Mensagem
Tenho este Pernalonga sem cabeça sobre a minha mesa de trabalho. E às vezes, em dias cinzas, ele olha para mim, mesmo sem olhos, e com a sua boca inexistente parece me dizer, baixinho: “não faça como eu... não perca a cabeça...”.
E essa mensagem subliminar por incontáveis vezes já me salvou a vida.
Postado por William Wilson às 15:10 ·
Que P*rra De Filme É Esse?
“Aliens In The Attic”? “Kung Fu Grandma”? "They Came From Upstairs"? Hein?
Postado por William Wilson às 15:06 ·
Persepolis 2.0
Uma releitura para o agora.
Postado por William Wilson às 18:41 ·
“A Era Do Gelo 3” (Carlos Saldanha)
“A Era Do Gelo” é, sem dúvida, a melhor franquia animada deste século - só lembrando, os dois “Toy Story” são do século passado. As razões para tanto são relativamente simples de vislumbrar e difíceis de copiar:
1. As histórias funcionam. Elas são interessantes, dinâmicas, nada repetitivas e fazem a vida dos personagens seguir em frente.
2. Os personagens são carismáticos e bem delineados. Desde o primeiro filme, com Sid, Manny, Diego e Scrat, até este terceiro, que introduz a Scratita e Buck, os personagens exibem personalidades marcantes, cativantes e divertidas. E ao longo das histórias eles evoluem, crescem e aprendem uns com os outros – e com os desafios de cada aventura, também.
3. O humor é afiado, composto de diálogos espertos, situações inusitadas e tiradas inspiradas, que não se prendem tão somente as básicas piadinhas de peidos e arrotos – coisa que muita animação computadorizada mequetrefe acha que é regra básica.
4. A ação é sempre muito bem estruturada. Nada de pirotecnias visuais forçadas só pra acelerar a trama e animar o espectador. Não precisa, já que tudo funciona muito bem mesmo quando a história se prende apenas nos diálogos ou nos momentos introspectivos.
5. A alquimia é perfeita. Personagens, história, cenários, ritmo, humor – tudo gera naturalmente uma empatia no público. Coisa louca que não é facilmente definível por pesquisas e achismos dos engravatados de Hollywood. Ainda bem.
Nesta terceira parte temos também o 3D (em parcas salas brasileiras, claro). Mas isso é apenas um adendo sem grande importância (devo fazer logo um post sobre esta tecnologia específica que ainda não me cativou). O que importa é que o filme garante a diversão. E isso mesmo nas cópias dubladas, já que o trabalho nacional é ótimo, até pela manutenção dos dubladores/atores-famosos que mantém a qualidade em alta.
E para resumir, já que falei em alta, digo apenas então que “A Era Do Gelo 3” é altamente recomendável.
Postado por William Wilson às 17:18 ·
O Azul Que É Verde
Ou vice-versa. Confira esta interessante ilusão de ótica. Via @neilhimself.
Postado por William Wilson às 11:46 ·
Zumbis Nazistas!
Só isso já faz de “Dead Snow” uma promessa. E ainda tem cabana na neve, motosserra, jovens idiotas em busca de diversão e velho sinistro que sabe demais. Veja o trailer.
Postado por William Wilson às 11:15 ·
Sangue Novo?
E os vampiros estão com tudo e não estão prosa. De novo. Mais uma vez. E no meio da mesmice, o trailer de “Daybreakers” promete um filme um pouquinho diferente (inclusive com a bela versão do Placebo pra canção "Running Up That Hill", da Kate Bush, ajudando na básica edição acelerada de cenas no final). Será?
Postado por William Wilson às 14:11 ·
Michael Jackson Morreu?
