando tudo e a todos, enlouquecendo tanto a gente quanto os seguranças e, de quebra, entrando na meia-noite com "I Wanna Be Your Dog", o "Parabéns Para Você" dos meus 32 anos e o mais diferente que já tive.

Para encerrar, Nine Inch Nails. Só tenho um disco dos caras e só conhecia a tal fase industrial da carreira deles, mas nada como um banho de luz no zóio e sonzeira forte na zorêia para conquistar uma pessoa e fazer qualquer um mudar de opinião. E nisso, os tais são profissionais. Juro: fazia tempo que eu não via uma iluminação tão poderosa e um sistema de som tão arrebatador como o dessa banda. Tanto que passei mal e pedi ar no meio da apresentação. E não, não foi porque eu estava bebendo fazia mais de 24 horas não. Afinal, eu sou brasileiro e não desisto never.

E é/foi isso. Que venha hoje o Pearl Jam. : )

+

Claro Q É Rock - São Paulo - 26/11/05 (Por William Wilson)



Impossível fazer um post breve quando o dia em questão teve todas as suas 24 horas literalmente lotadas.

Então, alonguemo-nos e pronto. Pra começar, lembro sonolentamente que o tal dia em questão começou às 3 da manhã. Cara lavada, cerveja congelada e mochila do Batman arrumada. Só faltava chamar o táxi. Ok, táxi chamado, chegado e pronto, lá estávamos, eu, a Heidy e o sono, a caminho do ponto de encontro pra pegar o busão. O Nego já esperava por nós. E pela Milena. E com a chegada dela, só faltava mesmo esperar pelos retardatários de sempre para partirmos alegres e contentes e saltitantes rumo a seis horas de (boa) viagem. Sono? Não, cerveja. E animação, papo bom, piadas ruins e risadas muitas. Tudo muito divertido não fosse o resto do ônibus, que parecia estar numa excursão para Aparecida do Norte (eu minto e exagero, claro, pois alguns bons companheiros de viagem pelo menos riam das nossas piadas ruins). Como não erramos de ônibus, erraram os incomodados. Pois então que se mudem. E se mudaram. Pelo menos o carinha de cabelo pra frente e sua respectiva de cabelo colorido e cara feia. Tchau. Mais tarde rolou um DVD de vampiros com o Christopher Lee. Melhor tirar uma pestana que sabe-se lá quando a oportunidade se repetirá. Restou só uma dúvida num dos vários abrir-e-fechar de olhos: vampiro morre com água corrente? Porque o do filme morreu, afundando num laguinho congelado.

Chegamos cedo. E com tempo feio. Nem garoa da terra da garoa era mais: era chuva mesmo. Por isso, o jeito foi comer num shopping. Como se diferente fosse se encontrássemos um sol brilhante pela frente. Ou acima da gente, que seja. Mas como andar em shopping, qualquer shopping, é sempre igual, não tenho nada pra comentar deste intervalo de tempo modorrento. Até batermos um rango, já que isso é sempre bom. Aliás, bom (e bastante) foi o prato de massa à minha frente. E nem caro foi. Impressionante. De resto, hora de retornar ao busão. Ainda bem, que já estava batendo uma mandriice braba. Hora de trocar a camiseta, se entupir de cápsulas de guaraná e cantar aquela do Iggy Pop: "We're Not Gonna Take It", claro.

A tal Chácara do Jockey, local do evento, ficava enroscada bem no meio de ruelas cheias de lançantes. O ônibus teve que nós jogar a muitas léguas da entrada. Mas tudo bem, que o cansaço físico ainda era pouco a esta hora. Ficava evidente então a primeira (de poucas) falha organizacional do show: o acesso. Na entrada principal, carros e pessoas dividiam um espaço quase inexistente, numa rua digna de cidadezinha italiana, daquelas onde rodam filmes que têm aquelas perseguições de lambreta por vielas estreitas. Melhor entrar, que logo começaria o show do Cachorro Grande e alguém, que eu não vou dizer que Nego era, queria porque queria ver.

