“Sexta-Feira 13” (Marcus Nispel)
“Todo mundo precisa ser xiita em algum assunto.” (William Wilson)
Por incrível que pareça, o autor da frase acima está terrivelmente certo. Em algum momento, em algum assunto, é preciso ser xiita. É preciso se manter radical e burro. É preciso defender as regras estabelecidas e conservar totalmente imaculado o objeto em questão. Mesmo que ele já não o seja há muito tempo. Como a série “Sexta-Feira 13”.
Não sei exatamente a razão que me fez/faz fã desta série em particular. É óbvio que o aspecto emocional deve ser o principal, já que a terceira parte da série (que ainda hoje penso ser a melhor) foi um dos primeiros slasher movies que eu vi na vida, lá pelos idos de oitenta e pouco, na forte efervescência da tal adolescência. E é deste filme para trás que reside a santíssima e imaculada trindade de Jason. Afinal, são os melhores, mais sangrentos, mais sérios e com menos concessões de todos. É claro que depois de tantas e tantas seqüências, tudo viraria um pastiche de si mesmo, com humor involuntário, tramas bestas e até mesmo mortes pouco criativas. Mas independente de tudo isso, as regras eram mantidas: Jason não corre; Jason não faz tocaia complexa, Jason não deixa os mortos serem encontrados até a meia hora final do filme; Jason está em todo lugar, e sem precisar se explicar.
E são justamente essas regras que são quebradas nesta, er, releitura. Uma releitura que conseguiu ser elogiada e gostada (ou quase) e que bombou bonito nas bilheterias amerdicanas.
Ok, só que este filme não é um filme do Jason que eu conheço.
Tá, eu reconheço que os realizadores pariram um filme até respeitoso com os primórdios e com a mitologia básica de “Sexta-Feira 13”. A origem, breve mas ok, é bem fiel ao original. O visual, os cenários (o celeiro em especial), a casa de Jason, o lago, a cabeça da mãe, a trilhazinha indefectível, o facão, a máscara de hóquei, os peitinhos de fora, os adolescentes babões que se drogam e fazem sexo – tudo está lá. Mas falta alguma coisa. Falta clima. Falta a presença inexorável do Jason, falta o seu espírito, ou sua alma, que seja.
É ranhetice de fã das antigas, mas às vezes é realmente preciso ser xiita em algum assunto. Pelo menos não sou xiita com um assunto como “Jornada Nas Estrelas”, que daí seria bichice mesmo.
Postado por William Wilson às 14:40 ·
Imutável
Entrou no carro e partiu. A toda velocidade. Sem olhar pra trás. Sem chorar. Pouco. Mas seguiu em frente. Até onde não encontraria nenhuma gente. Ninguém. Um deserto só pra si, que é pra isso que existem desertos. E lá pode andar ao léu. Pode olhar o céu. Pode cair por terra. Pode se fazer de mudo. E de surdo. E de desentendido. E lá ficou. Um dia. Dois. Dez. Mil. E quando saiu. Quando voltou. Ainda era o mesmo. E se odiou. Pois nada muda se você não mudar.
Postado por William Wilson às 18:46 ·
“Darklands” (The Jesus And Mary Chain)
As terras escuras dos irmãos Reid não são tão barulhentas quanto você esperaria depois de uma doce psicose. As microfonias cedem espaço aos sussurros, à melancolia, à dor pura e simples. Mas tudo permeado pelas mesmas melodias grudentas, deliciosas de se ouvir. Sofrer nunca foi tão bom.
Lembro que quando "Darklands" foi lançado, dividiu opiniões. Metade dos malas (leia-se críticos) torceu o nariz pra guinada pop-suave-melancólica da banda. A outra gostou e assimilou.
Mas o fato é que o Jesus é isso e aquilo. É a distorção do primeiro e a suavidade do segundo. E sempre esbanjando identidade, como nas letras sinceras e inóbvias, nas melodias hipnóticas – daquelas que você não esquece e assobia depois e tudo mais, e na cozinha cheia de ritmo e pegada.
Sem falar que estes dois discos (já falei de Psychocandy aqui) fizeram parte vital da minha (de)formação musical. A canção-título, mais os hits “Happy When It Rains” e “April Skies”, mais a soturnice de “Deep One Perfect Morning” e “Nine Million Rainy Days” e mais a doçura de uma “About You”, foram fundamentais para eu ser o cara legal que sou hoje – pelo menos legal pra mim mesmo.
(Aguarde só mais uns 3 ou 4 anos, quando falarei do próximo disco dos caras).
Postado por William Wilson às 14:49 ·
Lost Untangled.
Postado por William Wilson às 14:40 ·
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