No dia em que resolvo fazer um post-mortem para Farah Fawcett, Michael Jackson resolve morrer também. Eis então mais um necro-post, desta feita falando do freak-mor do pop. Só que eu nunca liguei muito pras esquisitices dele. De fato, nem mesmo pra música dele. Na época do break, lembro do meu irmão ensaiando seus moonwalkings e outros deslizes, mas eu nunca tive coordenação para tanto. Por isso, a minha única grande lembrança do Mico é composta por frames de seus clipes geniais, muitos deles perpetrados por diretores poderosos e exibidos no domingo nobre do Fantástico. Scorcese nos entregou o novaiorquino por natureza “Bad”. John Singleton comandou o negão-branco na pira egípcia de “Remember The Time”, com o então popular Eddie Murphy. David Fyncher caprichou no visual, como sempre, em “Who Is It?”. Spike Lee brazucou o ídolo em “They Don’t Care About Us”. E Coppola, com produção de George Lucas, dirigiu o nunca visto (talvez por ser uma atração 3D da DisneyWorld) “Captain Eo” . Mas o cara que melhor clipou o Michael, sem dúvida, foi John Landis. Com as inovações tecnológicas de “Black Or White” e, antes e principalmente, com “Thriller” – uma homenagem aos B movies que nunca foi superada – Landis foi talvez o grande responsável pelo surgimento do apuro visual e das boas ideais em todos os clipes do Michael Jackson. Mas quem lembra do Landis, além de mim?
Postado por William Wilson às 10:10 ·
O Trailer De “The Box”
Eu adoro “Donnie Darko”. E não gosto de “Southland Tales”. Tá, só vi este segundo uma única vez, por isso até penso em dar um segunda chance pra ele, mas não acho que a imagem vá melhorar muito. Mas de qualquer maneira, é inegável que Richard Kelly tem lá seu estilo, coisa que pode ser comprovada no trailer do seu terceiro filme. A premissa é interessante – coisa bem “Além Da Imaginação”, de onde a ideia se origina, ou quase. Resta torcer pra funcionar.
Postado por William Wilson às 18:13 ·
E O Tal “Zombieland”?
Não sei. É difícil errar com zumbis. É fácil virar hype e cult e coisas assim. “Zombieland” parece simpático e tudo, com boas piadas e mortes e coisa e tal. Mas senti falta de alguma ousadia maior. Alguma quebra de cânone, sei lá. Mas vale a pena ver o trailer, claro.
Postado por William Wilson às 15:31 ·
Eles Estão Entre Nós (Mais Uma Vez)
Promissor esse tal “District 9”. Depois de um trailer bem interessante, agora temos este videozinho/comercial/alerta com recomendações de segurança.
Postado por William Wilson às 15:21 ·
Morre Farah Fawcett
Eu até gostava do seriado-enlatado “As Panteras”, mas preferia a Kelly (Jaclyn Smith) do que da Jill (Farah Fawcett) – não lembro de alguém que gostasse da Sabrina (Kate Jackson). De qualquer maneira, é sempre triste noticiar a morte de uma famosa bonita que fez parte da nossa infância – e que foi casada com o Homem de Seis Milhões de Dólares.
Recentemente, curiosamente, assisti a dois filmes com ela. O primeiro foi “Fuga Do Século 23”, em que ela não era a protagonista, papel que ficou com a bela Jenny Agutter (a enfermeira de “Um Lobisomen Americano Em Londres” – visto há pouco também). O outro filme foi “Saturn 3” (não sei o nome em português), uma tosca ficção trash totalmente xarope e com suspense zero, a despeito da direção de Stanley Donen e da presença de Kirk Douglas e Harvey Keiteil.
Postado por William Wilson às 15:08 ·
“Transformers 2: A Vingança Dos Derrotados” (Michael Bay)
O maior e mais caro trash movie jamais feito. Acho que esta é a melhor definição para “Transformers 2: A Vingança Dos Derrotados”. E acho também que esta é a melhor argumentação para que você decida assistir, ou não, ao filme.