Entrada tranqüila. Deve ter piorado à noite, mas aí o problema não era mais meu. Revista tranqüila também, com detector de metais e sem mão no saco. Banheiros tranqüilos e até mesmo limpos (àquela hora, claro). Mas que, por ficarem meio escondidos, nunca estiveram lotados, mesmo durante o fervo. Cerveja bem cara, claro, mas pelo menos decente: Bavária Premium. Havia um boato terrível de que seria a tal de Conti, mas era infundado, graças aos deuses nórdicos (que até onde eu sei são chegados numa cana). Aliás, o boato segue agora para o show do Pearl Jam (vamos orar novamente, irmãos). A comida também era cara, com um cachorro-quente saindo por cincão. Melhor opção foi o yakissoba a dez pilas, que matou a minha fome (e a da Heidy no mesmo prato) até quase o finzão da noite. De resto, mais um ponto pra organização: dois palcos. O que a princípio me parecia ser um contra-senso, por exigir deslocamento a cada show, se revelou uma bela sacada para liquidar os tradicionais atrasos. Cada show começava grudadinho no que acabava de acabar. E se você não precisasse mijar ou comer ou sei lá o quê, era possível chegar relativamente perto do palco a cada guinada de 180º. Por outro lado (ou dos dois lados), o que incomodava pra caramba eram as gruas com câmeras na ponta: trambolhos que, a cada travelling, tampavam a visão de todos que estavam atrás. E pra ajudar a piorar, os telões redondos eram pequenos e tinham uma resolução porca. Isso ajudou na nota baixa de alguns shows (continue lendo pra saber mais).

Quando entramos na parada, uma daquelas bandas vencedoras das seletivas do Claro Q É Rock estava tocando e tentando abocanhar também o grande prêmio que eu nem sabia e nem queria saber qual era. O som não ia além de um nhé, se bem que, como bem falou o meu sócio neste blog, fica difícil chamar a atenção num festival desses apenas com música própria (e desconhecida), muita vontade e toda plenitude da luz do dia. Só mesmo se mostrar o pinto e chamar todo mundo de nome feio.

Mas vamos aos shows:

- Cachorro Grande - eu não gosto do Cachorro Grande. Dito isso, vale dizer que o show deles fez a galera pular e cantar, obviamente contando com uma ajudinha da MTV e daquele CDzinho acusticado das bandas gaúchas. Mas não me pegou. Continuo achando os caras com cara de Garotos Da Rua reciclados para os anos dois mil, com mais pose, figurino da mod, boinas idiotas e o já manjado "resgate da sonoridade sessentista". Posso estar errado. Mas não acho que estou. Sem falar que no show rolou uma música esticada com virtuosismos bluezy que conseguiu ser ainda mais pé no saco do que todas as roquices normais dos caras.

(Após o show do Cachorro Magro, ou Grande, que seja, mais três bandas concorrentes tocaram no Palco B. E a gente aproveitou para conhecer e descansar um pouco no lounge, que ficava lá lounge - adoro trocadilho ruim).

- Good Charlotte - desde que chegamos ao local dos shows reparamos que as camisetas dos Good Chattope proliferavam como moscas do lixo nos peitos sem peitos de garotinhas de no máximo 13 anos e meio. E foram elas que, em bando, ficaram gritando na boca do palco, além de grudarem como carrapato na toalha, ou cueca, jogada por alguém da banda. As que estavam atrasadas entravam correndo desesperadas, com suas mães e tias e tios e pais e sabe-se lá mais quem correndo atrás, com cara de "quequeutôfazendoaqui?". A despeito do show irritante, como de toda banda emocore que se preza, a inclusão dos Cu Xarope foi um acerto do ponto de vista organizacional, pois levou uma galera que nunca sairia de casa pra ver as boas bandas do festival, mas que pagou o ingresso pra ver lixo, vazando logo em seguida porque precisava estar na cama antes das dez.

(Bem antes do show-baba acabar nós já esperávamos diante do Palco B pela entrada da Nação Zumbi. E não é que o Wayne Coyne, líder dos Flaming Lips, me sai sorrindo dos bastidores, avança pelo palco e joga um balão gigantão pra galera se divertir? Cara legal esse cara.)

- Nação Zumbi - banda de responsa. Dizem que o Wayne Coyne se impressionou com o bati-cum-bum vigoroso. E com a presença de palco do vocal Jorge Du Peixe. Imagine se ele visse a banda na fase-auge do Chico Science, com suas danças e disfarces maracatueiros. Além disso, o Chico era um puta compositor pop, um hitmaker mesmo. Até por isso as canções atuais (exceção para "Quando A Maré Encher", que por acaso não é da Nação e não é viajandona como as outras) não levantaram tanto assim a galera como quando "Manguetown", "Cidadão Do Mundo" e "Da Lama Ao Caos" brotaram poderosas das poderosas caixas de som. É chato comparar. Mas é inevitável. Um grande show, anyway. Daqueles que não devem nada aos gringos.

- Fantomas - nas palavras do próprio Mike Patton: "nosso som não combina muito com festivais. Quer dizer, basicamente é um pé no saco pra ouvir." O cara está certíssimo. Mas mesmo assim, foi um show fundamental. Senão quando poderíamos esvaziar as nossas bexigas e voltar a enchê-las com mais cerveja cara?

- The Flaming Lips - mágico. Em quantos momentos de sua vida você conseguiu usar este adjetivo? Poucos, obviamente. Para mim, um deles foi este show. Show não, espetáculo. Evento. Sei lá. Momento mágico feito pra gente ver, ouvir e guardar. No coração. Feliz da vida. Ao contrário da trupe de gentes vestidas como bichos de pelúcia que invadiu o palco já no início do show, o povo da banda não usa máscaras (coisa tão comum no rock and roll). Ficam ali, zanzando pelo palco antes do show, ajudando a acertar o ângulo do telão, o som do teclado, o volume do vocal. E quanto Mike Patton pára de fazer o seu barulho chato do outro lado eles entram. Pra história. Pra minha história. Se empatia instantânea tem um nome, ela se chama Wayne Coyne. O cara simplesmente comanda a massa como se fosse um amigão de longa data. Quando canta, por vezes falseia, por vezes desafina mesmo, e tudo continua coeso nesta festa tão bem armada. Vale dizer que Wayne não subiu no palco pra começar o show. Ele desceu do espaço numa bolha/nave/cápsula. E caminhou sobre os mortais, ou tentou, pelo menos. Tudo ao som da bela e episódica "Race The Prize". Em seguida rolou um karaokê maluco de "Bohemian Rhapsody", com a letra da música no telão. Só pra ganhar uma platéia que já estava ganha. Seguiram-se os semi-sucessos-meio-obscuros do último CD: "Fight Test", "Yoshimi Battles The Pink Robots" e "Do You Realize?". Depois a tal "Cow Jam" - com um surreal duelo entre guitarra e um daqueles pianinhos infantis com sons de vaca, pato e outros bichos, a ótima canção/hino "The Gash" e a maravilhosa e clássica "She Don't Use Jelly". Tudo não necessariamente nesta ordem. E tudo com direito a chuva de serpentina e papel picado, balões coloridos, mãos gigantes e fantoche de freira. Destaque ainda para o guitarrista/tecladista/backing-vocal/megafonista Steve Drozd, que mesmo com sua roupa inflável de Papai-Noel preencheu com melodias certeiras os delírios visual de seu líder. O grand-finale ficou para a demolidora "War Pigs", do Black Sabbath, em homenagem ao presidente Bush. Matador. E mágico.