Porque com o rótulo de trash você já se prepara de antemão para o que vai encontrar. E o que você vai encontrar é absurdamente ruim. Tosco mesmo, mesmo sendo tudo muito bem feito em termos de efeitos e coisa e tal. Tudo é exagerado. Forçado. Bobo. E bom pra caramba, justamente por ser assim. Afinal de contas, só mesmo extrapolando todos os limites da plausibilidade e do bom-senso para se fazer um filme de robôs que viram carros (e muitas outras coisaradas) e que se comportam como gente. Porque senão, como engolir robô ancião, robô bicho, robô gente, robôs manos e até robôs gremlins? O jeito é partir pro escracho. E Michael Bay faz isso muito bem porque, como todo bom diretor trash que se preza, ele se leva a sério (ou quase). Os seus clichês visuais podem não funcionar em filmes pretensiosos e babacas como “Pearl Harbor” ou “Armageddon”, mas aqui todos eles rolam soltos e funcionam que é uma belezura. Gente fugindo de explosões em câmera-lenta, caças voando em formação de ataque, silhuetas ao pôr-do-sol, travellings giroscópicos ao redor do casal 20 da história – tudo combina com o clima do filme. Assim como combinam, e na maioria das vezes funcionam, as piadinhas infames, escatológicas, sem noção e sem razão. E o elenco parece saber mesmo mergulhar nessa incongruência. Shia, Ramon, Turturro, Kevin e Julie mandam às favas as regras de interpretação decente e se entregam a improvisos e impropérios que rendem bons momentos. Se eu não coloquei a Megan no mesmo balaio dos outros é porque ela está em cena com outro nobre objetivo: deslumbrar nossos olhos cansados. E só. E basta. Ou não, porque Megan Fox nunca é demais. E nunca é o bastante. No fim das contas, o único cara tentando ser sério nessa confusão toda é Josh Duhamel, que segue firme no clichê do milico americano competente e bem preparado. E totalmente dispensável nesta história. E por falar em história, esqueça a plausibilidade mais uma vez. Nada faz muito sentido. São apenas trechos de alguma coisa acontecendo ou que vai acontecer no meio das porradarias e perseguições e piadinhas. Mas nada que comprometa a diversão trash. Tem até teletransporte pra justificar a ida de todos até o Egito. E é no Egito que temos o clímax de tudo – e também o elo mais fraco desta corrente pra frente. O problema é que a coisa toda se enrola demais neste fim de história lá no fim (ou começo) do mundo. Culpa talvez do excesso de câmeras-lentas que tornam o filme lento e até arrastado em sua conclusão. Mas nada que estrague a diversão, pois ainda sobra espaço para mais uma dúzia e meia de clichês divertidos, incluindo inclusive ressurreições e visões de anciões sábios e há muito mortos. Cool.
No fundo, o sentido de um filme trash é justamente encontrar deleite naquilo que normalmente só traz sofrimento ao cidadão médio. E é o que eu encontrei nesse tosco “Transformers 2”. Um trash metido a blockbuster. Tomara que a moda pegue.
Postado por William Wilson às 14:36 ·
Pois que venha a vida então, afinal!
Postado por William Wilson às 00:43 ·
Vida Própria
Um dia desses, em meio à chuva, ele olhou para a viúva da casa ao lado, que só era viúva para formar a primeira rima pobre deste texto mal-enjambrado. E a viúva comia uvas, numa imagem diáfana que lhe deixou sem ação, e que me deixou sem rima. Entre as janelas das duas casas vizinhas, só a chuva caindo fininha. E ele, de olhar fixo na viúva gostosa - que nunca antes havia visto como tal – pensava sandices que no fundo nem faziam tanto mal. Era ele um viúvo triste também, como convém a uma história assim. No fim, ficariam juntos, já que eu, como autor da trama, não antevia reviravoltas nem mudanças, e seguia sem muita esperança de fechar tudo com jactância. E o viúvo, tomado de coragem abrupta, culpa talvez de sua impaciência para com o dono desta pena irresoluta, abriu a porta de casa disposto a tocar a campainha da vizinha. O que dizer, ele ainda não sabia. Mas sorria. Por certo uma desculpa esfarrapada surgiria durante a travessia daquele jardim repleto de inesperada alegria.
Inesperado também foi o raio fulminante que cruzou os céus para atingi-lo em cheio, fritando esperanças e devaneios. E antes mesmo do trovão, o viúvo já jazia sem vida no chão. E tão surpreso quanto o morto se viu o autor deste conto torto. Às vezes as histórias têm vida própria, sem rima, sem graça, sem sentido algum.
Postado por William Wilson às 16:44 ·
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