- Iggy Pop & The Stooges - Ainda flaminglipstasiados, tivemos de correr pra garantir um bom lugar no que deveria ser o show da noite. Mas a bexiga solta de todos acabou por nos deixar num local ingrato. Quando Iggy entrou no palco, só víamos a grua e, logo depois, um bando de bolas infláveis da Claro, que algum idéia-de-jerico achou que seria supimpa no show do pai/mãe/avô/avó do punk. Antes de falar mais do show, um adendo (ou confissão) - eu não sou exatamente um profundo conhecedor do brevíssima carreira dos Stooges. Manjo os clássicos, manja? Então, vibrei muito com "No Fun", "1969" e as duas execuções (quase no sentido marcial da palavra) de "I Wanna Be Your Dog". Mas em outras canções simplesmente não entrei tanto assim no clima, ainda mais pela distância (continuávamos nos locomovendo pra tentar escapar da tal grua). E porque eu cheguei a pensar que o nome Iggy Pop à frente significaria talvez alguns petardos clássicos de sua extensa carreira solo, que por incrível que pareça eu conheço mais do que o seu passado tão incensado com os Stooges. Uma "High On You", "China Girl" ou "The Passenger", ou até mesmo um lado B como "Loco Mosquito" já me faria ainda mais feliz. Ou então "Raw Power", do terceiro disco dele com os Stooges, e que foi solenemente esquecido. Faltou ainda eles tocarem o "Parabéns Pra Você" pro meu compadre Nego Lee, mas a gente cantou alto o suficiente pra chácara inteira ouvir. E mesmo com todas essas ausências musicais e com todas as deficiências de localização, o velhinho mata a pau. Fez a galera subir e se esbaldar no palco, deixando loucos os seguranças - e isso não foi "armação", porque mesmo à distância a gente sentia o clima de tensão no ar. Pensei que aquilo não teria mais volta e que o show morreria ali mesmo, no caos. Mas tudo se resolveu e o velho continuou pulando e contagiando até o bis que aparentemente não queriam dar pra ele.

- Sonic Youth - foi um show enviesado, viajandão, pra fã. E eu não sou fã do Sonic Youth. Estou mais pra conhecedor de primeira viagem. De cara, os caras (e a guria) tocaram quatro músicas do último disco, a climática "I Love You Golden Blue", a bela e calminha "Stones", a mais animadinha "Pattern Recognition" (pena que o microfone da Kim Gordon estivesse meio baixo) e a meio Neil Young light "Unmade Bed". Tudo com as já esperadas distorções e microfonias e guitarreadas. E convenhamos que às vezes isso soa meio chatinho. O show começou para mim com a quinta música, "Schizofrenia", com a sua levada e vocal meio New Order (pra mim, pelo menos). E teve ainda a maravilhosa "Teen Age Riot", do clássico "Daydream Nation".

- Nine Inch Nails - duas da manhã. O pique, qualquer que fosse, tinha nos abandonado. Mas ainda tivemos força para achar um bom lugar, longe de gruas e relativamente perto do Palco A. Lá em cima, uma puta estrutura já estava montada. Ao meu redor, um clima sombrio, onde zumbis ressuscitados pelo Marilyn Manson me cercavam, aparentemente ávidos por um naco do meu cérebro. Mas antes que isso acontecesse, Trent Reznor e sua trupe invadiram o palco descendo porrada com a eletrônico-alucinada "Wish" - "This is the first days of my last days". O som no volume máximo, o efeitos de palco - como quando os recordes do chão e do teto iam ficando avermelhados e ígneos como uma radiografia do inferno, a iluminação caprichada - valorizando muitas vezes as sombras dos músicos; tudo muito do legal. Parece que só o Trent Reznor não gostou, e até por isso não tivemos bis. Eu ainda gostaria de ter ouvido o hit "Perfect Drug", que eles nem tocam. E também "Heresy" e "Something I Can Never Have". É claro que depois de uma hora de show a barulheira cansa e se torna um pouco repetitiva. Para mim, pelo menos, foi assim. O jeito foi sentar um pouco, que a idade às vezes pesa.

Fim de show, fim de festa. Desmaiei/amos no ônibus pra só acordar em Curitiba. Prontos pra hoje. Eita!

(Link de vídeo aqui.)

Postado por Nery Nader Jr às 11:14

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sexta-feira, novembro 25, 2005


Amanhã: MegaZona aqui.

Postado por Nego Lee às 12:04

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Pergunta: por que continuar postando no blog se ninguém comenta? Por quê? Por que? Porquê? Porque? Eu nunca sei.

Postado por Nego Lee às 00:02

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quinta-feira, novembro 24, 2005


De que filme é a foto?

Postado por Nery Nader Jr às 18:29

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Postado por Nego Lee às 10:28

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quarta-feira, novembro 23, 2005


Dos Outros (De Novo, Eu Sei, Eu Sei)

Coisitas Fofuchas

Se eu fosse biólogo, além de fresco eu seria obcecado pela idéia de fazer baleinhas de aquário. Sim, baleinhas de aquário. Eu ficaria rico, e inventaria algo 'superfofo'. Baleinhas de aquário que espirram agüinha na superfície, por aquele furo que elas têm pra respirar. Elas também cantariam daquele jeito lá que as baleias cantam: "Uõõõ, uõõõõõõô". E dariam uns saltos de vez em quando. Não dever ser difícil. Eu, se fosse engenheiro genético, começaria por tentar reduzir o tamanho dos genes. Se os genes forem, assim, pequenos, o animal deve ser pequeno também. Por aí. Não é? Igualmente boa é minha idéia de criar sereinhas. Sim, pequenas sereias de aquário. Elas vêm vestidas com um biquininho e tocam músicas numa harpa pequetita. As músicas que você ensinar, elas aprendem, que nem um papagaio. Além de tocar uma harpinha, elas cantam com umas vozinhas finiiiiiinhas. Superfofo. E de várias cores.

Se eu fosse físico, além de fracassado eu inventaria a mini-bomba nuclear. Uma biriba nuclear, uma bombinha que você joga e ela explode, formando um cogumelo nuclear pequerrucho de, o quê, 5 cm. Bom para matar barata e ver se ela realmente sobrevive ao cataclisma nuclear.

Do Radamanto.

Postado por Nego Lee às 20:30

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terça-feira, novembro 22, 2005


Bat-sonhos de consumo.

Postado por Nery Nader Jr às 17:44

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Allan Sieber

Já disse e repito: está aí um cara que é um gênio injustiçado desta raça escrota que é o tal do ser humano da humanidade. Quer um exemplo?



Quer mais? Aqui, ó.

Postado por Nego Lee às 09:27

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segunda-feira, novembro 21, 2005


No web site is configured at this address.

Postado por Nego Lee às 18:04

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sexta-feira, novembro 18, 2005


Oração Do Dia

"Como dormir se, para os mil olhos da insônia, você só tem duas pálpebras?" (Dalton Trevisan)

Postado por Nego Lee às 02:39

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quinta-feira, novembro 17, 2005



Postado por Nego Lee às 09:59

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quarta-feira, novembro 16, 2005


Fuck! Fuck! Fuck! Fuck!

Postado por Nego Lee às 17:06

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sexta-feira, novembro 11, 2005


Dos Outros

(Do meu bom e velho amigo Daniel "kowalski" Reis, no Meditabundas.)



JCB - Nizlopi

Demorou um pouco, mas os caras terminaram o clip em animação. E me diga se isso acontece com você: cada vez que eu leio, ouço e vejo isso, um cisco qualquer insiste em me entrar nos olhos?

Taí a letra...

Well, I'm rumblin' in this JCB.
I'm 5 years old and my dad's a giant sitting beside me.
And the engine rattles my bum like berserk
While we're singin, 'Don't forget your shovel if you want to go to work!'

My dad's probably had a bloody hard day
But he's been good fun and bubblin and jokin' away
And the procession of cars stuck behind
are gettin all impatient and angry, but we dont mind.

An' we're holdin up the bypass,oh
Me and my dad havin a top laugh
oh woah

Sittin on the toolbox, oh
And I'm so glad I'm not in school, boss
So glad I'm not in school
Oh no...

And we pull over to let cars past
And pull off again, speedin by the summer green grass
And we're like giants up here in our big yellow digger
Like zoids, or transformers, or maybe even bigger

And I wanna transform into a Tyrannosaurus Rex!
And eat up all the bullies and the teachers and their pets
And I'll tell all my mates that my dad's B.A. Baracus
Only with a JCB and Bruce Lee's nunchuckas

...

Said I'm Luke, I'm five, and my dad's Bruce Lee. Drives me round in his JCB.
I'm Luke, I'm five, and my dad's Bruce Lee. Drives me round in his JCB.
I'm Luke, I'm five, and my dad's Bruce Lee. Drives me round in his JCB.
I'm Luke, I'm five, and my dad's Bruce Lee. Drives me round

...


(E bom feriadão.)

Postado por Nego Lee às 11:28

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quinta-feira, novembro 10, 2005


Olha só que teaser-trailer legal. Visite também o mutcholoco e nadaaver site do filme.

Postado por Nery Nader Jr às 11:14

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quarta-feira, novembro 09, 2005


(In)Utilidade Pública



No tempo do epa já existiam campanhas de utilidade pública na TV, mas curiosamente elas não versavam sobre AIDS ou combate à fome. Os temas eram bem mais interessantes, ensinando o povo a assoar corretamente o nariz ("Cough And Sneezes"), desinfetar os lenços ("Don't Spread Germs"), economizar energia ("Watch Yours Meters") ou atravessar a rua ("Pedestrian Crossing"). Parece piada, mas é quente. Estes e outros vídeos de domínio público das décadas de 40 e 50 estão disponíveis no site do Arquivo Nacional Britânico.

Postado por Nery Nader Jr às 11:02

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terça-feira, novembro 08, 2005


Resenhapidinha III - "The Final Cut" (Omar Naim)



A premissa é boa. O filme, nem tanto. Mas de qualquer forma, abre espaço para algumas elucubrações interessantes. E isso, por si só, já é um grande mérito. Destaque também para a bela fotografia, para a interessante e comedida direção de arte futurística-retrô (o filme é uma ficção científica, mesmo sem ter cara de ficção científica) e para alguns melancólicos momentos de pura poesia. Muita gente reclamou do final, mas ele não é nem de longe o pior. O pior mesmo é a falta de ousadia, de aprofundamento, de desenvolvimento puro e simples da trama. Ficou só na premissa. Que é boa, mas não segura um filme de hora e meia.

Em tempo: não tive coragem de colocar no cabeçalho do post o infame (e estraga-prazeres) título nacional - "Violação De Privacidade".

Postado por Nery Nader Jr às 09:39

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segunda-feira, novembro 07, 2005


Resenhapidinha II - "Super Escola De Heróis" (Mike Mitchell)



Diverte. É tolinho, banal, repleto de clichês e coisa e tal, mas diverte. É programa família, 100% Disney, com tem lição de moral e tudo, mas diverte. Só arranha a superfície do universo super-heroístico, mas diverte. Fala de uma fase que realmente deve ser um terror pros americanos - o tal colegial. E, além dos grupelhos clássicos e bem definidos como os "populares", os "nerds" e os "desajustados", ainda separa os adolescentes superpoderosos em outras duas castas: "heróis" e "sidekicks". Daí pros conflitos e neuras púberes é um pulo. E pro desfecho previsível e totalmente condizente com o ritmo Sessão Da Tarde do filme é outro. Mas quer saber? Diverte. Talvez por conta de tudo isso. E pra completar legal, o filme ainda tem trilha oitentista datada e brega, além das participações especiais do eterno Ash-canastrão Bruce Campbell e da eterna Mulher-Maravilha Lynda Carter. Sem falar num professor cabeção-careca que é a cara do Cazé (quando o Cazé era careca).

Postado por Nery Nader Jr às 18:07

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sexta-feira, novembro 04, 2005


Resenhapidinha I - "Os Irmãos Grimm" (Terry Gilliam)



Sete anos. Tempo demais pra gente ficar sem um filme do Terry Gilliam. E mesmo com o cara alardeando que só fez "Os Irmãos Grimm" pra pagar as contas no fim do mês e tocar pra frente o seu projeto interrompido conhecido como "The Man Who Killed Don Quixote", o filme quase nada fica a dever aos seus melhores trabalhos. E quais são os melhores trabalhos do Gilliam? Todos, é claro. Das animaçõezinhas montyphytonianas ao delirante "Medo E Delírio". Da surrealidade monstruosa de "Jabberwocky" ao inédito "Tideland", que só pelo cartaz já promete polemizar.

Mas resenhando rapidinho sobre "Os Irmãos Grimm", vale dizer que o filme reúne todos aqueles elementos típicos do Gilliam, que quem gosta gosta e quem não gosta eu tenho pena: realidade e imaginação sem limites definidos, humor negro, visual achapante, atuações exageradas, universo realmente particular, abuso de lentes grande angulares, Jonathan Pryce (que não está em todos os filmes do Gilliam, mas que, quando está, mata a pau) e bizarrices diversas e divertidas como um cavalo estranhamente faminto. Só (só?) isso já me levaria ao cinema e me deixaria feliz da vida, mas o filme ainda tem um roteiro simpático e bem desenvolvido e um visual ao mesmo tempo sombrio e belíssimo. Sem falar que o autêntico charme das histórias dos verdadeiros Grimm pipoca aqui e ali em referências espertas.

Postado por Nery Nader Jr às 17:39

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Listerine



No rótulo diz (algo como): "Bocheche por 30 segundos.". Ah, ahãm. Craro, creuza. Eu mal consigo ficar 3!!! 30... Capaz.

Postado por Nego Lee às 11:24

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quarta-feira, novembro 02, 2005


As Regras São Claras



No livro "Chuck Amuck: The Life And Times Of An Animated Cartoonist", Chuck Jones revela as simples, porém rigorosas regras que a equipe responsável pela dupla Papa-Léguas e Coiote precisava obedecer.

Regra 1: no ataque ao Coiote, a única arma permitida ao Papa-Léguas é fazer "Beep! Beep!".

Regra 2: nenhuma força externa pode prejudicar o Coiote; só a própria incompetência do bicho ou a falha dos artefatos Acme.

Regra 3: o Coiote poderia desistir a qualquer hora. Isto é, se não fosse fanático (repetindo: “O fanático é aquele que se empenha ainda mais quando esquece seu objetivo.” George Santayana).

Regra 4: nada de diálogos. O único texto permitido é o "Beep! Beep!" O coiote pode, entretanto, se comunicar com a platéia levantando tabuletas.

Regra 5: o Papa-Léguas deve estar sempre na pista. Afinal, papar léguas é o que ele faz.

Regra 6: a trama toda deve se passar no habitat natural dos dois personagens. Ou seja, o deserto no sudoeste dos EUA.

Regra 7: toda arma, engenhoca ou aparato mecânico deve vir da companhia Acme.

Regra 8: sempre que possível, o pior inimigo do Coiote deve ser a lei da gravidade.

Regra 9: no final, o Coiote sai mais humilhado do que machucado das tentativas infrutíferas.

Regra 10 (não-oficial): o público deve simpatizar sempre com o Coiote.

Postado por Nery Nader Jr às 11:41

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